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           Queria começar por dizer que ter alguém que alinha nas tuas ideias é a melhor coisa de sempre. Eu sei que este post já é bastante atrasado; ainda assim, não pude não o escrever porque foi mesmo especial para mim. 
              Basicamente, decidimos fazer uma pequena viagem de carro por Portugal porque além de ser algo que eu sempre quis fazer, ele queria igualmente fazê-la. Pensamos em fazer a viagem de comboio, mas o carro dele é SUPER económico, o que ajudou bastante e não estávamos presos a horários.
           Visitamos quatro pontos do nosso país: 1 noite no Porto, 1 noite em Coimbra, 2 noites em Sintra e 2 noites em Lisboa. Comecei a procurar por hotéis ou casas em junho, julho, se não me engano. A viagem seria só em Agosto, após eu voltar de férias com a minha família. Usei a Booking e, novamente, o Airbnb para procurar a estadia perfeita para nós. Algumas estadias não foram exatamente aquilo que eu pensava que eram e ficava sempre nervosa quando nos aproximávamos do local: eu queria que fosse perfeito. O meu namorado tentava assegurar-me que estava tudo bem porque só ficaríamos por pouco tempo nos sítios mas, como é óbvio, a minha mente não entendia isso. 

--------- Porto ---------

» 11 de Agosto de 2018 «
           O primeiro sítio a visitar foi o Porto. Eu não ia lá desde o secundário, já fui duas vezes este ano. Fomos visitar coisas que apareciam no Google Maps, sinceramente.
Fomos aos Jardins do Palácio dos Cristias. Foi engraçado porque foi exatamente no mesmo em que houve um evento de Pokemón Go e havia imensa gente (imensa mesmo). É incrível como o jogo consegue fazer tanto alvoroço ainda. Não chegamos a entrar dentro do edifício porque estava em obras e não sabíamos se podíamos.
           Passamos pela Torre dos Clérigos, por uma joga de latas de conserva antigas que tinha mesmo ao lado, pela Praça da Liberdade. 
           Andamos a passear pelas ruas do Porto, passando por uma estátua/praça que tem o mesmo nome que o meu namorado, Praça de Carlos Alberto: é, ele ficou todo pomposo por isso. Decidimos tentar ir à Livraria Lello só que não tínhamos noção que tinha imensa gente. A fila era enorme e impaciente como somos decidimos avançar para outra zona.
           Nessa noite fomos jantar à Cervejaria Brasão Aliados e eu nunca tinha ido a um restaurante assim. Comemos francesinha e era tão grande que saí de lá a rebolar. 
           A nossa estadia dessa noite foi um Bed and Breakfast onde fomos atendidos muito bem. O pequeno-almoço foi incrível e a cama era tão confortável. A casa de banho era do outro lado do quarto e tivemos de subir 4 lances de escadas, mas tudo bem porque era muito bom.

» 12 de Agosto de 2018 «
           No dia seguinte fomos andar novamente pelas ruas do Porto, desta vez indo para a zona do Rio do Douro e da Ponte Luís I. Daí, em direção a Coimbra nós fomos!

--------- Coimbra ---------

           Esta semana foi a semana de deitar imenso cedo o que não era normal para mim. Basicamente chegamos perto das seis da tarde, se não me engano, fomos procurar o hotel primeiro porque a minha ansiedade é demasiada quando chegamos lá, e decidimos jantar porque a fome era demasiada. Não sei como mas o hotel era mesmo no centro, em frente à Câmara Municipal de Coimbra. É mais uma casa de hóspedes, na verdade, e como foi só uma noite foi o suficiente para nós - novamente, é preciso subir uns 4 andares de escadas. 
           Podemos só apreciar o facto de que encontrei dois gatinhos nas ruas de Coimbra e há uma Travessa dos Gatos?  Okay, obrigada, era só isso.



» 13 de Agosto de 2018 «
           Não fizemos muito porque o nosso objetivo era ir à Quinta das Lágrimas ou ao Portugal dos Pequeninos (mais ao primeiro, sinceramente); no entanto, a quinta estava fechada às segundas e o Portugal dos Pequeninos tinha uma fila enorme tendo em conta que somos um pouco impacientes. 
           Então, apenas seguimos por caminhos aleatórios, até que descobrimos o Jardim Botânico e Herbário da Universidade de Coimbra. Parece que foi lá onde Lara Croft foi gravado, eu juro! Contudo, primeiro, tivemos de  subir escadas a pique e num dia de calor após comer é um tanto cansativo. É mais ou menos no centro, o que é bom porque era perto do hotel, apesar de ter de subir tanto. Para quem gosta de plantas é ideal, como é óbvio, porque tem placas a explicar o que cada árvore e flor são. 
           A tarde baseou-se em dar mais um passeiozito de carro de umas horitas para chegar a perto de Sintra, mais propriamente em Loures e uma surpresa inesperada.

