Mostrando postagens com marcador confusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador confusão. Mostrar todas as postagens

É, eu estou viva. 

Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa pela qual parei de escrever.
Estava a ir tudo bem, eu tinha posts planeados, tenho alguns prontos a publicar, inclusive, mas sinto que não estão bons o suficiente para os colocar ao mundo da Internet e, sinto, honestamente, que ninguém os lê. Eu comecei esta coisa de blogs em Outubro de 2010 (tive uma participação num blog sobre Twilight por volta de 2008, 2009), ou seja, vai fazer nove anos que estou por dentro deste lugarzinho acolhedor.
Não tenho quaisquer posts desse tempo, mas tenho a memória presente de que eu chegava a publicar cerca de 5 vezes ao dia só com frases ou pensamentos aleatórios porque o blog era o meu diário virtual. Eu tinha uma liberdade de expressão que agora temo porque não quero criar impressões erradas de mim quando não me consigo expressar corretamente ou porque tenho medo de me abrir porque tem gente do meu dia-a-dia que lê um post entre outro e comenta na vida real sobre ele e eu fico embaraçada, morro de vergonha. E acho que é mesmo incrível como antes eu não tinha tanta apreensão quando se tocava a partilhar os meus sentimentos com estranhos da web e era tão fácil para mim escrever apenas uma linha e publicá-la só por que sim.
Desde que troquei aqui para o Blogger eu tentei trazer essa versão antiga de mim para o presente e tentei criar algum tipo de vulnerabilidade que não me fizesse sentir exposta a todo o tempo e consegui um bocado, mas não foi o suficiente, não da maneira como eu esperava. Sinto que estou a criar conteúdo para que seja visualizado, invés de criar conteúdo que eu goste. Muitas vezes sentia-me pressionada a fazer posts que eram 80% daquilo que eu queria, mas porque sabia que ia ter visualizações. O pior é que eram visualizações vazias - sem qualquer feedback, seja negativo ou positivo. Eu chegava a publicar duas vezes por semana com conteúdo meio meh porque queria atenção, honestamente - e isto soa tão mal por dizê-lo, mas é a verdade.
Recentemente percebi que aquilo que eu gostava de fazer encontra-se aqui e na minha escrita, ser Criadora de Conteúdo e partilhar as minhas experiências e motivar e inspirar e criar uma comunidade pequenina, mas boa com um ambiente de bondade e honestidade. Falhei. Falhei porque não consigo revelar-me sem sentir que estou a mostrar demasiado, ou sem sentir que alguém da minha vida vai ficar chateado comigo por falar neles ou por falar em experiência más que me aconteceram e eles estiveram presentes nelas sem os ofender.
Não consigo ser falar sem que me sinta culpada por estar a escrever uma tese sobre um assunto que me apaixona ou sem achar que estou a ser básica com a minha escrita e devia ser melhor porque tenho uma licenciatura ou achar que o que escrevo é irrelevante porque já há e houve outras pessoas a escreverem o mesmo e melhor ou o facto de não estar na hospedagem certa e não ter um layout que goste afetou tanto que me deixou impressionada com a quantidade de coisas pequeninas que me fizeram parar. Esta constante comparação desmotivou-me tanto ao ponto de cada postagem nova que eu abria, escrevia e editava não ficava como eu queria, ou seja, tenho cerca de 49 artigos em rascunho neste momento, espero não fazer deste o meu artigo número 50.
Eu tenho mil e um projetos que pensei e estou a organizar, e para mim seria muito bom realizá-los, mas, novamente, a comparação impede-me de uma maneira incrível. E isto aconteceu a nível profissional, com os meus hobbies e até na minha pessoal e nas aprendizagens que tinha em continuação. Deixei que os meus receios tomassem conta da minha vida porque tenho medo de falhar e não ser boa naquilo que quero fazer - esqueci-me que a única comparação que devo fazer, é comparar-me com o "eu" de ontem. Deixei-me levar por ideias sobre pessoas que já fazem as coisas há mais tempo do que eu.
Acho que Janeiro serviu e está a servir para uma introspeção intensiva e para perceber o que quero e como quero fazer as coisas. Honestamente, este mês está a ser todo um processo de organização e auto-conhecimento, uma mistura de harmonia e leveza que não tinha há já algum tempo na minha vida e estou grata a mim mesma por me deixar despir de preocupações que não consigo mudar ou controlar. Serviu para entender que a única coisa que posso controlar é a maneira como reajo às situações e que só posso mudar a mim mesma. E tem sido maravilhoso saber que há este outro mundo em que eu consigo ser consciente e compreensiva comigo mesma - quem diria, não é verdade?
Enfim. Espero que consiga finalmente superar-me e que continue a ser um bocado de quem eu era, sinto saudades disso. E obrigada à leitora que veio falar comigo no instagram a perguntar-me porque não andava a publicar no blog! Isso fez-me mesmo feliz, juro. Se estiveres a ler isto, muito obrigada novamente!

