Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.
              Ainda ontem falava com o meu namorado do quanto gostava de ser X pessoa, pessoa essa que já está adiantada no seu caminho e que trabalha todos os dias para chegar lá. Não é perfeita, óbvio que não, mas nem eu sou. Tem as mesmas horas no dia que eu, a não ser que more noutro planeta, o que não acho que seja o caso. Acabei por refletir e dizer-lhe, logo a seguir, que não importava o avanço dela, eu teria de me focar no meu projeto e no meu sucesso. Ele apoiou-me e disse-me "o teu projeto é que importa". E isto é um grande problema que tenho:
eu não consigo parar de me comparar. 
             É um ato tão inconsciente na minha mente já. O meu lado racional entra logo em ação a perguntar-me qual é o meu propósito ao estar a permitir que me igualar a uma pessoa que já está adiantada na sua rotina e no trabalho? É normal estar à minha frente: começou primeiro e tem conhecimentos que eu ainda não tenho; sabe o que funciona e o que não funciona; tem recursos que eu não tenho. Ou até mesmo se fulana entrou ontem para a comunidade e conseguiu atingir mais do que eu num ano? É frustrante, é irritante, chega até a ser triste e desmotivador. No entanto, vou ficar sentada a remoer sobre isso ou vou usar essa energia para continuar a melhorar o que é meu? O que importa é a minha jornada e o que faço para a enaltecer. Cada um tem o seu ritmo, a sua maneira de pensar, a sua forma de se comunicar.
                Outra coisa que me custa é falar de temas que já estão a ser debatidos. Ultimamente tenho tido esse medo de não querer falar de um determinado tema porque já há gente, que eu sigo, que o faz e não quero que pensem que estou a copiar ou algo parecido. Sinto uma pressão enorme de ser original mesmo quando a própria pessoa não o seja. Até falei com uma rapariga que sigo e gosto de a seguir e ela disse-me algo que eu já sabia, mas que soube bem ouvir "há espaço para todos".
Acho que muita gente não tenta seguir os seus sonhos porque são parecidos com os sonhos de alguém e acham que já há gente que faça primeiro e melhor. Sendo assim, os novos cantores já não deviam tentar sequer. Quero dizer, os The Beatles chegaram primeiro que os One Direction, porque raio eles acharam que conseguiam fazer sucesso quando uma banda famosa já existia? O importante não é se somos os primeiros ou os últimos, o importante é se quando chegamos, se fazemos algo de especial e diferente. Quero dizer, quem é que a J. K. Rowling pensa que é quando já havia Shakespeare? A audácia!
Não!
Haverá sempre inúmeras pessoas na área que tu queres e sonhas exercer. Faz o teu melhor para entrar nela e te destacares, ou, caso não querias destaque, faz o teu melhor para simplesmente entrar nela. Não precisas de mais, não precisas de menos, só o que achares suficiente para seres feliz.

Até já,

✿ o rumo, o verdadeiro.

by on outubro 10, 2019
                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.               Ainda ontem falava com o meu namorado do quan...
1. CADA UM TEM O SEU RITMO. Somos quase 8 mil milhões de pessoas num planeta só e estamos há espera, de alguma forma, que toda gente siga o mesmo rumo. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, morrer. É impossível e errado querer algo assim. Não somos robôs para seguirmos todos de forma automática e irracional e cada vez estamos a esquecer mais disso.
As comparações constantes com o vizinho do lado ou aquela menina da Internet que tem mais do que tu estão a criar inseguranças que provocam a estagnação ou a desistência de sonhos e objetivos. Eu fiquei muito triste por não ter entrado no mestrado que queria no ano passado e agora estou feliz por não ter entrado porque consegui fazer coisas diferentes e que me ajudaram a crescer. Ainda assim, senti-me muito mal por não ter entrado porque era o ritmo natural da vida, mas não queria dizer que fosse o ritmo natural para mim.

2. ACREDITA E VAI ACONTECER. Eu sei que isto é bastante estranho para alguns, mas é algo que eu acredito profundamente - a lei da atração. Essa lei consiste em basicamente conseguir tudo o que se quer com o poder da mente. Ainda pouco sei sobre isto, só vi o filme apenas (que recomendo imenso!). Não quero entrar em muitos detalhes para já, porque não sei muito sobre o assunto, mas acredito que se visualizar algo na minha cabeça, se imaginar como é ter já essa coisa, ela acaba por acontecer - seja algo bom ou mau. E isso aconteceu com muita coisa este último ano, tanto para o bom, como para o mau.

3. NÃO ÉS SUFICIENTE PORQUE NÃO QUEREM. Sempre ouvi dizer que só não se é suficiente para alguém que não sabe o que quer e todos os anos relembro-me disso constantemente. Ora, vou dar um exemplo: eu gostava de um rapaz e era capaz de fazer tudo por ele e ele dizia gostar de mim, mas nunca namoramos porque eu acabava por não ser suficiente para ele. Passado uns anos comecei a gostar do meu namorado e ele começou a gostar de mim da mesma maneira e nunca senti a necessidade de mostrar-me ser a melhor e foi uma incrível bênção que o Universo me deu porque soube realmente o que é ser amada e o que é amar. 

4. O TEMPO É ESSENCIAL. E com isto quero dizer duas coisas: o tempo cura tudo e o tempo é escasso. 2019 tem sido um turbilhão de emoções, acreditem. Muita dor à mistura, mas muito amor também. A dor acaba por passar, mesmo que não pareça no momento. E o amor faz com que os momentos bons sejam criados e passem tão depressa que uma pessoa nem consegue acompanhar.

5. HÁ COISAS QUE NÃO IMPORTAM ASSIM TANTO. Eu tenho muito esta mania de me importar com tudo e todos, até ao mais ínfimo detalhe. Chega a ser um incomodo na minha vida porque ralo-me com coisas mesmo pequenas que não têm significado qualquer, mas com as quais devoto a minha atenção na mesma. Estou a ler um livro, You Are A Badass da Jen Sincero, que fala sobre libertar-me da preocupação de coisas que não consigo controlar. Já o A Arte Subtil de Dizer Que Se F*da explicava que não dá para controlar o que acontece, mas dá para controlar como reagimos ao que acontece e esses dois ensinamentos ficaram muito marcados em mim.

6. SE NÃO TE REALIZA, MUDA. Estava num trabalho que já não me acrescentava nada, muito honestamente. Decidi trocar e acabei por fazer o mesmo que fazia na empresa anterior, mas um pouco melhor. Ainda assim, não é ali que quero estar para sempre e não me vejo a subir naquela empresa, não dão oportunidades para tal. Tudo o que conseguia retirar de lá, já o fiz. Então, vou despedir-me. É uma decisão difícil porque, apesar de viver com os meus pais, tenho as minhas contas também. No entanto, não posso continuar num sítio onde tenho de estar oito horas do meu dia, cinco dias por semana, a fazer algo que já não me realiza ou me motiva. A minha mãe está sempre a comentar que posso mudar para pior, mas como é que saberei se não o tentar fazer?

7. VÃO RECLAMAR SÓ PORQUE SIM. Onde trabalho atualmente chega a ser saturante pela quantidade de reclamações que recebo constantemente - muitas delas sem qualquer fundamento.  As redes sociais estão constantemente cheias de hashtags de cancelamento a artistas que erram ou quando dizem algo sem pensar muito,  ou até quando vão a um país fazer um concerto num festival e não gostam da artista que vem. Não há por onde fugir - vão reclamar sempre só porque sim e não há como mudar porque as pessoas ganharam a mania de um intitulamento de que a verdade delas é que importa e é a legítima.

8. NÃO É DIFÍCIL, SÓ PRECISAS DE COMEÇAR. Ora, eu tirei uma grande pausa do blog porque queria construir uma plataforma melhor, com um layout melhor; queria fazê-lo de raiz, só que não sabia como e não começava a fazê-lo porque ia demorar muito e achava que era difícil. A verdade é que sim, era difícil e acabei por não fazê-lo do início, mas consegui arranjar uma forma de encontrar algo perto daquilo que queria e aqui está o novo layout! Outro exemplo: quero aprender francês para poder ir morar com o meu namorado para Bordéus e trabalhar lá. Ora, francês é muito complicado para a minha cabeça lógica - há junção de letras que não correspondem aos sons que estou habituada e há letras que não se lêem de todo e que raio, quem quer isso? No entanto, estou a tentar aprender com o Duolingo e através do Pinterest e, já das duas semanas de férias que fui lá conseguia perceber cada vez mais o que diziam porque comecei a empenhar-me em aprender. Uma ação levou ao início que levou à concretização de algo que eu achava difícil - só precisei de começar! Além disso, quanto mais cedo começar, mais cedo chego onde quero e melhor começar hoje do que daqui a um mês pensar que poderia ter começado há um mês atrás.

