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É, eu estou viva. 

Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa pela qual parei de escrever.
Estava a ir tudo bem, eu tinha posts planeados, tenho alguns prontos a publicar, inclusive, mas sinto que não estão bons o suficiente para os colocar ao mundo da Internet e, sinto, honestamente, que ninguém os lê. Eu comecei esta coisa de blogs em Outubro de 2010 (tive uma participação num blog sobre Twilight por volta de 2008, 2009), ou seja, vai fazer nove anos que estou por dentro deste lugarzinho acolhedor.
Não tenho quaisquer posts desse tempo, mas tenho a memória presente de que eu chegava a publicar cerca de 5 vezes ao dia só com frases ou pensamentos aleatórios porque o blog era o meu diário virtual. Eu tinha uma liberdade de expressão que agora temo porque não quero criar impressões erradas de mim quando não me consigo expressar corretamente ou porque tenho medo de me abrir porque tem gente do meu dia-a-dia que lê um post entre outro e comenta na vida real sobre ele e eu fico embaraçada, morro de vergonha. E acho que é mesmo incrível como antes eu não tinha tanta apreensão quando se tocava a partilhar os meus sentimentos com estranhos da web e era tão fácil para mim escrever apenas uma linha e publicá-la só por que sim.
Desde que troquei aqui para o Blogger eu tentei trazer essa versão antiga de mim para o presente e tentei criar algum tipo de vulnerabilidade que não me fizesse sentir exposta a todo o tempo e consegui um bocado, mas não foi o suficiente, não da maneira como eu esperava. Sinto que estou a criar conteúdo para que seja visualizado, invés de criar conteúdo que eu goste. Muitas vezes sentia-me pressionada a fazer posts que eram 80% daquilo que eu queria, mas porque sabia que ia ter visualizações. O pior é que eram visualizações vazias - sem qualquer feedback, seja negativo ou positivo. Eu chegava a publicar duas vezes por semana com conteúdo meio meh porque queria atenção, honestamente - e isto soa tão mal por dizê-lo, mas é a verdade.
Recentemente percebi que aquilo que eu gostava de fazer encontra-se aqui e na minha escrita, ser Criadora de Conteúdo e partilhar as minhas experiências e motivar e inspirar e criar uma comunidade pequenina, mas boa com um ambiente de bondade e honestidade. Falhei. Falhei porque não consigo revelar-me sem sentir que estou a mostrar demasiado, ou sem sentir que alguém da minha vida vai ficar chateado comigo por falar neles ou por falar em experiência más que me aconteceram e eles estiveram presentes nelas sem os ofender.
Não consigo ser falar sem que me sinta culpada por estar a escrever uma tese sobre um assunto que me apaixona ou sem achar que estou a ser básica com a minha escrita e devia ser melhor porque tenho uma licenciatura ou achar que o que escrevo é irrelevante porque já há e houve outras pessoas a escreverem o mesmo e melhor ou o facto de não estar na hospedagem certa e não ter um layout que goste afetou tanto que me deixou impressionada com a quantidade de coisas pequeninas que me fizeram parar. Esta constante comparação desmotivou-me tanto ao ponto de cada postagem nova que eu abria, escrevia e editava não ficava como eu queria, ou seja, tenho cerca de 49 artigos em rascunho neste momento, espero não fazer deste o meu artigo número 50.
Eu tenho mil e um projetos que pensei e estou a organizar, e para mim seria muito bom realizá-los, mas, novamente, a comparação impede-me de uma maneira incrível. E isto aconteceu a nível profissional, com os meus hobbies e até na minha pessoal e nas aprendizagens que tinha em continuação. Deixei que os meus receios tomassem conta da minha vida porque tenho medo de falhar e não ser boa naquilo que quero fazer - esqueci-me que a única comparação que devo fazer, é comparar-me com o "eu" de ontem. Deixei-me levar por ideias sobre pessoas que já fazem as coisas há mais tempo do que eu.
Acho que Janeiro serviu e está a servir para uma introspeção intensiva e para perceber o que quero e como quero fazer as coisas. Honestamente, este mês está a ser todo um processo de organização e auto-conhecimento, uma mistura de harmonia e leveza que não tinha há já algum tempo na minha vida e estou grata a mim mesma por me deixar despir de preocupações que não consigo mudar ou controlar. Serviu para entender que a única coisa que posso controlar é a maneira como reajo às situações e que só posso mudar a mim mesma. E tem sido maravilhoso saber que há este outro mundo em que eu consigo ser consciente e compreensiva comigo mesma - quem diria, não é verdade?
Enfim. Espero que consiga finalmente superar-me e que continue a ser um bocado de quem eu era, sinto saudades disso. E obrigada à leitora que veio falar comigo no instagram a perguntar-me porque não andava a publicar no blog! Isso fez-me mesmo feliz, juro. Se estiveres a ler isto, muito obrigada novamente!