--------- Sintra ---------

           Ora, eu tinha tentado planear tudo ao mais ínfimo pormenor para que corresse tudo bem. A minha ideia era em Sintra e Lisboa ir para um Airbnb para ser mais barato em termos de despesas de comida e tal. Esperava eu que estivesse tudo bem até chegarmos à primeira casa. Ora, aconteceu uns contra-tempos que nos fizeram procurar outra estadia. Por sorte, um hotel perto chamado Amazonia Jamor Hotel estava disponível e dentro do preço que tínhamos estipulado. Um hotel de quatro estrelas, com piscina interior e exterior, ginásio, pequeno-almoço incluídos, e estacionamento grátis. Foi uma das melhores experiências que podia ter, além do staff ser simpático e amável. Estava tão mal disposta e cansada que acabamos por comer no restaurante do hotel e por dormir cedo, como nos outros dias. 

» 14 de Agosto de 2018 «
           Acordamos e fomos para a piscina interior porque estava um pouco de frio para ir para fora. A melhor parte é que durante o tempo todo, a piscina estava vazia para nós e foi tão bom! 
           PALÁCIO DA PENA! Era o meu foco principal de Sintra, eu queria mesmo muito ir lá. Pagamos 14€ e qualquer coisa cada um para ver tanto o jardim como o palácio em si. 
           É tudo tão bonito, a sério. Novamente, as placas a identificar as plantas estão por todo o jardim/floresta do Palácio e oferecem um mapa que se pode obter dentro das lojas de lembranças. Na loja perto do palácio tinha umas camisolas mesmo lindas com a figura de Fernando Pessoa, pena serem um pouquinho caras.
           O géniozinho do meu namorado fez-nos perder várias vezes para chegar à Estatua do Guerreiro, só para descobrimos que não dava para chegar mesmo ao pé dele porque tínhamos de subir as pedras.
           À noite fomos a um centro comercial comer e levamos gelado para o hotel e adormeci a ver desenhos animados porque sou rebelde, obviamente.


» 15 de Agosto de 2018 «
           A nossa manhã foi passada no hotel a organizar as malas para irmos embora. O pequeno almoço foi incrível, tal como no dia anterior. De tarde era suposto irmos para a Praia da Ursa porque tínhamos visto que era lindíssima, mas quando chegamos percebemos duas coisas: a) não estava tempo para fazer praia e b) era preciso tanto esforço para descer que dava medo só de olhar lá para baixo. 
           O Cabo da Roca foi algo que também queria muito visitar e aquilo é mesmo lindo! Olhar lá para baixo dá uma sensação de liberdade tremenda, juntamente com aquela ponta de medo de cair.
           Fomos para um pequeno parque chamado Lagoa Azul, onde tinha um lago enorme com peixinhos, patos e outros animais que agora me esqueci. Tinha gente lá com os seus cães a brincarem, apesar da água não ser aconselhável para se tomar banho. Passamos lá um bom tempo, falando sobre coisas e vendo as pessoas a conviver.


--------- Lisboa ---------

           Acabamos por chegar ao nosso Airbnb onde a dona foi muito simpática e prestável, tendo como oferta ainda o pequeno-almoço! Ficamos por casa a ver televisão e a jogar Candy Crush - sim, ainda jogo isso e sim, estou a ganhar ao meu namorado.

» 16 de Agosto de 2018 «
           O nosso plano para o dia era ir ao Oceanário de Lisboa porque a última vez que lá estive foi no meu quarto ano. Digamos que aquilo mudou imenso do que me lembro, se bem que não me lembro de muito. 
           Acho que é mesmo incrível ver aquilo que o mar tanto guarda de nós, humanos, que acabamos por destruir tudo onde tocamos. Cada vez mais se vê o mar cheio de lixo que é prejudicial para estes seres indefesos, tudo provocado pelo egocentrismo e estupidez do ser humano. Não é só no mar, é em todo o lado - acabar com o presente que nos foi dado com a única coisa que foi pedida em troca era tomar bem conta da nossa casa e nem isso conseguimos fazer. 
           De tarde fomos para a zona de Belém, se não me engano, passando pela Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerónimos. Não entramos em nenhum dos edifícios mas só a beleza de fora é suficientemente fantástica. 
           Entre a ida da Torre para o Padrão, vimos um casal de noivos a tirarem fotos e foi tão bonitinho. O vestido é tão simples e elegante e romântico e lindo.