9. UMA PAUSA NÃO É MÁ IDEIA. Ora, uma coisa que eu sinto sempre que passo uma folga sem fazer nada é uma culpa imensa de que podia ser produtiva e não o estou a ser. Acho que hoje em dia tem havia uma grande normalização do cansaço e da produtividade excessiva, que passa a ser o contrário do que produtividade devia ser. Achamos que quando estamos ocupados é quando estamos a ser felizes e parar é morrer porque deixamos de trabalhar para os nossos objetivos. Não é bem assim e descobri quando passei semanas ou meses, sem ter vontade de criar conteúdo. O cansaço psicológico era tanto que não me apetecia aproximar-me do computador para escrever, nem de um caderno para rabiscar, nem de um livro para ler. A minha vontade era de acabar com tudo porque não tinha descanso e sentia-me abafada com tanta coisa ao mesmo tempo. É necessário uma pausa quando tiver de ser e quando o corpo pede.

10. FAZ POR TI. Acho que grande parte do sucesso de muitas coisas que fiz foi porque fí-las por mim, para mim. Com o blog sinto a tendência de querer fazer publicações que sei que as pessoas vão gostar e, não estou de todo a dizer que não devo fazer isso também, mas acabei por esquecer-me do que realmente gosto de partilhar. Esta recente pausa fez-me perceber que rumo quero que o blog tenha e esperem novidades em breve! Seja qualquer coisa que eu faça, desde ir ao ginásio, desde aprender coisas novas, desde escrever, desde a maneira como me visto, tento sempre fazer aquilo que que gosto e quero, invés de ligar aos comentários dos outros.

Espero que tenham gostado da publicação nova! Comentem que lemas vocês levam convosco para o caixão até!
Até já,

              A razão que não tenho publicado: perdi a confiança em mim.
          Já tinha falado anteriormente sobre a minha pausa da escrita, eu sei. Ainda assim, apesar do que lá escrevi, acho que muitas das vezes, não é a falta de motivação ou de inspiração que falta nos artistas, mas sim o facto de lhes faltar a autoconfiança que tanto precisam neste mundo artístico. O medo de ser rejeitado é tanto que nos faz não criar nada porque pode haver a possibilidade de decepção nas expectativas que nós criamos.
            Após ter publicado o último capítulo de Evanescente eu só dizia "não sei mais o que escrever, não sai nada de jeito". Passei cerca de 1 ano ou 2 anos a dizer isso: não conseguia escrever, tudo o que escrevia saía mal, as palavras não ficavam bem juntas. Sei lá, inventava mil e uma desculpas sem nunca procurar o cerne da questão. Por exemplo, esta minha pausa de quase 7 meses em que ia escrevendo uma coisa aqui, outra ali: a razão não era porque não tinha ideias, gente o que não me faltava era ideias! A sério, tenho cerca de 30 rascunhos aqui no blog, mais uns talões que os clientes não queriam preenchidos com coisas aleatórias que me ia lembrando. Aliás, eu ia escrevendo, só não publicava e o verdadeiro motivo por isso é que o meu perfecionismo chegava ao ponto de me dizer "olha, X fez melhor que tu, que vais acrescentar ao que ele fez?" ou "sabes... Y conseguia melhor que isso, vê lá se melhoras nessas tuas expressões, não te sabes explicar por nada desta vida!".
             Há uma pressão exorbitante e um tanto paranóica de sermos os primeiros em tudo e de fazer tudo o mais completo e perfeito possível, sem erros e sem testes. A perfeição criou uma ambição tremenda na mente das pessoas que ao falhar uma vez já faz com que percam de vista a razão pela qual queriam tentar. E eu deixei-me levar por essa onda porque era o mais fácil para mim, invés de estar a combater a força natural de desistir. A minha insegurança impediu-me de continuar a fazer o que gosto e me dá vontade, o que fez com que eu perdesse a motivação para todos os outros aspetos da minha vida.
              Eu não tenho doutoramento em escrita, tampouco sou um génio que não comete erros. Tal como não sou perfeita a tirar fotografias, a pintar, a desenhar, a criar sites, a maquilhar. Posso ficar melhor e aprender mais sobre todas essas coisas, mas nunca serei perfeita e não há qualquer problema nisso. Qual seria a piada de saber tudo sobre todos os assuntos?
         Há demasiada preocupação em criar coisas perfeitas do que realmente partir para ação e simplesmente começar a criar. É por isso que eu procrastino muito, não é porque não tenho motivação ou ideias, é mesmo porque quero fazer algo perfeito e não quero estragar a visão que tenho e porque agora tudo que se diz é tido como errado por alguém. Enfim.
            Se é para retirar alguma coisa deste post é: faz, mesmo que não esteja perfeito. Mais vale fazer algo e depois ajustar, do que estar sempre à espera do "momento certo" que pode nunca vir acontecer. Queres escrever um livro? Queres começar uma empresa? Queres ser tatuador(a)? Queres viajar o mundo? Queres criar um website? Começa agora. Cria um plano para conseguires chegar ao teu objetivo, mas não passes a vida a planear, em algum ponto tens de começar agir.
              Adeus menina de planos, olá mulher de ação. Espero que estejas pronta para esta nova viagem. O Ano do Sim é agora. 

semana 44 - 29 de outubro a 4 de novembro.

Segunda: A entrevista correu mal. O dia correu mal. Enfim. Acabei por adormecer durante a tarde enquanto estava a ver vídeos sobre DID (Dissociative Identity Disorder) e achei mesmo "incrível" como a mente funciona. Basicamente a mente cria personagens além da pessoa que nasceu com o corpo devido a traumas para proteger a pessoa e podem aparecer em situações diversas, ou até quando estão a falar com alguém no dia-a-dia. Os assuntos de psiquiatria e psicologia sempre me interessaram muito, honestamente, pelo facto de haver tanta coisa que ainda não foi descoberta e como a mente nos protege de certas coisas, mesmo inconscientemente. 
Terça: Passei a tarde a procurar ideias sobre o que poderia fazer para a noite de Halloween. Na verdade, também estive a ver se saía na quarta à noite ou não - típico.
Li um pouco de Almost Adulting e estou mesmo adorar o livro, honestamente. Estou num tempo da minha vida que estava mesmo a precisar de algo assim.
Ainda por cima, a minha motivação para qualquer coisa foi-se embora quando reparei que tinha aquele post dos meus produtos de beleza favoritos como rascunho e não tinha qualquer informação que tinha escrito. Foi o artigo que estava mais orgulhosa esteticamente de ter feito, tinha estado a tarde inteira a trabalhar nele e puff, foi-se. Não houve maneira de o recuperar, nenhuma das tentativas que pesquisei funcionou. 
Quarta: Ora, o combinado foi sair mas a vontade era um pouco nula... No entanto, estava disposta a ignorar o facto de as coisas não se estarem a alinhar e de simplesmente me investir no presente. Então, a tarde foi passada à procura de inspiração, até que decidi ir com um dos looks que publiquei no post de hoje: a rainha do mal. Foi básico e simples de fazer, não poderia pedir outra coisa: comprei flores pretas e amarrei-as a uma fita de cabelo. A maquilhagem foi à base de um esfumado preto (do qual fiquei um tanto orgulhosa por ter conseguido esfumar e trabalhar bem a sombra), misturei dois tons de roxo para dar um efeito de pisadura e inchaço, e usei um lápis preto para fazer as "veias". Juntei ainda bronzer com um pouco de roxo para dar um ar mais de morta e um batom preto (que fiquei viciada em querer usar). A roupa foi bastante básica também: um body preto, saia preta, meias de renda mais meias que vão até à coxa, botas de salto pretas e uma bata de médico por cima. Isto foi tudo muito improvisado e foi apenas inspirado no look que publiquei sendo que acabei por ser uma médica do mal com toques de vampira? Não sei bem.
Obviamente, a melhor parte foi que o meu namorado veio hoje para Portugal e fomos sair e foi tão bom tê-lo comigo. Há mais de um mês que não o via e poder sentir o toque e o cheiro dele foi tão bom!

Quinta: Chegamos um pouquinho tarde a casa, logo ficamos até tarde a dormir (apesar de quando durmo com ele ficamos sempre até tarde na cama, ele dorme demasiado). A tarde foi passada a ver televisão (ele via, eu dormia). À noite fomos para minha casa e comemos pizza, PIZZAAAAAAA.
 Sexta: Passei a tarde a arrumar a casa e à noite fui ao cinema com ele. Fomos ver Quebra-Nozes e os Quatro Reinos e foi tão bom! Recomendo 100%. Em breve sai a minha opinião sobre o filme. No final do filme fomos beber algo e ficamos quase até ao Braga Parque fechar. Estava à espera de duas respostas das duas entrevistas que fiz e nada. Não foi desta que arranjei trabalho.

