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           Então, esta publicação é bem aleatória porque é uma tag que eu criei para quem é escritor (publicado ou não) para poderem falar um pouquinho mais do que escrevem e como escrevem. Acho que fiz perguntas muito pertinentes e diversas para poderem conhecer melhor todo este processo de escrita que, pelo menos a mim, causa dores de cabeça (boas e más). Acho que cobri bem as bases, mas se tiverem mais perguntas podem deixar abaixo e podem até fazer aos vossos escritores favoritos se tiverem essa possibilidade. 

1. Há quanto tempo é que escreves?

           Desde sempre escrevi e tive muita imaginação. Escrever a sério com o objetivo de levar as pessoas para outro lugar, foi só há 10, 11 anos.

2. Em que sítio gostas de escrever?

           Se for algo que tenho planeado exatamente como quero que aconteça, ou seja uma obra, normalmente é no escritório porque tenho os apontamentos comigo. Quando são textos aleatórios, é em qualquer lado que venha a inspiração - é só pegar no telemóvel e escrever.

3. Qual é o teu género favorito para escrever?

           Romance e ficção.

4. Onde ou como costumas ter mais ideias para escreveres?

           Normalmente as ideias vêem ter comigo nos meus sonhos ou quando estou a tomar banho. Juro que tenho imensas livros e contos para escrever que são saídos dos meus sonhos ou de longos pensamentos nas sessões de banho. 

5. Escrever mais em computador ou à mão?

           Consigo escrever com mais facilidade no computador só porque sou muito mais rápida e como a minha linha de raciocínio é muito rápido, preciso que a minha escrita acompanhe a minha cabeça.

6. Costumas ter bloqueios criativos? Se sim, como os ultrapassas?

           Já tive mais, mas o truque para ultrapassar é mesmo perceber porque é que não consegues escrever. A razão, muitas das vezes, não é falta de inspiração ou não saberes o que escreveres, é algo no teu consciente ou inconsciente que te prende. O truque para não ter bloqueios criativos é mesmo não passar longas temporadas sem escrever - nem que seja descrever o sol, escrever todos os dias ajuda. 

7. Que snacks e bebidas tomas enquanto escreves?

           Normalmente só trago comigo cappuccino ou água, comida tento não trazer porque, na minha cabeça, vou-me distrair com ela. 

8. Que tipo de música ouves enquanto escreves?

           Depende muito do que estou a escrever. Vai muito com aquilo que a música me transmite e se estiver a escrever algo triste, ouço algo triste; se for algo feliz, é algo feliz.

9. Tens alguma rotina de escrita? Se sim, qual é?

           Estou a tentar criar uma porque dizem que rotinas são boas para habituar o cérebro a preparar-se para se concentrar numa tarefa. Para já, não tenho.

10. Que personagem tua gostavas de ser?

           Muito honestamente, tenho duas personagens. Gostava de ser a Emma Reed (Evanescente) só porque ela é uma autora com muito sucesso e gostava de ser a Dafne Morgan (Persona) porque ela vai ser uma mulher poderosa e forte no futuro da história.

11. Em que obra tua gostarias de viver? 

           Ainda não está escrita, mas tenho uma história que é sobre poderes mágicos e todo o mundo da fantasia. Adorava ter poderes mágicos.

12. Qual é o(a) teu/tua escritor(a) favorito(a)?

           Esta pergunta é muito complicada para mim porque sinto que não dar esse título a alguém de quem só li um livro?! Ainda assim, vou dizer que é quase dos meus favoritos o Mark Manson pela maneira como ele consegue dizer o que uma pessoa já sabe, mas de uma forma diferente e pela maneira como consegue captar atenção do leitor.

13. NaNoWriMo é um sim ou um não?

           Para mim é um sim porque ajuda a ter o primeiro rascunho de uma obra. Mesmo que eu seja muito má a cumprí-lo.

14. Escreves espontaneamente ou planeias como queres que o livro se desenvolva?

           Tenho de planear, o meu ser não me permite ser espontânea. Aliás, a prova disso é que tenho um caderno direcionado só para conteúdos de criação de histórias

15. Qual é a tua maior distração enquanto escreves?

           Para além da minha gata que tem sempre de andar de um lado para o outro no meu escritório, a internet e o telemóvel. Às vezes, os meus próprios sentimentos metem-se no caminho porque começo a chorar ou acabo por ter ideias para outras coisas.