» 17 de Agosto de 2018 «
           Este era o dia de nós irmos embora para casa. Arrumamos as coisinhas todas no carro e fomos a dois destinos que tínhamos planeado ir quando fossemos embora. O primeiro foi o Convento de Mafra, que desde o dia que li O Memorial do Convento foi um dos destinos que sempre quis visitar. Novamente, não chegamos a ir lá dentro e queríamos ir à igreja, mas havia um casamento lá e não sabíamos se podíamos entrar ou não. Não vou negar, estive trinta minutos à espera que a noiva aparecesse para poder ver o vestido dela - sim, eu adoro ver os vestidos de noiva - e fiquei um pouco desiludida, mas pronto. 
           Ao fim de almoçar, fizemos uma pequena paragem no Mosteiro da Batalha. A arquitetura é tão linda e detalhada, obviamente do estilo gótico, um estilo que gosto imenso de ver nos edifícios. Por dentro, o sol batia nos vitrais que criava padrões bonitos no chão. 
           
Durante este post só senti saudades daquela semana bem passada com a melhor companhia que poderia ter. Se tiverem a oportunidade, escolham um ponto do nosso país e visitem-no porque há imensa coisa bonita para se ver em Portugal! 



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Até à próxima, 

            Este ano os meus pais decidiram que queriam passar férias num outro sítio além da casa onde vivem. Conseguiram juntar dinheiro desde o ano passado e assim foi: um destino qualquer, desde que seja fora de onde vivemos. Lembrei-me que o AIRBNB era um site e aplicação muito conhecido e com boas referências e, conhecendo os meus pais, eles iriam querer alugar uma casinha invés de um hotel. 
            O plano original era conhecer a metrópole de Lisboa mas acharam que seria muito quente. Depois falaram do Algarve e do Alentejo mas acharam muito longe. De seguida lembrei-me de Vigo por causa de uma novela que tenho acompanhado e procurei casas por essa zona.
            A 17 quilômetros de Vigo, encontrei uma casa muito linda e modesta que parecia encaixar perfeitamente naquilo que queríamos - muitos extras incluídos! Ficava em Marín, Pontevedra, Galícia. A anfitriã foi sempre muito simpática e, mesmo estando de férias, disponibilizou-nos dois contactos para ajuda. Para além disso, a casa encontrava-se bem localizada com vários cafés, restaurantes, um supermercado e o mercado da zona, a praia encontrava-se a 15 minutos a pé, várias lojas de lembranças ou de outras coisas pertíssimo.
             Não vou mentir, estava com medo que desse asneira porque era algo organizado pela internet e, apesar de o site ser de confiar, nunca se sabe que pessoas existem nele.
Contudo, foi tudo tão bem preparado e planeado que todos os dias os meus pais me relembravam de como era bom estar ali - e depois da viagem também  o fizeram. Eu não tinha ideia do que esperar porque não conhecia a zona, nem me lembrei de fazer uma pesquisa intensiva da área: apenas vi que tinha uma praia muito gira e achei bom.
           Alguns dias foram passados nas praias lindas de Marín, a água calma e azul que proporcionava um ambiente ótimo para se estar. Pode-se ver o quão branca eu estava, eu bem sei. Eu não costumo gostar muito de fazer praia porque o contraste entre o calor e o frio da água é bastante, no entanto, aqui era ótimo! Os meus pais, que raramente iam para a água, decidiram ir durante estes dias por estar tão boa. As praias que visitamos foi a Praia de Portocelo e a Praia de Os Namorados. Há uma série de 4 praias seguidinhas que basta seguir a mesma estrada - uma coisa boa que achei lá é que muitas estradas eram de sentido único (incluindo esta) o que ajudava no controlo do trânsito e da confusão.
           A noite era passada a passear por aquela zona ou a jogar às cartas. Sem sombra de dúvidas que os pequenos parques e praças que havia por lá eram perfeitas para conviver com família (e amigos). Nos dias que lá estive houve música ao vivo e uma feirinha noturna onde comprei 3 peças lindas e estilo boho, estilo que não me via a usar. Por qualquer rua que fossemos, íamos dar à casa onde estávamos.
           Num dos dias que estava um tempo um pouco esquisito, procuramos coisas para visitar: a Alameda de Pontevedra. 
É o parque mais antigo da cidade, possivelmente. Era enorme e cheio de edifícios importantes. Tinha estátuas por todo o lado, um lago com uma estética incrível, uma arquitetura linda. 
Numa tentativa maluca, andei de bicicleta pelo centro enquanto a minha família andou numa coisa que agora não sei o nome. 