Sábado: A irmã do meu namorado marcou um jantar de amigos e decidi usar maquilhagem porque, enfim, estava no mood para me sentir mais arrumada que o normal. Fiz o eyeliner que gosto tanto de fazer que é só acrescentar um pontinho no fim e usar lápis branco para fazer duplo eyeliner. Acho que dá um toquezinho diferente.
Antes de jantar o meu namorado colocou-me um gorro na cabeça e, aparentemente, gosto mesmo de me ver com ele: disse que ficava fofa com ele. 
E, é claro, que levei o Monopólio para jogar porque não tenho ninguém em casa que queira jogar comigo, vida triste. De alguma maneira, em três jogos foi ele que ganhou quando quase sempre lhe ganho. Ele roubou-me a sorte, claramente.
Domingo: Acordamos tarde novamente, como é o normal. É o dia de ele ir embora e então dá aquela sensação de saudades antecipadas porque enfim... Acontece sempre, como é óbvio, e fica fácil e difícil ao mesmo tempo. Tornou-se mais fácil aliviar a preocupação enquanto viaja até lá ou quando vem, mas tornou-se mais difícil vê-lo ir. 

Espero que a vossa semana tenha corrido bem! 
Até já, Rainers! 

01 a 28 Outubro 2018 - Semana 40 à 43. 
                   Honestamente, isto vai ser um grande apanhado do meu mês de Outubro. Nem sequer vou acrescentar dias porque é tudo igual. Fiz algo parecido com este post há uns tempos atrás com a necessidade de partilhar como me sinto de forma livre e vulnerável. Afinal, foi exatamente para isso que criei esta plataforma nova: para deixar os medos de lado daquilo que sinto e o transmitir, talvez de forma ajudar alguém que esteja na mesma situação do que eu a pensar que não está sozinh@.
                   Eu tenho uma certa dificuldades em admitir quando falho porque, na minha cabeça, isso equivale a não ser perfeita. Eu, sendo eu, sempre pus uma certa pressão em mim para ser boa porque isso significava que não precisavam de se preocupar comigo, que não era um cargo para ninguém. Acho que me custa mais porque sei que os outros julgam, mesmo que não seja na minha cada. "A maneira como falam dos demais, é a maneira como falam de ti." - é tão verdade. As pessoas gostam muito de fofocas e de falar da vida dos outros para atenuarem o facto da sua ser uma porcaria, sempre foi assim e sempre será. Não me interpretem mal, é claro que há diferença entre falar mal só porque sim e dizer factos. O problema é que as pessoas apenas gostam de falar mal sem terem qualquer argumento a validarem o que disseram e, por vezes, até gostam de acrescentar pontos que não deviam existir. 
               A verdade é que eu despedi-me de onde estava a pensar que ia para algo melhor. E realmente era, mas não o bom suficiente para os problemas que iria ter. Despedi-me de algo certo para ir para algo incerto? Sim, e não me arrependo. Porque haveria de continuar num sítio no qual eu não gostava de estar, não é verdade? Eu tinha perdido toda a motivação que tinha de trabalhar lá, chegava a casa casada mais psicologicamente do que fisicamente. Por muito que eu precise do dinheiro, não estava para me sujeitar a ter um colapso por causa daquilo. Felizmente, tive a hipótese de sair e ainda tinha algum dinheiro de parte. Não tenho despesas grandes visto que ainda vivo na casa dos meus pais, ainda assim, tirei um ano para juntar dinheiro e o ano está quase acabar e eu com pouco dinheiro de parte. Eu bem sei que há pessoas em situações piores do que a minha, nem estou aqui a fazer-me de coitadinha - apenas a expressar as minhas atuais preocupações (agora é preciso dar disclaimer para não haver críticas, enfim). 
                   A primeira semana passou e eu estava confiante que ia encontrar algo bom, mas não queria estar a mandar currículos e depois ligarem-me e eu ter que recusar - eu, sendo eu, não gosto de recusar nada. Mandei uns 5 porque achava que me iam ligar de algum lado. Nada. A segunda semana passou e a esperança começou a diminuir e comecei a ficar zangada comigo mesma por ter tomado uma decisão - a mesma decisão que eu achava ótima, passou a ser uma decisão imprudente. Na terceira semana decidi deixar-me de tretas e mandar cv atrás de cv. Mandei 10 num só dia. Mais uns 5 nos dias seguintes. A lista estava a crescer e já nem sequer queria saber se tinha de dizer que não - de certeza que já o ouviram antes. Ligaram-me da primeira loja, mas era basicamente a mesma coisa que onde estava antes. O desanimo voltou, agora mais forte. Os dias estavam avançar e nada. Ligaram-me da segunda loja, a entrevista foi tão ***** que nem fiquei com vontade de ficar lá, mas pronto. 
                   O desânimo foi muito, mesmo, apesar de não o ter mostrado. Sentir-me super mal, a depressão a querer ganhar-me, a ansiedade a tentar meter-me no fundo, o não silencioso das respostas que nunca chegaram, o olhar para o telemóvel à espera que ele tocasse. Houve um dia que chorei durante o dia e durante a noite de tão falhada que me sentia. Era tão notório que durante dois dias disseram-me que eu parecia desanimada e, honestamente, já nem era só de não ter emprego, era de me sentir afastada das pessoas de quem eu gostava, de sentir que estava a mais até na minha própria vida. Até que a minha mãe me lembrou de uma coisa que eu sempre acreditei, mas que me estava a esquecer durante esta fase "Nada acontece por acaso. Se não teve de ser, é porque melhor vem aí." e juro que isso ficou-me na cabeça, não só pelas palavras, mas por ter sido ela a dizer. Foi isso que, sinceramente, me deu força para continuar e não desanimar tanto. Amanhã irei a outra entrevista, talvez corra bem, talvez corra mal - vamos ver.
                   O meu problema foi não levar esta "pausa" como uma coisa boa - e, meio que foi. Foi o meu momento que dizer que sim ao projeto do Nanowrimo; foi o meu momento de ir em frente com o podcast que estou a preparar; foi o meu momento de melhorar o meu blog (ainda não está completo); foi o meu momento de voltar a escrever no journal o que sentia de maneira a libertar o que me ia na cabeça; foi o momento de planear melhor o que irá acontecer nas minhas histórias; foi o momento, até, de arrumar a fundo o meu quarto e o organizar muito melhor. Há sempre um lado positivo nas coisas, não é verdade?
                   26, Sexta-feira: O que posso dizer de bom é que, finalmente, levei os meus pais ao cinema - SIM! Sexta-feira foi dia de família no cinema e, como era de esperar, a minha mãe comentava o filme um bocadito alto e o meu pai quase adormeceu. Foi bom. O filme era de ação, não muito o meu estilo, mas chorei - porque choro com tudo - e adorei mesmo - GOLPE FINAL, recomendo. Se bem se lembram, levar os meus pais ao cinema era uma das coisas que queria fazer em 1001 dias. FEITINHO!
                   Além disso, fui buscar o livro que encomendei na Bertrand. Ainda não comecei a lê-lo a sério, só li o prefácio, mas sinto que é algo que eu gostaria de ter escrito, não sei porquê. Já sigo a Arden no youtube há imenso tempo e a sua sabedoria e a sensação de me poder identificar com o que ela diz sempre me fez continuar a segui-la. Mais, ela é tão aberta com tantos assuntos, é mesmo incrível. Quando soube que ia escrever um livro para jovens adultos soube logo que o deveria ter. Esperei e esperei a oportunidade certa para o ter e aqui está: ALMOST ADULTING! Tenho a sensação que será como A Arte Subtil de Saber Dizer Que se Foda.
Espero que tenham tido uma boa semana e um bom mês, Rainers!
Até já, 

Que bom que é ser artista! A inspiração a fluir por entre os pensamentos aleatórios e bem estruturados que reflete o génio que prevalece dentro do ser da arte. Os seus dedos trabalham para transmitir as suas ideias e ideais de forma cuidadosa e delicada. Nunca há uma dia em que as ideias não nascem para darem as boas graças ao mundo intelectual. Elas fluem de maneira tão subtil que parecem estar preparadas desde sempre para serem expostas.
Era bom que isto fosse verdade não era? Quem me dera que isso fosse verdade. Seria tudo mais fácil realmente. A vida de artista é muito glamorizada pelos filmes de Hollywood, ou dramatizada ao máximo através do génio atormentado com traumas passados.

1. bloqueio criativo.

As pessoas têm muito a ideia de que os artistas só sabem criar e criar, nunca ficam sem ideias ou sem motivação. Quão errado! Acontece mais frequentemente do que um artista quer e começa a ser tão frustrante, por vezes, que a vontade é mesmo de desistir e não continuar a criar. Eu falo por mim que, durante um bom ano, isto me aconteceu. Nada do que eu escrevia parecia soar bom o suficiente e/ou parecia que o meu dito "talento" se tinha evaporado. Deixava-me muito triste porque a única coisa a que era um pouquinho boa em e aquilo que eu gostava imenso de fazer não estava a correr bem.