Não sei muito bem como me despedir disto e o que dizer a seguir, então, até já!

☂ a minha pausa.

by on janeiro 23, 2019
É, eu estou viva.  Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa p...
São sete e quarenta e três da tarde. 
O meu corpo pede qualquer tipo de ajuda para o relaxar, mas recuso. Preciso de continuar a esforçar-me para dar orgulho. Preciso de continuar para conseguir ter o que quero, para obter satisfação no meu futuro. Passo o corredor e, ainda que a porta pareça perto enquanto ando, parece ficar longe. Não é um sonho, é esse o problema. Estou a percorrer o corredor da minha casa, mas a minha mente prega-me partidas ao fazer-me ver algo irreal.
Continuo a andar. 
A minha mente não me deixa focar na realidade, apenas quer vaguear pelo quão falso tudo parece. Esta vida, o que é ela? A minha verdade é tão diferente da verdade de alguém. Aquilo que eu vivo e sinto é compartilhado por várias pessoas e, ao mesmo tempo, não. 
Não sei explicar; às vezes cresce um vazio que me atormenta durante semanas. A minha existência parece ser tão banal comparado com o tamanho do mundo. Honestamente, o quão importante sou eu e os meus problemas? Esta realidade, aquela na qual existo, vivo e penso é estranha. Há dias que sinto a sair fora de mim mesma, como se a minha alma flutuasse pelo universo, a gravidade não me deixa pousar os pés no chão e eu nem sequer tento para o fazer. Uma despersonalização tão grande acontece que acabo por esquecer quem sou e a situação em que estou para simplesmente maravilhar algo tão abstrato como o poder do infinito. 
Não sei como acabar isto, não sei como acabar com este sentimento esquisito de nostalgia por algo que não existe materialmente. Ou talvez nem quero que acabe. Talvez seja esta a maneira que eu arranjei para me sentir melhor com as indecisões que me foram impostas. 
Ou talvez não.
Este silêncio ensurdecedor, a visão está turva da realidade, as pessoas perdem-se em si e nas outras agindo como se estivessem inteiras. Os corpos deambulam entre os deveres e as vontades. O organismo pede combustível feito de sonhos e satisfações, mas anda-se demasiado cansado para contribuir. Os gritos silenciosos rebentam tímpanos, queimam neurônios, quebram corações.
Quem sou eu? O que sou eu? Serei um bom ou mau ser humano? Existe boas ou más pessoas? Existe certo ou errado? Haverá uma definição concreta para o que quer que seja? 
Não sou um comboio com um caminho já tracejado. Não sou um GPS que pode dar as indicações certas. Não sou uma máquina com tudo programado. Tampouco sou o Google com todas as respostas. Não sou um objeto que, sem consideração pelos sentimentos, é utilizado. Quem sou eu, afinal?
Vozes ecoam na minha mente proferindo opiniões indesejadas e conceitos impróprios. A cabeça parece explodir com a fusão de pensamentos alheios. Quem sou eu? Quem são vocês que pensam ter o direito de me ditar? Sou uma democracia em que o coração e a mente lutam entre si pela razão. Alguém, um completo desconhecido. Pensa ter poder suficiente para instituir a ditadura em mim. Não. 
Perco-me por entre os perdidos. Irónico, ou talvez não. As certezas apenas crescem incertezas, criando uma mistura de ideias confusas dentro de mim. Só sei quem fui e não sei quem sou. Quem sou eu? Espero que o tempo me dite qualquer sussurro de uma resposta, alguém que ilumine esta cabeça apagada. 
Às vezes dá vontade de relativizar tudo. Não é bem uma vontade; é melhor usar a palavra "necessidade" para descrever o que sinto. Tenho uma necessidade de relativizar até o relativo, só para atenuar um pouco a dor de tanto tempo a sentir o peso do mundo nas minhas costas. Torna-se difícil quando a tua própria mente joga o jogo das adivinhas ou, até, aquele de somar cada vez mais pensamentos duvidosos para o que já é difícil manusear. Ainda assim, ela continua a criar ficções negadas mas que teimam em aparecer. 
Quem sou eu? Não sei. Sou um ser humano que tenta descobrir, tenta sobreviver, tenta continuar. Sou um ser humano que, no meio do tentar, espera conseguir.