A minha mãe adora igrejas e admirar a sua beleza, então levei-a à Basílica de Santa María a Maior.  
            Adorei o facto de que, no último dia de estadia, havia uma feira local mesmo em frente com imensas coisas e parecia que, nesse fim de semana, iria haver uma festa de piratas ou algo parecido.  
Parte aleatória do post: no mercado havia peixe vivo e deixou-me a chorar porque sou tone. Descobri um café frio que há no Froiz e É TÃO BOM! Eu nem gosto muito de café mas este era mesmo ótimo!
            O regresso a casa foi através de Viana do Castelo. Fomos de Ferry Boat de Caminha até Espanha, novamente. Foi a primeira vez que andei de algo parecido a um barco: ver a água a mexer-se e o facto de algo tão pesado e com tantas pessoas e carros lá dentro continuar a flutuar e não ir abaixo é extremamente poderoso e assustador ao mesmo tempo.

Até a próxima, Marín.

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Era suposto fazer a rubrica 168h em fotografia mas achei um pouco desnecessário visto que no final da semana foi basicamente fazer compras e ficar em casa no quentinho. Assim, decidi fazer um post separado sobre os sítios que visitei em Bordeaux, os monumentos, um pequeno diário sobre a minha estadia lá. Irei, também, adicionar fotos ao Instagram que não estarão aqui por isso não te esqueças de ver: @personificar. Cheguei por perto das 2h da tarde do dia 18 de novembro e parti às 2h15 do dia 25. Aviso: é tudo lindo.
A parte de tarde de domingo foi reservada a visitar o centro da cidade, passando por certos pontos chaves. Primeiro passamos na Porte d'Aquitaine. É notório uma grande quantidade de arcos parecidos com estes em Bordeaux. Começamos por seguir a Rue Sainte-Catherine. Pelo meio da rua tem imensas lojas, incluindo uma pequena rua que vai dar a outra zona de restaurantes e lojas:
Ao fim de sair dessa zona, continuamos a percorrer as ruazinhas da cidade. Duas coisas que achei muito característico de Bordeaux (e que me faz lembrar de França em geral) são os telhados azuis e as paredes num tom beje - o estilo haussmann.
Eu sentia-me bastante descontraída a ver as ruas e as pessoas, tanto que acabava por me esquecer que estava num país diferente, numa cidade diferente e que, se me perdesse, não saberia como falar com as pessoas porque não sei falar francês. Não sei se foi por estar com gente que conhecia e gostava, mas Bordeaux trouxe-me uma sensação de casa, de bem-estar. Além de que toda a cidade transpirava uma toque de luxuria, beleza e um cheirinho de Harry Potter - juro que havia certas zonas que eu sentia que estava num filme da saga visto que era um bocado sombrio e melancólico. 
Este é o Grand Théâtre de Bordeaux. É um lugar onde os universitários e mais novos costumam ir para se sentarem nas escadas a estudar ou a conviver. A seguir fomos para uma zona chamada Place des Quinconces, onde é costume haver feiras por aquela zona. 
 