2. soa bem mal.

Sabem quando, por exemplo, fazem um trabalho para a escola e passado alguns anos vão revê-lo e não sabem onde tinham a cabeça para fazer aquilo? Bom, isso é o que acontece aos artistas, mas num espaço de tempo de minutos, na verdade. Estamos a fazer algo muito entusiasmados e parece que o fogo da nossa paixão por aquele trabalho renasceu até que paramos e revemos o que fizemos e... que horror. "Que raio estou eu a fazer?" é aquilo que todos nós pensamos, eventualmente.
Isto também acontece quando mostras o que fizeste a alguém e demoram a responder então começas a repensar em tudo e, inconscientemente, começas a apontar defeitos. Dica 1: Se um amigo te manda mensagem, responde rapidamente porque nunca sabes se é algo que ele quer a tua opinião e se não está a pensar demasiado.

3. perfecionismo.

O meu inimigo número um - perfecionismo, ou seja, eu mesma. Não é irónico que aquele que nos faz pior somos nós mesmos? Enfim. Tal como o meu signo, o meu tipo de personalidade e muitas outras coisas indicam, eu sou perfecionista e, por muito que pensem que isto é uma qualidade, não é. Quer dizer, consegue ser, mas poucas são as vezes que consigo usá-la a meu favor. O perfecionismo consegue ter o poder de matar a criatividade e espontaneidade que existe no momento. Além de que te leva a não partilhar algo de maneira a ter feedback porque nunca achamos que esteja bom o suficiente (ainda) para o fazer.

4. mal entendido.

Não sei quanto a vós, mas a mim já me aconteceu escrever algo e acharem que é uma coisa totalmente diferente e ficam ofendidos. Não só porque hoje em dia é tudo um frasquinho de perfume, mas porque também não sabem perceber que tudo tem um motivo para ser feito, logo, deviam esperar que a pessoa se explique. Principalmente quando já conhecem a pessoa e quando sabem a arte dela antes? Enfim, não se pode fazer nada. Dica 2: esperem que a pessoa se explique ou perguntem, mesmo, invés de atirar pedras e mandar bocas nas redes sociais. 

5. isto é-me familiar...

É tão frustrante quando estás a ter uma ideia incrível e achas que é mesmo wow e começas a questionar-te se já existe isso. Depois de pensar muito, reparas que um pequeno detalhe é similar a algo que alguém já tinha feito e desanimas logo. É que eu tenho muito o pânico de que uma ideia que eu tenho seja imitação inconsciente de algo. Para quem leu Big Magic sabe que isso é bastante normal acontecer, para quem não leu: LEIAM.

6. porquê continuar?

Esta é aquela fase que é uma das piores, eu acho. Chega-se ao momento em que começa-se a duvidar de nós mesmos pelas coisas mais pequenas. É a parte mais irritante de todo o processo de criar porque finalmente ganhamos a coragem para voltar a fazer algo, já passamos pela parte de "isto não é bom", pela parte de "isto parece igual àquilo" e ainda temos de estar a duvidar de nós mesmos. E, depois os teus amigos te dizerem que estás a exagerar, ficas um bocadito pior.
No entanto, acaba por passar esta parte quando começas a trabalhar no teu projeto e começas a ganhar inspiração.

7. quero feedback, eu acho.

Tu queres que as pessoas dêem a sua opinião, mas ao mesmo tempo não queres porque não queres receber críticas, mas queres críticas construtivas, mas não queres que sejam construtivas demais porque é uma coisa pessoal para ti e tens medo que seja "má" aos olhos dos outros. Para mim é um bocado assustador porque além de ter o blog, tenho uma história no wattpad que pode ser vista de maneira controversa pelas coisas que lá falo. Sendo sincera, nem tive medo de a publicar no início porque não ia ter leitores. Foi à medida que começou a ganhar reconhecimento que eu fiquei cada vez com mais medo de publicar algo meu porque sabia que poderia ter uma repercussão negativa ao não entenderem o que queria dizer ou ao estar a dizer algo de errado. Acho que tenho ainda mais medo agora de publicar algo com a minha opinião porque as pessoas já têm uma certa expectativa de mim, do que antigamente porque "ninguém queria saber".

Estes são os probleminhas que encontrei sobre ser artista ou criador de algo. Espero que tenham gostado. Deixem nos comentários as vossas opiniões ou se sabem de mais situações parecidas que eu não tenha mencionado.
Até ao próximo post Rainers,


             Que pergunta tão fora de noção feita a alguém que não sabe o que anda a fazer da vida sequer. Todos aqueles filmes inspiradores e biografias escritas sobre pessoas que deixaram a sua marca na Humanidade sem tal intenção, os livros de auto-ajuda que proferem a palavra da sabedoria que contém o segredo para se ser a melhor versão de nós mesmos. Como é que é possível eu saber a resposta a essa pergunta se eu nem sei o que fazer amanhã? A minha própria mente coloca-me questões só para me deixar depressiva e para ter uma crise existencial. 
             Eu tento ser o melhor de mim todos os dias e há dias que isso não parece ser o suficiente. Tento aprender mais e fazer melhor, mas há dias que só me apetece deitar na cama e olhar para o teto branco porque tenho medo de falhar. Tento focar-me nos meus projetos, mas há dias que a motivação desaparece porque parece que está tudo mal. Tento fazer algo de bom pelo meu corpo, mas há dias que a mente diz que não vale a pena porque é só um pedaço de carne. Quem quer saber?
             O que está no passado é que é bom, o antigamente era mais fácil do que agora e havia mais felicidade pela limitações de escolhas. Era A ou B, não havia o resto do alfabeto para escolher. Se escolhesses B era com o coração e não porque era o que achavas ser mais correto. O medo não te atormentava tanto porque tinhas a desculpa de ser inocente e nova para cometer todos os erros possíveis para que crescesses sábia e inteligente. Agora és apenas mais uma sem noção neste mundo, a vaguear por almas vazias e mentes perturbadas. O quão diferente poderia tudo ser se houvesse um manual de instruções sobre quais são as escolhas certas. 
             Perguntam-te como está a vida e respondes obrigatoriamente que está tudo bem porque explicar o que está mal faria com que te criticassem por terem ideais diferentes dos teus. Perguntam-te se estás a estudar e quando dizes que não, pensam automaticamente que desististes ou não tens capacidade para mais. Perguntam-te que curso tiraste e se não for medicina, direito ou arquitetura, não sabem para que serve o teu curso. As críticas com palavras subtis aparecem no ar como se fossem obrigados a dar uma opinião que não foi pedida.
                 É uma palavra engraçada, significa doação por testamento. É algo que é feito naturalmente, como se já estivesse de ser assim. É algo que deixas para trás. É através das tuas escolhas que é criado. Então, qual é o meu legado? Respondendo à pergunta, eu não sei que legado é o meu, não sei se alguma vez saberei qual é. Aquilo que quero que seja o meu legado, que aprendam através de mim? Que não tenham medo de serem apologeticamente vocês mesmos, ainda que signifique ser-se vulnerável. Que não se recusem a sair da zona de conforto porque o medo de falhar fala mais alto - a voz dos teus sonhos devia gritar mais do que qualquer outra voz. Que as incertezas podem acabar por se tornar em algo bom. Que independentemente do quão partido o teu coração esteja, ele tem o poder de se regenerar com o tempo. E, a maior lição de todas é que, devias tratar-te e falar contigo da mesma maneira que tratas e falas com os teus amigos: com carinho e cuidado porque as tuas palavras conseguem-te magoar também.

✿ qual é o teu legado?

by on outubro 04, 2018
             Que pergunta tão fora de noção feita a alguém que não sabe o que anda a fazer da vida sequer. Todos aqueles filmes inspirado...
            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A minha sexualidade pode não ser só uma fase de revolta. O meu querer de passar de mulher a homem pode não ser só uma fase de moda. A minha vontade de ter uma carreira artística não é uma fase de sonhos. 
            As pessoas dizem que é uma fase porque acham que é algo mau, que afeta a sociedade inteira. E, em alguns casos, sim, afeta quem é próximo, mas se não te afeta a ti porque raio dizes que é só uma fase? Não sabes o que vai na mente das pessoas, não tens ideia o que elas sofrem, pensam, passam todos os dias. 
            O teu pensamento é a vida de alguém que apenas se quer libertar da prisão que é ser outra pessoa. Porque é que te achas no direito de falar sobre a vida de outra pessoa quando nem a conheces? A não ser que a pessoa em questão te peça opinião e apesar de haver a liberdade de dizeres o que queres, aquilo que tu dizes só é bem-vindo se não afetar a outra pessoa. 
            Para com esses mimimis de que vai dar a ideia errada a outras pessoas - ideia errada pensas tu, mas que pode inspirar gente a fazer aquilo que lhes vai no coração. És heterossexual, és médico(a) ou advogado(a), és saudável mental e fisicamente - parabéns, muitas felicidades para ti, genuinamente. Apenas não te aches no direito de falar da vida dos outros como se fosse a tua vida - segue aquilo que queres, deixa os outros fazer o mesmo.
            Cada um precisa de criar as suas próprias raízes para crescer, sendo a fazer coisas erradas ou certas, passando por momentos que são fases ou não. Se errar, tenta-se fazer melhor da próxima vez. Se mudar, muda-se de novo. Se se precisar de ajuda, não há mal nenhum. O importante é ter confiança nas suas escolhas, mesmo que passado uns tempos já não seja isso que se quer; explorar e tentar, não devia ser mau o fazer. Mesmo que seja só uma fase, é a MINHA fase, não a tua.