16. Gostas de escrever coisas entre-as-linhas ou gostas de ser direto(a) com a tua escrita?

           Os dois. No entanto, o meu favorito é mesmo escrever coisas que não estão diretas nas palavras. Criar imagens inconscientes na mente de alguém é tão bom quando as percebem, deixa-me feliz porque acabam por mostrar que estão mesmo interessados na escrita.

17. Já tens alguma coisa publicada (seja online, seja fisicamente)?

           Sim, além de estar online no Wattpad, tenho um livro físico chamado Evanescente.

18. Qual foi a primeira coisa que te lembras de escrever?

           Textos sobre os meus sentimentos e fanfictions sobre a Selena, a Demi, a Miley e os Jonas Brothers. Eu sei, muito óbvio.

19. Se pudesses ter um superpoder qualquer ou se pudesse inventar um, qual seria?

           Eu queria poder tornar as minhas ideias em realidade porque há dias que é tão difícil conseguir concretizá-las.

20. Porque é que escreves?

           Eu escrevo porque é um alívio para mim conseguir por em palavras o que sinto, o que penso e o que quero que as outras pessoas sintam. Tudo o que escrevo, desde textos a obras, tem tudo uma razão para existirem. Acho que a escrita consegue unir pessoas, de certa forma. E há pessoas que não conseguem expressar os seus sentimentos verbalmente e escrevem, e também há pessoas que não conseguem expressar os seus sentimentos e encontram o que querem dizer nas palavras de outras pessoas e acho incrível quando isso acontece. Eu tenho gente que me disse que descrevi-a exatamente o que estavam a sentir e que já não se sentiam sozinhos, ou pessoas a dizerem que as pus a chorar com as minhas palavras. E eu adoro essa transmissão de sentimento que a escrita permite ter. 

           Estou mesmo entusiasmada com esta tag ou com este desafio de perguntas. Qualquer um pode responder às mesmas, mas neste momento vou mencionar a Angie do blog The Little Angie, a Vera Carvalho do blog A Poesia Para Ti, a Catarina Magalhães do Wattpad. Espero que se divirtam a fazer a tag se tiverem a possibilidade.

           Espero que também tenham gostado de terem conhecido mais um bocadinho desta coisa toda de escrever.
Até já, 

           Para quem ainda não percebeu, mesmo após a minha intensiva publicidade, eu escrevi um livro e está publicado fisicamente. Ora, não foi de um dia para outro que ele foi escrito, visto que tem as suas 406 páginas. Demorou cerca de três anos para acabar de escrever oficialmente, mais uns três anos para ter coragem de enviar para editoras. Durante o processo de escrita, tornou-se difícil, por vezes, lembrar-me de todos os detalhes que tinha planeado ou detalho anteriormente, isto porque ia escrevendo aquilo que me lembrava ou que me vinha à cabeça, sem memorizar noutro sítio além da minha mente esquecida. Tive de voltar várias vezes atrás para reler tudo, para me tentar relembrar do que precisa.

Encontra todos os detalhes do meu livro aqui.

           Inclusive, eu tinha um caderno muito simples que comprei na Staples e dividi para conseguir adicionar detalhes importantes de todas as histórias que eu escrevia. Eu já fazia um caderno de escrita sem ter a noção disso, só que de maneira mais confusa e sem sentido. Vamos lá mergulhar no meu caderno então! Este caderno é da Primark e foi-me dado como prenda de anos. Estava reticente porque como eu ia usar canetas de gel ou sublinhadores, não sabia até que ponto é que a tinta não passava para a página seguinte e não transfere de todo!