✒ identidade anónima.

by on abril 11, 2018
Este silêncio ensurdecedor, a visão está turva da realidade, as pessoas perdem-se em si e nas outras agindo como se estivessem inteiras. ...
Vou ser honesta, eu realmente não sei o que fazer com este post, tal como não sabia o que escrever no anterior. Tenho ideias para publicar aqui no blog mas parece sair tudo mal, como se as ideias não fossem boas. O pior de tudo é que deixa a vontade de lado que tenho de evoluir este meu cantinho. Deixa a vontade de lado sobre tudo, para ser sincera. Sinto que não estou pronta para o último semestre de licenciatura, porque é mesmo o último. É a última vez de dar o meu melhor, é a última vez que tenho paz porque tenho de decidir o que quero a seguir. Já escrevi sobre isto milhares de vezes, eu sei, e parece tão estúpido como da primeira vez. Estou confusa. E há dias que tenho a certeza do que quero fazer mas há outros que fico confusa de novo. É um ciclo vicioso que desperta frustração em mim, a mesma frustração que me impede de fazer algo produtivo. Há um pequeno vazio dentro de mim que está a crescer e não sei mesmo como o impedir. Não consigo evitar o pensamento de que o meu futuro está totalmente nas minhas mãos e se o estragar a culpa é apenas minha. E este sentimento de inutilidade não desaparece, não há maneira de o mandar embora. Honestamente, há dias que parece que até as coisas em que era relativamente boa ou que gostava comecei a desaprender. Escrever? Não sei o que é isso, soa tudo tão parvo. Fotografia? Fica tudo mal. O meu coração aperta de tanto pensar e de tanto imaginar o quão mau tudo pode correr. Nunca fui uma seguidora, mas também nunca fui uma líder. Ando sempre entre o meio de tudo, não consigo ter uma certeza de nada. O que é que eu sou? Pensava que as crises existências apareciam aos 50 anos, quando já se viveu quase uma vida e se pensa se realmente foi viver. Aqui estou eu, com 20 anos de idade, a tentar decifrar o que raio quero fazer, com meias-certezas e total mixórdia de pensamentos e sentimentos. Acho que, de qualquer maneira, a única solução é esperar. 
Ou talvez não.
Porque nem para isso tenho convicção.
Honestamente, dói. Não sei bem o quê, apenas dói cá dentro. A cabeça, o coração, os pulsos, alguma coisa dói e eu não sei o quê. Dá uma vontade de chorar porque eu não sei o que dói e quando penso na dor, parece que existe mil e uma dores antigas para chorar por elas.
Não faço a mínima se estou a fazer sentido, eu só quero desabafar sobre o que sinto mas não o consigo fazer a alguém específico porque estou cansada de julgamentos. 
Tenho medo de voltar ao meu estado antigo, aquele ser sozinho e triste que não sabia como viver. Esse medo está a crescer cada vez mais e, com ele, mais pedaços de quem era cresce também. Talvez seja da minha cabeça, como tudo sempre o é. É sempre tudo da minha cabeça, até ao momento que não o é. E se, desta vez, não é?
Voltaram os momentos em que duvido de mim mesma - constantemente. Nunca parei de duvidar, na verdade, mas eram menos frequentes. Nunca fui suficiente, só o tenho de aceitar, certo? Ou talvez seja mais que suficiente só que não o veem, certo? Mas são tantas as vezes que a mesma coisa acontece que parece ser mesmo culpa minha. A culpa é minha de não ser suficiente, sempre será minha.
Desta vez não há personagens para te esconderes por detrás para falares aquilo que sentes. Há apenas tu e o teu coração a transmitir, a tua mente a baralhar, os teus olhos a esbordar. Não tens como fugir do que sentes porque, como podes ver, sempre volta para te assombrar. Habitua-te. A tua vida não é aquela história que criaste com os amigos a fazerem surpresas fofas, ou a rapariga a ser surpreendida pelo rapaz todos os dias. As pessoas não vão estar sempre lá para te dar o que precisas, têm a sua própria vida.
Para de te comparar aos outros ou àquilo que tu imaginas eles serem. Só porque o namorado publica um texto enorme sobre aquela rapariga que tu segues, não quer dizer que eles estejam mesmo bem. Só porque X faz uma publicação dedicada à sua amiga, não quer dizer que elas sejam realmente amigas. Sim, tudo isso é bonito e desejas que te aconteça, mas pode não ser genuíno. A apreciação da tua vida feita por aqueles que metem gosto não devia ser algo que tu queiras, ainda que faças parte das redes sociais.
De nada te adianta lamentares o que os outros pensam de ti, mesmo que não seja verdade. Não és suficiente? Habitua-te. Não tens atenção? Habitua-te. Não és quem querem que sejas? Habitua-te. Insultam-te mesmo não te conhecendo? Habitua-te. Dás mais de ti do que recebes? Habitua-te. Habitua-te enquanto tens tempo porque depois dói demasiado quando acontece. Ou talvez já seja demasiado tarde para isso.