O Monument aux Girondins é uma coluna enorme de 54 metros de altura. Enquanto passávamos lá, estava esta menina a desenhar o que estava a ver. Não resistir tirar uma foto porque eu adoro observar as pessoas. (Quando fui a Sevilha tirei uma foto a um casal que estava perto do rio. Eles estavam apenas a falar mas eu achei fofo. E, agora que reparo, sinto-me bastante assustadora.) 
Passamos ainda por duas outras colunas de 21 metros cada uma (só tirei foto a uma porque sou totó). Elas encontram-se de frente ao rio Garone. Numa coluna tem a estátua de Diana, a Deusa da Caça, para simbolizar a Navegação, noutra tem Mercúrio, Deus do Comércio, para simbolizar o comércio, como é óbvio. São chamadas de Colonnes Rostrales, apesar de não ter um nome concreto (que eu tenha encontrado). 
Este parque percorre um dos lados do rio por completo, ficando entre uma zona de restauração e a Pont de Pierre. Estava cheio de pessoas a conviverem, o que me deixou muito entusiasmada e feliz. 
Antes de vir, pesquisei um pouco sobre a cidade e encontrei dois marcos chamados Espelho de Água e o Palácio da Bolsa. Então estava entusiasmada por ir lá visto que as fotos que encontrava no Google eram lindas! A camará do meu telemóvel não fez justiça à beleza de Bordeaux de todo, mas a minha memória lembra-se da beleza. 
Fiquei um tanto apaixonada pela Porte Caihau. Parece um mini-castelo e os seus detalhes são, sem dúvida, adoráveis e mágicos. A era medieval é uma das minhas favoritas e adoro ver edificíos deste género.
Esta fotografia é de uma mini-maquete de uma parte da cidade. Aquele edifício pontiagudo com o telhado meio torto é a Porte Caihau.



O meu namorado prometeu levar-me à noite ver a zona do centro novamente, afirmando que era muito mais bonito de noite. Não posso mentir, ele tinha toda a razão. A cidade iluminada consegue ter ainda mais charme do que durante o dia, a sua beleza natural destacada com as luzes. 

Na segunda feira, eu e a Ângela fomos explorar novamente a cidade. Fomos de metro até ao centro - e deixem-me que vos diga que andar de metro é ótimo! Tão confortável e silencioso, eu adormecia quase sempre. Voltamos a percorrer a Rua de Santa Catarina, subindo-a novamente para comer.  
Depois fomos por entre as ruas, encontrando a Basilique Saint Michel. É mesmo bonita e detalhada, dando-me as vibrações de Harry Potter novamente. A seguir encontramos a Catedral de Saint-André, semelhante à Basilica com os detalhes.
Caminhamos imenso até encontrar o Jardim Público de Bordeaux. Aquilo é tão lindo, meu deus! É enorme e tem uma zona onde parece um muro enorme, com trepadeiras penduradas e aparenta ter saído do jogo da Lara Croft. Eu talvez tenha feito piada sobre isso no instastorie. Só talvez.
Cá fora tinha imensas fotografias em exposição nas grades, deixando-me feliz porque FOTOGRAFIA É VIDA!
Voltamos novamente para o centro, desta vez indo para o museu La Cité du Vin. Não chegamos a entrar, mas só o exterior é extraordinário. O próprio edifício semelha-se a um decantador do vinho. 
Dirigimo-nos mais para trás, onde subimos a ponte elevatória. Eu juro que pensava que era daquelas pontes que se abre a meio - afinal, a parte entre as 4 torres sobre para cima. Tentamos passar a ponte para o outro lado só que eu parei para tirar uma fotografia à paisagem e senti a ponte a tremer. O meu medo irracional obrigou-me a descer imediatamente para terra firme. No entanto, a fotografia não está mal de todo.
Na terça feira, fomos a uma praia artificial de Bordeaux, Bègles Plage. Como sou totó, decidi chamar-lhe praia dos beagles. 
Não vamos esquecer que fiz uma amiguinha lá. Não sei o nome dela porque é meio francês, mas sei que a deixei no carro do meu namorado - ou espero eu que ainda esteja lá.
Os restantes dias foram basicamente ir para o centro para ver mais lojas ou aos shopings. Andamos mais uma vez de metro (Braga, preciso de metro, está bem?). Descobri que do jardim da casa do meu namorado dá para ver uma casa fofinha.
Comprei daquelas famosas bengalas pretas e vermelhas que se vê nos filmes e já percebo o entusiasmo à volta destes doces - SÃO TÃO BONS! Fizemos panquecas e mac&cheese. Embrulhei as prendinhas de Natal que comprei lá com o embrulho fofo e as washi tapes lindas. Abracei e dei muitos beijinhos ao meu namorado. Fiquei confusa e perdida quando falavam francês e a Ângela ou o Bé percebiam o que eles diziam. Gostei bastante de uns desenhos animados que dão lá, mesmo não percebendo nada. Enfim, uma semana que me soube pela vida. 
É um até já, Bordeaux! Espero ver-te em breve.