Não sei muito bem como me despedir disto e o que dizer a seguir, então, até já!

☂ a minha pausa.

by on janeiro 23, 2019
É, eu estou viva.  Mais de um mês e meio sem publicar deixa-me mesmo desmotivada para além da desmotivação que já tinha - razão essa p...
Somos seres de hábitos e de melhorias. Por muito pessimistas que alguns de nós sejam, eles querem melhorar e serem a melhor versão deles mesmos. Corre tudo mal, mas continuas a tentar - isso é o necessário para realmente conseguires chegar onde queres. 
Somos criaturas de comparações: ela é mais bonita que eu e ele conseguiu chegar primeiro onde eu queria e nem o mereceu. É impossível não comparar, nós queremos ser melhor, melhor que o vizinho e aquele ex-namorado que te fez mal, ou a bruxa da tua prima que tem a mania da superioridade.
Vamos então ser melhores, sim, mas melhores que o nosso eu de ontem, não com fulano ou fulana. A única comparação que deves fazer é apenas contigo mesm@. Olha para ti, lembra-te do que eras há seis meses, há um ano, há cinco anos atrás. O que mudou para pior? O que mudou para melhor? Inevitavelmente, algo mudou e pode mudar de novo porque a única constante da vida é a mudança.
De que adianta pensares que A conseguiu se não estás a fazer nada para tu conseguires? Valoriza-te. Aprende a dar-te valor e a tratar-te como se fosses o(a) teu(tua) melhor amigo(a). Tens objetivos? Boa, faz uma lista do que pretendes concluir e traça um plano de ação para chegar lá. Começa por algum lado. Faz uma pequena mudança na tua rotina. Não adianta ficares a lamentar-te quando podes fazer algo para ti, por ti.
Estás a sentir os teus pensamentos negativos aparecerem e aquela vozinha a dizer-te que não vais conseguir ou que o sobrinho da mulher do primo do teu tio conseguiu chegar lá rápido e é bem melhor do que tu. E daí? Qual é o problema? Só por haver alguém já no topo quer dizer que não possas estar também? Tu podes chegar lá, sim senhora.
Deixa a voz falar, não a ignores. Aliás, dá-lhe total atenção. Reconhece-a e dá-lhe o seu devido valor. Tudo bem, agora segue em frente. Essa voz é só a preparação daqueles que te querem bem, mas não melhores do que eles e tens de aprender a lidar com ela. As pessoas vão dizer-te que estás a seguir por caminhos incertos, que vai demorar, que devias ter outro plano, que devias ser mais como o Francisco. Deixa-as falar, a vida é tua, não do Francisco (a não ser que te chames Francisco).
O que tens a perder se seguires algo que gostas? Seguiste porque o teu coração te comandou - isso ninguém pode criticar. Além do mais, tens imenso tempo para mudar se não correr bem. A vida é cheia de tentativas erros até chegar à tentativa acertada e, ainda assim, pode ser a acertada, mas não para aquele momento da tua vida. Continua, persiste. O tempo que perdes é o teu, não é de mais ninguém. Tu vais conseguir. Eu acredito.

Espero que tenham gostado do post! Na verdade, eu estava a escrever isto para mim, para me lembrar destas mesmas palavras quando pensei que não sou a única a estar nesta situação ou a precisar de uma motivação para continuar. Acredita, porque eu acredito. O post é muito aleatório, eu tenho noção disso, mas foi mesmo escrito para mim.
Não se esqueçam de partilhar o post se gostaram e mencionarem-me para conseguir ver. Se tiverem dicas para blog posts novos, deixem nos comentários! Podem seguir-me nas redes sociais (twitter e instagram: personificar) para receberem excertos dos meus futuros projetos, de posts ou da minha vida. Podem também inscreverem-se na newsletter para receberem e-mail mal eu publique um post! 
Obrigada pela vossa atenção, até já Rainers! 