✿ é só uma fase.

by on julho 12, 2018
            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A...
São sete e quarenta e três da tarde. 
O meu corpo pede qualquer tipo de ajuda para o relaxar, mas recuso. Preciso de continuar a esforçar-me para dar orgulho. Preciso de continuar para conseguir ter o que quero, para obter satisfação no meu futuro. Passo o corredor e, ainda que a porta pareça perto enquanto ando, parece ficar longe. Não é um sonho, é esse o problema. Estou a percorrer o corredor da minha casa, mas a minha mente prega-me partidas ao fazer-me ver algo irreal.
Continuo a andar. 
A minha mente não me deixa focar na realidade, apenas quer vaguear pelo quão falso tudo parece. Esta vida, o que é ela? A minha verdade é tão diferente da verdade de alguém. Aquilo que eu vivo e sinto é compartilhado por várias pessoas e, ao mesmo tempo, não. 
Não sei explicar; às vezes cresce um vazio que me atormenta durante semanas. A minha existência parece ser tão banal comparado com o tamanho do mundo. Honestamente, o quão importante sou eu e os meus problemas? Esta realidade, aquela na qual existo, vivo e penso é estranha. Há dias que sinto a sair fora de mim mesma, como se a minha alma flutuasse pelo universo, a gravidade não me deixa pousar os pés no chão e eu nem sequer tento para o fazer. Uma despersonalização tão grande acontece que acabo por esquecer quem sou e a situação em que estou para simplesmente maravilhar algo tão abstrato como o poder do infinito. 
Não sei como acabar isto, não sei como acabar com este sentimento esquisito de nostalgia por algo que não existe materialmente. Ou talvez nem quero que acabe. Talvez seja esta a maneira que eu arranjei para me sentir melhor com as indecisões que me foram impostas. 
Ou talvez não.
          Sempre me impressionou como eu consigo ser tão fechada e o meu irmão tão aberto com as pessoas. Ele é muito conversador, consegue fazer amigos facilmente; por outro lado, eu só falo quando sou puxada para a conversa e/ou se conheço bem a pessoa. A minha mãe sempre comentava "porque não és mais igual ao teu irmão?" porque eu nem bom dia dizia às pessoas porque era envergonhada. Eu não gostava e, muitas vezes, nem conseguia falar com as pessoas, mesmo que fosse só cumprimentar. Quando cresci percebi que as pessoas têm vários tipos de personalidade, e que não devia ter vergonha de ser como sou, porque é algo que me faz única.
           A grande diferença entre introvertid@s e extrovertid@s é que os primeiros não precisam de ter grande estimulação para se sentirem bem, enquanto que os últimos precisam de estar em contacto com as pessoas para se sentirem motivados e felizes.
          Ser introvertid@ não é odiar pessoas, é simplesmente precisar de estar mais sozinho do que rodeado. Sou introvertida, mas isso não significa que não goste de estar com pessoas - só que invés de ser sempre, prefiro de vez enquanto e, de preferência, com as pessoas com quem me dou.
É uma das razões de não sair muito à noite, canso-me de estar fora porque o ambiente não é o mais apropriado para mim, ainda que às vezes precise. Isso não quer dizer que eu não queira ser convidada para coisas e que não aceite sair - nada disso. Apenas significa que, por vezes, vou a eventos, mas saio mais cedo ou precise de me retrair um bocado daquele ambiente.
          Ser introvertid@ não significa odiar falar, apenas não se gosta de conversa fiada. "Então como estás?" O que é suposto dizer se não nos vimos à meio ano e és o vizinho da minha avó? Esta pergunta não faz sentido nenhum se não é para pessoas próximas porque acaba-se sempre por não dizer a verdade toda. "Estou bem." É a resposta automática, estando-se ou não bem. "Como está o teu irmão?" "Bem." E a pessoa fica a olhar para mim à espera que eu desenvolva a conversa quando só me fizeram essa pergunta. Que é suposto dizer? Fazer um relatório sobre os últimos 5 anos dele?
          Ser introvertid@ não é querer estar sozinho, é precisar, em certos momentos, de estar sozinho. As pessoas simplesmente não entendem a diferença entre querer e precisar. Independentemente de tudo, o ser humano sempre precisa de contacto pessoal, um dia ou outro. É claro que há dias que preciso de estar com os meus amigos e conviver com pessoas. Contudo, há outros que preciso de ficar dentro da minha cabeça para organizar as minhas ideias e para recarregar as energias.
           Ser introvertid@ não é ser antissocial, é ser seletivamente social. Este trocadilho encontrei por aqui na internet e gostei imenso. A minha mãe estava sempre a chamar-me de antissocial porque não saia de casa (agora quando saio reclama, enfim. mães). A questão é que antes não tinha pessoas a quem podia chamar realmente de amigos. Foi apenas a partir do secundário que eles apareceram. Pessoas que eram iguais a mim em vários aspetos, não sendo necessariamente introvertidos também. Aliás, pessoas que eu achava introvertidas são, na verdade, extrovertidas. E visse versa. Ser tímid@ não significa ser introvertid@, da mesma maneira que ser social não significa ser extrovertid@. É uma associação errada que a sociedade tem.
          Ser introvertid@ não é ser rude, é ser-se reservado e não confiar demasiado. Na praxe, só porque eu não falava muito, achavam que eu era rude e me achava melhor que os outros. Não. De todo. Eu apenas não tinha confiança suficiente para falar com as pessoas. Eu tinha medo de incomodar com os meus pensamentos aleatórios, tinha medo de dizer a coisa errada, tinha medo de causar uma má impressão. Acabei por causar na mesma.
          Ser introvertid@ não é ignorar as pessoas, é distrair-se facilmente porque estamos a pensar para nós próprios. De todo ignoro as pessoas. (Só às vezes, talvez.) O meu problema é estar muito no meu mundo a pensar em coisas e esqueço-me que estou em público e qualquer pessoa pode se dirigir a mim. Não tenho nenhum letreiro a dizer "Não incomodar." (Se bem que era melhor comprar um). Uso fones para dar a entender que estou a refletir e preciso de estar calada, mas há pessoas que não entendem isso e teimam em falar comigo na mesma e interromper o meu momento de introspeção.
          Ser introvertid@ não é ser passivo e não se impor, é pensar antes de falar. Além de que há pessoas que se expressam muito facilmente através da escrita, mas falham redondamente falar em pessoa. Uma dessas pessoas sou eu. Não consigo falar em pessoa porque me distraio com o nervosismo, com as palavras certas a dizer, com emoções. Cresce um nó na minha garganta que me trava a voz.
          Ser introvertid@ não é implicativo, é mais... um bom julgador de carácter. Isto não é de todo para bagar, por favor, entendam. Às vezes é um pouco incomodativo, para ser sincera. Ora, sendo que obvervamos muito e notamos em pequenos pormenores, aqueles bastante pequenos, torna-se um bocado fácil de perceber as pessoas. Não estou a dizer que os extrovertidos não o façam igualmente, mas demoram um pouco mais de tempo. E tudo bem nisso!
           Percebi imenso sobre mim depois de fazer um teste de personalidade. Teoricamente, há 16 personalidades que abrangem todas as características possíveis. Há os analistas, diplomatas, sentinelas e exploradores. Dentro desses 4, há mais 4 subpersonalidades, devidamente descritas. A minha é o Advogado, dentro dos diplomatas, ou seja, INFJ-T. Isso significa que sou introvertida, intuitiva, sentimentalista, judging (isto é, não se refere a julgar os outros mas sim ao facto de ser organizada, planear com antecedência), e turbulent (sensível ao stress e autoconsciente).
           Também podem fazer o vosso teste aqui. Este site é muito bom porque dá-vos uma boa visão de que personalidade são e, também, mostra-vos que outras celebridades têm o mesmo tipo de personalidade que vocês. Sou basicamente o Jon Snow e o Mandela.