           As primeira páginas são todas sobre a parte técnica da escrita e coisas para me ajudar a criar melhores cenas ou descrições ou personagens. Daí a primeira página ser os DOZE ARQUÉTIPOS de personagens. Ajuda a ter uma ideia melhor sobre quem são as personagens, as suas motivações, o seu "histórico", as suas fraquezas, a sua estratégia e muito mais. Obviamente, nem todas as características se encaixam perfeitamente, mas dá uma melhor percepção do que elas podem ser. Pode também ajudar a tentar perceber que tipo de personagem eu quero criar, se é um Herói em que quer provar que é alguém através dos seus atos corajosos ou se é Criador em que pretende criar coisas duradouras (seja uma realidade ou um objeto).
           As páginas a seguir já são sobre o final da obra: que TIPO DE CONCLUSÃO quero que o livro tenha, se é para Refletir ou para deixar o leitor a querer mais com o Cliff Hanger. Ajuda bastante com a explicação de cada final e o porquê de se usar.
           Estas páginas abaixo já são de um método que nunca usei, mas que gostava de o fazer. Chama-se o MÉTODO DE FLOCO DE NEVE. Muito resumidamente, é um método que ajuda a criar uma obra de início a fim, com a ajuda de pequenos indicadores e informações que vamos criando e desenvolvendo aos poucos para criar o primeiro rascunho do livro. Foi criado pelo Randy Ingermanson e tem este nome porque, como referi, começa-se por pequenos passos para levar a um projeto final amplo e quase decisivo.
           Uma coisa que é bastante importante para escritores é LINGUAGEM CORPORAL. A maneira como a personagem se encontra em cada situação é crucial para fazer o leitor entender como reage e, mesmo sem dando muito histórico no início, ajudar a perceber o porquê de reagir assim. Por exemplo, numa cena onde a filha encontra o pai que pensava estar morto. Invés de identificar quem é o indivíduo que se encontra em frente à rapariga, descrever de imediato a sua postura ajuda a criar um certo suspense e mistério.
           Passando agora para as páginas em que são específicas para histórias, vou mostrar aquilo que criei para me ajudar acompanhar cada detalhe das minhas obras para não me esquecer. Eu faço isto porque demoro sempre imenso tempo a escrever. Com EVANESCENTE demorei 2 anos e meio a escrever o livro, no meio desse tempo esquecia-me de coisas importantes e tinha de voltar a reler e a procurar o que queria. Como é óbvio, as páginas estão vazias porque não quero revelar acontecimentos futuros da obra, quero que seja surpresa.

           Uma das páginas que criei é meio que um enredo e escrever por alto o que quero que se passe e o que quero transmitir com a história. Tudo o que eu escrevo tem um propósito. Com o meu livro, o início é um pouco mal desenvolvido porque a personagem é um tanto superficial com os seus sentimentos e emoções. À medida que a história desenvolve, também as descrições começam a ficar mais extensas e a ser mais produzidas exatamente porque ela vai começar a ter uma auto-reflexão mais acrescida.
           Estas páginas são dedicadas às PERSONAGENS que eram importantes para a história, principais e secundárias, de forma a lembrar-me de detalhes físicos ou psicológicos, ou idade ou aniversários que sejam importantes, profissões e outras coisas relevantes.
           Esta página de CENÁRIOS é importante para quem escreve ficção científica ou fantasia visto que têm cenários bastante diferentes e específicos. No meu caso é só para me lembrar de onde fica o quê ou como a casa da Emma é. Recomendo imenso para quem, mesmo em ficção normal, tenha cenários importantes que tenham características distintas.

           Duas páginas exclusivamente para IDEIAS que quero CONCRETIZAR DENTRO DA NARRATIVA são essenciais para mim para conseguir juntar tudo num sítio. Dá imenso jeito se tiveres muitas pontas soltas que queres conectar ou coisas que queres lembrar que tens de fazer, mas ainda estás bem no princípio dos princípios do desenvolvimento. Vou migrar as ideias do meu Bullet Journal para aqui e acreditem, devia ter posto mais do que 2 páginas só!
           A CRONOLOGIA é tão importante para te situares nos eventos que se passaram. Mortes, aniversários, começos de namoros, mudanças importantes na história! Novamente, em casos de ficção científica ou fantasia, é útil para sinalizar, usando o exemplo de Divergente, a ocorrência de há quanto tempo existe aquela sociedade fechada e dividida em fracções.
           A partir daqui já são todos os OUTROS DETALHES QUE SÃO EXCLUSIVOS DA OBRA. Feitiços de magia, lendas, projetos das personagens. No meu caso, pus o Livro da Emma porque ela vira escritora na sequela e o livro virou filme, preciso de saber o que se passa no livro para poder escrever sobre as filmagens e as cenas que são gravadas. Aqui já dá para explorar e criar algo com detalhes mais extensos. Podes acrescentar a pesquisa que tiveste de fazer antes ou depois de tudo o que eu falei para não te esqueceres do que procuraste! Eu tive de o fazer quando andei à procura de coisas sobre cancro ou amnésia!