✿ um desabafo sem sentido.

by on fevereiro 01, 2018
Honestamente, dói. Não sei bem o quê, apenas dói cá dentro. A cabeça, o coração, os pulsos, alguma coisa dói e eu não sei o quê. Dá uma v...
Este será o ano em que farei vinte anos e aqui estou eu, a deambular entre almas perdidas e escondidas que procuram encontrarem-se e mostrarem-se mas que não há coragem para tal. Sinto-me inerte mesmo continuando, inapta de descobrir aquilo que me parece fazer falta. Não sei como manter-me coerente neste mundo de inconscientes e desconhecedores humanos que preferem praticar a maldade e serem impiedosos com quem algo de diferente tem. Perdi algo e não sei o quê. O meu espelho parece fragmentado, não reflectindo com precisão o que sinto. A desordem instalou-se no meu ser, deixando-me desorientada, sem saber que rumo tomar. Até agora apenas tinhas uma escolha a fazer e, de repente, com tantas hipóteses que podem definir o meu futuro, estou presa entre a racionalidade e a irracionalidade, entre o que é certo e o menos certo. De certa forma, até o menos certo se torna correto, dependendo do ponto de vista. Tenho de seguir a minha intuição mas ela não clarifica o que é necessário fazer. Tenho de fazer o que me parece bem mas nada parece bem suficiente porque me sinto num impasse mental e sentimental. O que me vai na alma está turvo e sinto que limpar a sujidade de nada iria resultar. Há uma voz, uma força desconhecida que me diz para continuar mesmo que não saiba o que fazer mas de que adianta se sinto que estou a perder tempo valioso? Inspiro e expiro, tento concentrar-me no que o meu espírito diz mas há demasiado alvoroço e atividade para ouvir apenas uma única coisa. Após este tempo todo e a pensar que iria saber o que fazer quando fosse mais crescida e estou mais perdida e exposta a todos os níveis porque a minha perspetiva alargou. Honestamente, nunca pensei chegar aos dezoito anos e ultrapassei essa meta. Percebi que, afinal, consigo coisas que nunca pensei conseguir e, de algum modo, isso assustou-me e abriu-me a novas experiências emocionalmente esgotantes, de uma maneira boa e má. Quando antes pensava que tudo ia dar errado e não me importava, agora tenho uma pequena esperança que me diz que talvez as coisas não dêem errado. Ainda assim, o facto de me deixar iludir e acabar por dar tudo para o torto deixa-me instável porque agora tenho algo a perder. Não há como me perder se nunca me encontrei realmente, mas perderia o pouco que me encontrei.

Perdida No (Des)Conhecido

by on janeiro 15, 2017
Este será o ano em que farei vinte anos e aqui estou eu, a deambular entre almas perdidas e escondidas que procuram encontrarem-se e mostra...
O incerto faz-me cair nas minhas próprias profundezas do vazio. Algo falta. Alguma coisa de muito importante desapareceu e pareço não me lembrar do quê. Eu perdi-me, talvez seja isso. A minha essência mistificou-se. Será que alguma vez a tive? Será que alguma vez soube quem era para poder agora dizer que me perdi? As palavras saem por entre os meus lábios mas não descrevem o que sinto. Como descrever o indescritível? Como definir algo supostamente abstrato? O que é suposto se fazer quando não se sabe como fazê-lo? O que é suposto dizer quando não se sabe como dizê-lo? O que acontece quando se diz as palavras certas no tempo e pessoa errada? O que acontece quando se diz as palavras erradas no tempo e pessoa certa? Será que tem repercussões? O que está acontecer? O tempo parece ter estagnado mas, simultaneamente, passa apressado como se tivesse pressa para fazer algo. Até o tempo sabe o que fazer e eu não. Ilusões e desilusões, sentimentos pensados e sentidos, incertezas e carências, ausências e silêncios. O desconhecido assombra-me, deixando-me desnorteada. Porquê?

Incertezas

by on abril 11, 2016
O incerto faz-me cair nas minhas próprias profundezas do vazio. Algo falta. Alguma coisa de muito importante desapareceu e pareço não me le...