Um conceito: está a chover lá fora, estou a beber um chocolate quente e a ler um livro interessante, o meu coração bate ao seu ritmo normal, a minha cabeça apenas pensa no que irá acontecer a seguir na história - não estou stressada. Seria bom que assim fosse.
Vi um pequeno desabafo de alguém no tumblr que dizia o seguinte, traduzido "Porque estar no início dos 20 parece tanto que apenas restam 5 anos de vida para alcançar o máximo que se pode? porque é que sinto que me aproximo de um prazo para o sucesso?"
Talvez o problema seja mesmo nós, como pessoas. Vê-mos outros a conseguir o que nós queremos, a avançar tão rapidamente no seu caminho que nos esquecemos do nosso. Estagnamos. Ficamos parados a ver os outros a viver, e nós continuamos apenas a... sobreviver. É complicado ver alguém a conseguir o nosso sonho, a conseguir quase de imediato (ou assim pensamos) aquilo que tanto esforço requer de nós. Dói no nosso ser, como se não fossemos suficiente. É aquela dor amarga que parece não sair, por muita água que se beba.
A verdade é que iremos sempre percorrer o mesmo caminho em ritmos diferentes. Já o disse antes, e vale sempre a pena relembrar. Eu preciso de relembrar. Está tudo bem se não chegar lá primeiro, desde que chegue. O importante é continuar, mesmo que seja devagar, muito devagarinho.
Estava a ter uma conversa com uma amiga minha e contei-lhe sobre uns planos que tenho para o blog. Ela começou a dizer-me que estava orgulhosa de mim por estar a seguir o meu objetivo e eu disse que também estava orgulhosa dela. A resposta da minha amiga foi "Eu realmente não fiz nada, mas obrigada." Um pouco mais à frente disse "Well mas respirar não é grande feito ahaha". E foi aí que se enganou.
Já disse há uns posts atrás que é preciso mudar-se de atitude. Não basta desejar querer algo que irá aparecer no nosso colo. Obviamente que a vida não funciona assim. É necessário mudar o que está de errado na nossa vida. Acredito no destino e que está tudo planeado de uma certa maneira, no entanto, tu tens o poder de o mudar se assim o desejares.
Contudo, é preciso valorizar-se as pequenas vitórias de maneira a valorizar as grandes e de haver motivação para conseguir seguir em frente. O quão difícil é, por vezes, sair da cama porque parece que o mundo caiu sobre os ombros? Até respirar acaba por se tornar um grande feito, sim. 
Esta fome por se ser um génio e o primogénito de algo incrível acaba por consumir o nosso bem estar e a nossa razão de querer ser e conseguir mais. Admito: dá vontade de desistir quando um certo post não tem visualizações e esforcei-me imenso para o escrever, ou quando estudo imenso para um teste e não tenho a nota esperada. É aquela dor que não dá para descrever concretamente. Apenas sabes que é algo que devias fazer bem mas, mesmo sendo aquilo que é suposto ser, não consegues fazer. E a vergonha cresce ainda mais que a dor porque falhaste.
Ainda assim, não é isso que nos ajuda a melhorar? Não é com os erros que aprendemos? E se correr mal? Tens outra tentativa, certo? Podes tentar de novo, mas de uma forma melhor. Se for feito com o coração e erraste, ao menos foi feito com o teu interior, e isso ninguém te pode tirar. 

✿ o prazo do sucesso.

by on março 24, 2018
Um conceito: está a chover lá fora, estou a beber um chocolate quente e a ler um livro interessante, o meu coração bate ao seu ritmo norma...

Eu realmente não sei se o meu namoro é considerado à distância... Ele trabalha noutro país e vem cá uma vez por mês, durante 2 dias, se tanto. Ainda assim, é complicado lidar com tantas emoções ao mesmo tempo porque tanto o quero perto como, ao mesmo tempo, aceito o facto de não o poder ter por perto; tentar controlar-me para não estar constantemente a dizer que tenho saudades dele mas querer que ele saiba que não o esqueço; tentar acalmar a saudade e não conseguir; ultrapassar o facto de que não pode estar aqui em momentos importantes para mim. Há dias que dá vontade de chorar porque vejo as pessoas juntas e eu não posso estar com ele. É complicado. Podia ser pior: é o que digo a mim mesma todos os dias. 
Muito brevemente, não há um manual para namorar, muito menos para namorar a longa distância. Como ele me disse, "sei lá como fazer, apenas fazemos". 

1. Paciência.
Uma relação baseia-se em muita coisa, uma delas é a paciência. A paciência ajuda-te quando a tua cara metade faz algo, mesmo que sem querer, te deixe mal. Seja a longa ou curta distância. Seja numa relação amorosa ou de amizade. É necessário haver controlo sobre o que fazemos e dizemos porque primeiro temos de entender a ação da pessoa e entender se percebeu o que fez. Para ela, até pode não ter tido qualquer significado, mas pode ter magoado. (Ainda que isso não seja desculpa para tudo, é preciso ter, também, um pouco de discernimento para entender os sentimentos da outra pessoa e perceber o que magoa ou não.)
Ou quando a pessoa demora a responder às mensagens ou chamadas, é normal. 

2. Aproveitar os pequenos momentos.
Como passo pouco tempo com ele, isto foi o que mais acabei por agarrar para controlar a minha saudade. Aquele tempinho a ver televisão, ou quando ele está a jogar, ou quando acabas por adormecer a ver um filme, ou quando ele te faz o lanche, ou quando te leva a casa, ou quando vão ao centro comercial, ou aquela mensagem de bom dia, ou o "amo-te" num momento aleatório, ou quando se lembra de ti quando vê algo. Há sempre pequenos pedacinhos dá para aproveitar e aquecer o nosso ser. 

3. Ele não me lê a mente.
Há coisas que tu acabas por aprender em qualquer tipo de relação, é normal. Acho que este é uma das mais importantes, em qualquer uma. Ele. não. lê. mentes. Por muito que te conheça e acertes em algumas coisas em que penses de vez enquanto, ele nunca irá ler a tua mente. Principalmente, se tu disseres uma coisa e sentires outra - coisa estúpida de ser fazer. Dá para entender uma coisinha ou outra pela maneira como alguém está. Quando a pessoa nem te consegue ver, torna-se ainda mais complicado perceber certas coisas. 

4. C-o-m-u-n-i-c-a-ç-ã-o.
Ou seja, a último ponto vem de encontro com este. Já que a pessoa não consegue ler mentes, é preciso haver comunicação, exprimir o que se vai no coração e na mente. Se estiveres zangada com algo, fala. Se tiveres saudades, fala. Se te fez feliz por aquela mensagem especial e diferente, fala. Não há nada melhor do que ter alguém ao teu lado e, ainda, poder esvaziar a tua mente a ele, sem quaisquer julgamentos. 

5. É verdadeiro.
Ou talvez não seja.
A verdade é que, distância ou não, nunca se sabe realmente se é verdadeiro ou não e isso é importante de se saber. Não me interpretem mal, não estou sempre a pensar que amanhã vou acabar e que nos vamos separar, não é nada disso. No entanto, é necessário ser realista e perceber que há essa possibilidade mas que isso não pode estar constantemente na tua mente. Acreditem ou não, os primeiros quatro meses de namoros foram cerca de 90% eu a pensar que o ia magoar porque, na minha mente, as pessoas afastam-se de mim por minha causa.
Ainda assim, há sempre aquele bichinho fofinho a dizer que é verdadeiro porque, caso contrário, estaria comigo para quê?

6. Imaginação ainda mais fértil.
Não sei se isto é normal ou não, mas há momentos que sinto o perfume dele em algo. Não sei como, apenas acontece. Eu acho que é a minha imaginação a pregar-me partidas, mas também pode ser que ele se teletransporte, ponha perfume à minha volta e vá embora. Tudo pode acontecer não é verdade? 
Há aqueles momentos, também, que estás tão emergida na tua mente a imaginar momentos com ele que acabas por te distrair durante as aulas, o trabalho, o caminho para casa. Acontece, não é verdade?

7. As pessoas são irritantes.
Esta já toda gente sabe e até pode parecer não ter nada a ver com este assunto, mas tem. A velha frase que equivale a querer mandar alguém para debaixo do inferno: ele vai-te trair. Não basta estares já sem o ver há semanas, ainda há aquela pessoa irritante que gosta de se meter na vida dos outros e de meter nojo que diz isso. Depois, o problema é que não é só uma pessoa, são várias. A razão de ele me trair? Só porque é rapaz e está longe de mim. Sim! Eu não traio e, mesmo que ele estivesse perto de mim, não me iria trair. Não gente. Nada disso.