           Esta é a maneira como criei o meu caderno de escrita para me ajudar a lembrar os pormenores das histórias que crio. Além de ADJACENTE, que é a sequela do meu primeiro livro, estou constantemente a ter ideias para outras histórias e torna-se difícil lembrar quais são os detalhes de cada uma. Isto ajuda-me a manter-me no topo do meu jogo e a não misturar as coisas.
Caso faças um, por favor mostra-me! Adoro ver coisas relacionadas com papelaria e criatividade, não me perguntem porquê, apenas adoro.

Até já,

E finge tão bem, que chega a fingir que é dor.
E a dor dói por ser sentida e por ser pensada,
dói a alma, doi o coração.
O que é da vida sem um pedaço de alegria
ou um pedaço de tristeza?
Simples seria se estável fosse.
Que piada tinha se não fosse uma montanha russa?
Não é viver se não existe ambos lados,
o bom e o mau, o pior e o melhor.
Da mesma maneira que um
não dura para sempre,
o outro também não.
Demora a entender, demora a processar.
É normal, porque o tempo demora a passar.
Uns dias vão parecer longos,
de tanta dor acumulada.
Outros vão parecer curtos,
de tanta alegria passada.
E assim a vida se estica
com caminhos de pedras
ou daqueles com pétalas de girassol.
Não se pode controlar um,
nem o outro.
É uma coisa que se aprende a lidar,
ou talvez não.
Porque a vida é mesmo assim,
uma mistura de talvez(es) e porquês,
um tirbulhão de sins e nãos,
é uma confusão confusa,
uma forma de aprender.
Não há nada a fazer,
a não ser ir com o mar e flutuar
ou deixar afogar depois de tanto lutar.
O importante é
não desistir mesmo que seja melhor,
não fugir mesmo que seja fácil.
O importante é 
continuar e tentar, 
porque basta um tentar para conseguir.


Em Dezembro fiz uma maratona de Harry Potter. Sim, até ao final de 2016 ainda não tinha visto os filmes.
Adiante. Num dos filmes, uma frase que o Dumbledore disse ficou-me na cabeça desde então. "Claro que é dentro da tua cabeça, Harry, mas porque raio é que deveria significar que não é real?"
Eu sou uma pessoa ansiosa, isto significa que passam sempre muitos cenários na minha mente e, por vezes, sinto mais do que devia. Sempre penso que é tudo na minha cabeça porque sempre foi isso que me disseram por ser como sou. No entanto, esta citação de Harry Potter fez-me perceber que mesmo que seja só na minha cabeça, isso não significa que não seja real. Os meus sentimentos são válidos, independentemente de estar a exagerar ou não. Tudo aquilo que me vai na alma tem de ser reconhecido com o devido valor para poder libertar depois de se sentir.
Eu tinha muito a mania de esconder e ignorar os meus pensamentos e sentimentos porque não queria que se metessem na minha vida. O resultado: acabava por acumular tudo e explodia. Tinha ataques de ansiedade, chorava compulsivamente, magoava-me. Ao longo dos anos percebi que não podia continuar com a mesma estratégia de fingir que estava tudo bem - claramente não estava a ser bom para a minha sanidade. Precisava de procurar uma maneira melhor de acalmar a minha tormenta. Aceitei como era: ansiosa e demasiado pensadora. É necessário legitimar quem somos para poder encontrar paz interior. A criação de cenários, o pensar demasiado no que acontecia, o sentir desmedido - tudo isto devia ser aceite por mim para poder aclarar as minhas ideias. Não podia fazer nada para controlar além de respirar fundo e deixar fluir tudo o que me viesse à mente. Todas essas histórias que me encontravam eram escritas para futuros princípios e inspirações de narrativas. Aproveitar as minhas ilusões, idealizações e receios fez nascer a minha vontade de conceber vidas próprias a essas mesmas fantasias.
A mente ora mente ora sente e, ainda assim, está tudo bem.