           Este post até vem de encontro com um que fiz em Dezembro e eu sei que devia tê-lo publicado logo a seguir a esse. Contudo, e não sei porquê, o momento não me pareceu adequado. Um pouco estúpido, eu sei.
          Já passaram dois meses desde o início do ano e honestamente, não sei por onde ando porque este ano vai ser e está a ser confuso. Não consigo encontrar motivação nem para escrever (como se tem notado com a falta de publicações no blog). Não consigo concentrar-me para estudar ou para fazer algo produtivo. Tem sido exaustivo tentar e não conseguir. Parece que esta é a altura certa porque este post não é apenas para quem o lê, mas para mim também, para me lembrar do que quero.
        Como tinha escrito, as pessoas não conseguem parar de reclamar com o ano inteiro porque simplesmente não fazem nada para o melhorar. Não é suposto ser generalista, okay? Eu bem sei que há gente que tenta e não consegue, eu compreendo. No entanto, após o post que fiz percebi que não sou a única a pensar da mesma maneira. Temos de mudar de atitude se querermos ser melhores. E acabei por me esquecer disso. Viver do pessimismo apenas traz exatamente isso: pessimismo. Então decidi juntar um pequena lista sobre pequenas coisas que podes fazer para melhorar o teu ano. Não são coisas propriamente extravagantes, eu sei. Também não queria fazer nada disso porque o melhor está no simples. São pequenas ações que se pode ter todos os dias e ajudam bastante - ou, pelo menos, a mim ajudaram.

1. Sorri.
Cliché, como sempre. No entanto, não pude não acrescentar aqui e fazê-la a primeira da lista. Sorrir pode trazer rugas ao teu rosto mas traz bem estar também. Custa rir quando só te apetece chorar, obviamente. Não me interpretem mal, chorar é ótimo; limpa a alma e as impurezas dos olhos (pessoas que usam maquilhagem percebem-me nisto). Mas sabe tão bem quando consegues converter a tristeza em tranquilidade. Reparo que tantas vezes que acabava por desabar com pequenas coisas, agora consigo acalmar-me e usar a razão para me trazer sossego para a minha mente e o meu coração, que tanto precisam. Além de que sorrir pode fazer outras pessoas sorrirem também. 

2. Pensa positivo.
É bastante óbvio e parece fácil, mas não é. Leva imenso tempo de prática, há imensos pensamentos negativos antes de conseguir chegar aos positivos. Agradecer todos os dias. Novamente, parece fácil, mas às vezes é bastante difícil ter algo para agradecer todos os dias. A partir do momento que optei por agradecer e trocar os meus pensamentos para uma atitude mais leve e otimista, um peso levantou-se das minhas costas. Ainda custa alguns dias, como é óbvio. Há dias que a minha mente ainda brinca comigo e não me deixa trocar de comportamento, mas melhorou bastante. 

3. Tem objetivos (reais) - e luta por eles. 
Com o virar do ano, as pessoas tendem a criar objetivos e metas bastante... irrealistas, por vezes. Tanto que nem sequer chegam a trabalhar para as atingir. Muda isso. Foca-te naquilo que consegues fazer e consegues trabalhar e esforça-te para realizar o que sonhas. Faz um dream board se te ajudar a lembrar-te do que tens de fazer para chegar ao que queres.

4. Dá mais passeios.
Isto é algo que também tenho de melhorar e parece bastante simples mas, não é. Ora, há sempre aquelas semanas que só há vontade de ir para debaixo dos lençóis ou estás num nível de stress tão alto que não há tempo nem para respirar. E é aí onde os passeios entram: eles acabam por nos acalmar porque estás focado(a) noutra ação e ajuda na concentração e procrastinação. Vai até ao parque mais próximo, leva o teu animal de estimação, um livro para ler. Sai de casa.

5. Sai do normal. 
Uma coisa que me fez bem apesar de me fazer sentir mal ao início foi sair da minha zona de conforto. Foi difícil porque ter de sair da minha bolinha podia correr mal. Tentar coisas novas é complicado porque podem não dar certo. Contudo, está tudo bem se correr mal! Ser humano é errar, errar até tentar porque basta um tentar para conseguir.

6. Aprende algo novo.
Uma nova língua, um facto aleatório, como pintar com aguarelas, como desenhar, como escrever um livro. Há mil e uma coisas que estão ao nosso alcance para aprender e saborear o processo. Há imensas plataformas para nos ajudarem a aprender, tal como Duolingo (línguas) ou Skillshare (desenvolvimento pessoal, arte, tecnologia, tudo). Ajuda a sair um pouco da rotina de trabalho e/ou da escola e ajuda a tua mente a continuar aguçada.

7. Foca-te no presente.
Não consigo sublinhar o suficiente o quão este ponto é importante. Não me interpretem errado: tanto o passado como o futuro são importantes, um porque te faz corrigir os erros do outro. O passado serve só para isso: aprenderes com ele. De que vale estar a lamentar com o que se passou antes se já não o podes mudar? Dói, claro que dói. Mas irá doer mais se te focares tanto no passado que acabas por perder o presente todo. Foca-te no que podes mudar, no presente. É a única coisa que tens garantida.

8. Dia Especial do Eu.
Ainda estou a tentar trabalhar nisto, também. Aliás, tudo o que refiro aqui continuo a tentar porque, obviamente, não se consegue aplicar todas estas pequenas ações de um dia para outro. Ando a tentar reservar um dia da semana só para me cuidar, isto porque é necessário cuidarmos de nós mesmos para também poder ter uma vida equilibrada. Num dia da semana, arranjo um tempinho para fazer uma máscara facial, colocar óleo de coco no cabelo para o hidratar, tomar um banho longo e relaxante, esfoliar, colocar hidratante no corpo e cara, todas essas leves atitudes que me ajudam a preparar para a semana seguinte e a parar para ter um tempinho só para mim.

9. Bullet Journal.
Devo dizer que eu não sou de todo artística e nem tenho jeito para desenhar. Ainda assim, o bullet journal (ou journal em geral) é bastante bom para me melhorar. Em breve farei um post mais detalhado o conceito é basicamente uma agenda personalizada a teu gosto. Podes fazer o que quiseres, literalmente. Basta ter um caderno e uma caneta. Acabei por aderir a este pequeno projeto pois, a início, usava-o não só para me organizar, mas também tinha uma pequena sessão ao fim de todas as semanas para escrever uma pequena nota. Essa nota variava entre o que houve de bom e o que poderia fazer para melhorar. Era bom porque tinha um feedback de mim mesma e analisava aquilo que podia fazer a mais.

10. Inspira-te.
Isto acaba por acontecer quando aprendes algo novo e sais fora da tua zona de conforto. Há sempre algo que te vai inspirar, talvez o quão bem te faz sentir o facto de ultrapassar um medo ou fazer exercício físico, até. Faz um vision board, isso é, um quadro onde colocas fotografias dos teus objetivos ou fotografias que te inspirem. No meu caso coloquei, adicionalmente, fotografias de coisas que consegui para mostrar a mim mesma que se consegui X, posso continuar e conseguir Y. 
Vou ser honesta, eu realmente não sei o que fazer com este post, tal como não sabia o que escrever no anterior. Tenho ideias para publicar aqui no blog mas parece sair tudo mal, como se as ideias não fossem boas. O pior de tudo é que deixa a vontade de lado que tenho de evoluir este meu cantinho. Deixa a vontade de lado sobre tudo, para ser sincera. Sinto que não estou pronta para o último semestre de licenciatura, porque é mesmo o último. É a última vez de dar o meu melhor, é a última vez que tenho paz porque tenho de decidir o que quero a seguir. Já escrevi sobre isto milhares de vezes, eu sei, e parece tão estúpido como da primeira vez. Estou confusa. E há dias que tenho a certeza do que quero fazer mas há outros que fico confusa de novo. É um ciclo vicioso que desperta frustração em mim, a mesma frustração que me impede de fazer algo produtivo. Há um pequeno vazio dentro de mim que está a crescer e não sei mesmo como o impedir. Não consigo evitar o pensamento de que o meu futuro está totalmente nas minhas mãos e se o estragar a culpa é apenas minha. E este sentimento de inutilidade não desaparece, não há maneira de o mandar embora. Honestamente, há dias que parece que até as coisas em que era relativamente boa ou que gostava comecei a desaprender. Escrever? Não sei o que é isso, soa tudo tão parvo. Fotografia? Fica tudo mal. O meu coração aperta de tanto pensar e de tanto imaginar o quão mau tudo pode correr. Nunca fui uma seguidora, mas também nunca fui uma líder. Ando sempre entre o meio de tudo, não consigo ter uma certeza de nada. O que é que eu sou? Pensava que as crises existências apareciam aos 50 anos, quando já se viveu quase uma vida e se pensa se realmente foi viver. Aqui estou eu, com 20 anos de idade, a tentar decifrar o que raio quero fazer, com meias-certezas e total mixórdia de pensamentos e sentimentos. Acho que, de qualquer maneira, a única solução é esperar. 
Ou talvez não.
Porque nem para isso tenho convicção.
               Não tenho feito o post semanal de 168h porque realmente não tenho feito nada de interessante além de ir ao cinema, estar com o meu namorado e estudar. Numa das minhas pausas de estudo estava a passar pelo meu feed do twitter e vi imensos posts sobre a mesma coisa.
Estamos prestes a entrar num novo ano e há esta expectativa de que vai tudo mudar, vai tudo ser melhor, todos os objetivos estabelecidos para os conquistar. A questão é que um novo ano não vai trazer absolutamente nada de bom para a tua vida se não lutares por isso. Não quero parecer negativa, mas vejo muita gente dizer que quer x e y e, no entanto, não faz nada para ter isso. Toda gente está pronta para mudar de ano mas nunca prontos para mudar de atitude. Atrai-se o que se pensa.
                       Desde 2016 que vejo por toda a internet, twitter, tumblr, facebook, youtube, as pessoas a queixarem-se que o ano delas foi bastante mau e, no ano seguinte, continuam com a mesma história.
É fácil ficar sentado no sofá à espera que algo de bom aconteça, eu sei disso. Já fui assim. Estava tão farta de tentar fazer algo de diferente e não resultar que deixei de tentar. Ficava apenas à espera que o destino fizesse algo de bom por mim como se me devesse algo. Até que me fartei de esperar. O destino não me deve nada se eu não fizer nada para o merecer. Tentei novamente. Tentei sempre. E deu resultados. 
                       Então, hoje é o penúltimo dia do ano de 2017 e sinto-me feliz com quem sou. Mudei imenso, mudei mesmo muito. Posso dizer que a mudança começou no secundário, mas a mais extrema tem sido desde que entrei na universidade. Sinto uma confiança em mim que não achava ser possível. Entrei em paz comigo mesma durante estes últimos anos. Percebi que posso amar e não ser amada, que nem toda gente vai gostar de mim e não há nada que possa fazer, que no final sou eu que vou lá estar para mim então DEVO tratar-me bem. Há muitas outras coisas que aprendi e pelas quais estou extremamente grata. 
                       Ontem decidi arriscar com um novo corte de cabelo. Há um ano que dizia que queria cortar o cabelo para doar, há um ano que dizia que ia pintar de roxo. O roxo ainda não é possível, talvez para a próxima semana. No entanto, o corte está presente, assim como o loiro. Não sei porquê exatamente, mas eu precisava de uma mudança. Não por ser final do ano, isto era algo que eu já queria fazer há muito tempo. Eu precisava de algo de diferente, estava cansada do mesmo cabelo comprido (apesar de o adorar). Recebi imediatamente imenso comentários positivos a dizer que me ficava mesmo bem e que escolhi bem o que fiz com o cabelo. Recebi um comentário mau, de uma pessoa que me é próxima sobre o meu novo estilo. Eu sabia que ia reagir mal ao corte, mas não esperava o que me disse. Deitou-me muito abaixo, não vou mentir. Não pela sua opinião, pela maneira como o disse e por ser quem é. Bastou um comentário negativo para me deitar abaixo. Enfim. 
                       Eu percebi que não posso controlar a forma como falam, mas posso controlar a forma como reajo. Foi isso que fiz. Ainda dói um bocadinho, não vou mentir. No entanto, eu adorei como o cabelo ficou e o que importa é se eu gosto porque o cabelo é meu. Da mesma maneira que não gostava da cor do meu cabelo antes, e nos últimos anos adorava. Da mesma maneira que não gostava de ser tão emotiva, mas comecei aceitar que o sou. Da mesma maneira que não gostava das rugas que apareciam na minha cara quando sorria e agora adoro. Mudei de atitude. 

Espero que tenham um bom ano. Sejam felizes, sejam vocês. 

✿ mudar de atitude.

by on dezembro 30, 2017
               Não tenho feito o post semanal de 168h porque realmente não tenho feito nada de interessante além de ir ao cinema, estar c...
1. pessoas tóxicas
O cliché, como é óbvio. O ano de 2016 me tinha ensinado a acalmar as minhas expectativas sobre as pessoas. No entanto, voltei a desiludir-me este ano e foi pior. Sei lá. Pensas que as pessoas são uma coisa e acabam por ser outras, totalmente diferente do que achavas. Dói quando têm certas atitudes contigo, atitudes que nunca esperavas dessas pessoas. Agora até me estou a rir ao lembrar-me, mas ainda há aqui dentro aquela dorzinha do que acontece - como haverá sempre.

2. docentes indecentes.
O trocadilho foi propositado, tive de o fazer, peço desculpa. Estes queridos professores que se esquecem que nós não temos só a disciplina deles, que não somos máquinas, que temos sentimentos, que também temos vida além do ensino. Sim, a nossa prioridade é a escola que funciona como nosso trabalho. Contudo, é escusado fazerem os alunos sofrerem porque se lembram de faltar ou falam da vida pessoal nas aulas e não têm tempo de dar a matéria depois. 

3. justiceiros Maldosos
Sim, estou a falar de ti que tanto defendes os direitos de toda gente, mas és uma merda como pessoa. Começo achar que essa determinação toda para parecer boa pessoa é para te livrares do fardo de ser um horrível ser humano. Mas parabéns, finges bem. Continua aí com as tuas justiças e a partilhar a tua maldade por todos. 

4. clickbait
Isto nem devia existir sequer. Estou tão farta de ver notícias com títulos tão estupidamente bem feitos para chamar atenção do público - esta é especialmente para vocês, youtubers. Se vão fazer uma partida ao vosso namorado com o teste de gravidez, não metam o título como "vamos ter um bebé". 

5. estupidez disfarçada de feminismo.
Podes intitular-te de feminista, mas isso não quer dizer que o sejas verdadeiramente. A sério, pessoas, pensem. Se acham que a mulher é superior ao homem - não é feminismo. Se criticam outras mulheres - não são feministas. Se acham que precisam de deixar os pêlos crescer para mostrarem que são melhores - não são feminitas. Feminismo não se trata sobre mostrar que são feministas a todo o custo, que as mulheres são melhores do que os homens. Não. Não há nada de mal sobre quererem deixar os pêlos crescer, em pintá-los, em usar as roupas que quiserem, em não usar roupas. Não usem o feminismo como desculpa para algo porque eu posso ser feminista mas gostar de usar sutiã, de fazer depilação. Só porque não fazes isto, não quer dizer que és mais feminista que eu. 

6. pessoas desinformadas.
Quando acham que sabem fazer o meu trabalho melhor do que eu e, na verdade, não sabem nada porque não trabalham onde eu trabalho. Acham-se muito inteligentes e gostam de mostrar que sabem muito, mas não sabem nada. Querem ser inteligentes, parabéns, mas não é preciso mostrá-lo à força e serem estúpidos com isso.
Ainda, informem-se antes de falar. Por favor, deixem de ser aquelas pessoas estúpidas que não sabem usar o google para procurar algo. Estamos em pleno século xxi. Estás a ler isto, logo, tens internet. Procura a informação que queres saber, tens o poder do conhecimento na ponta dos teus dedos, literalmente. Antes de dizerem que o Canadá é na Europa, procurem.
AINDA MAIS, não tentem saber mais do que eu da minha própria vida. Se eu digo uma coisa sobre mim, é porque eu é que sei o que é certo, mais ninguém sabe. Obrigada.

7. mentiras.
Quando é que o ser humano vai perceber que mentir nunca é bom? A sério. Tanto tempo em contacto uns com os outros e ainda acham que aquela mentira pequenina não vai fazer diferença nenhuma? O que preferem? Mentiras confortáveis do que verdades dolorosas? É melhor ser confrontado com a verdade logo no início do que saber passado imenso tempo que não passou de mentira.

8. dramas.
Novamente, porque é que o ser humano insiste em dramas? Basta-me os filmes e as séries, obrigada. Pior, quando me envolvem em drama. Eu gosto de escrever coisas dramáticas, não de as viver.

9. ódio.
P-o-r-q-u-ê tanto ódio? Como é que conseguem ter tanto sentimento negativo dentro de um corpo? Principalmente no mundo da internet: eu sei que podem dizer tudo anonimamente agora, mas calma lá com o que dizem. Tanto trabalho a espalhar ódio gratuito quando podem espalhar amor por algo que realmente gostam e que traz tanta positividade para a vossa vida - o que claramente precisam.

10. a minha ansiedade e depressão.
O título é muito explicativo por si mesmo.

Podemos concluir que a maior parte das coisas que quero deixar em 2017 são relacionadas com pessoas. E é por isso que tenho poucos amigos, não sei relacionar-me com muitas pessoas.
De qualquer maneira, espero que tenham um bom 2018 e acreditem em vocês - quem irá se não forem vocês?