             Que pergunta tão fora de noção feita a alguém que não sabe o que anda a fazer da vida sequer. Todos aqueles filmes inspiradores e biografias escritas sobre pessoas que deixaram a sua marca na Humanidade sem tal intenção, os livros de auto-ajuda que proferem a palavra da sabedoria que contém o segredo para se ser a melhor versão de nós mesmos. Como é que é possível eu saber a resposta a essa pergunta se eu nem sei o que fazer amanhã? A minha própria mente coloca-me questões só para me deixar depressiva e para ter uma crise existencial. 
             Eu tento ser o melhor de mim todos os dias e há dias que isso não parece ser o suficiente. Tento aprender mais e fazer melhor, mas há dias que só me apetece deitar na cama e olhar para o teto branco porque tenho medo de falhar. Tento focar-me nos meus projetos, mas há dias que a motivação desaparece porque parece que está tudo mal. Tento fazer algo de bom pelo meu corpo, mas há dias que a mente diz que não vale a pena porque é só um pedaço de carne. Quem quer saber?
             O que está no passado é que é bom, o antigamente era mais fácil do que agora e havia mais felicidade pela limitações de escolhas. Era A ou B, não havia o resto do alfabeto para escolher. Se escolhesses B era com o coração e não porque era o que achavas ser mais correto. O medo não te atormentava tanto porque tinhas a desculpa de ser inocente e nova para cometer todos os erros possíveis para que crescesses sábia e inteligente. Agora és apenas mais uma sem noção neste mundo, a vaguear por almas vazias e mentes perturbadas. O quão diferente poderia tudo ser se houvesse um manual de instruções sobre quais são as escolhas certas. 
             Perguntam-te como está a vida e respondes obrigatoriamente que está tudo bem porque explicar o que está mal faria com que te criticassem por terem ideais diferentes dos teus. Perguntam-te se estás a estudar e quando dizes que não, pensam automaticamente que desististes ou não tens capacidade para mais. Perguntam-te que curso tiraste e se não for medicina, direito ou arquitetura, não sabem para que serve o teu curso. As críticas com palavras subtis aparecem no ar como se fossem obrigados a dar uma opinião que não foi pedida.
                 É uma palavra engraçada, significa doação por testamento. É algo que é feito naturalmente, como se já estivesse de ser assim. É algo que deixas para trás. É através das tuas escolhas que é criado. Então, qual é o meu legado? Respondendo à pergunta, eu não sei que legado é o meu, não sei se alguma vez saberei qual é. Aquilo que quero que seja o meu legado, que aprendam através de mim? Que não tenham medo de serem apologeticamente vocês mesmos, ainda que signifique ser-se vulnerável. Que não se recusem a sair da zona de conforto porque o medo de falhar fala mais alto - a voz dos teus sonhos devia gritar mais do que qualquer outra voz. Que as incertezas podem acabar por se tornar em algo bom. Que independentemente do quão partido o teu coração esteja, ele tem o poder de se regenerar com o tempo. E, a maior lição de todas é que, devias tratar-te e falar contigo da mesma maneira que tratas e falas com os teus amigos: com carinho e cuidado porque as tuas palavras conseguem-te magoar também.

✿ qual é o teu legado?

by on outubro 04, 2018
             Que pergunta tão fora de noção feita a alguém que não sabe o que anda a fazer da vida sequer. Todos aqueles filmes inspirado...
Usar o processo de eliminação para descobrir quem sou. Aquilo que eu não sou é o que me vai ajudar a descobri o que sou, quem sou, o que quero, o que preciso. Será isto verdade? Talvez seja, talvez não seja. A verdade é que é difícil saber quem se é. É difícil conseguir definirmo-nos através de palavras sem parecer egocêntrico ou convencido - confunde-se, muitas vezes, confiança naquilo que não somos com estas qualidades. Há aquela pressão de saberes imediatamente aquilo que és, tens de saber aquilo que gostas sem antes teres experimentado suficientemente bem, tens de escolher o teu futuro com apenas 16 anos. Dizem que mudamos de 7 em 7 anos, eu acho que se muda todos os dias, ainda que pouquinho. Não se sabe o dia de amanhã, não sei o que vem no próximo ano. As minhas ideias, as minhas crenças, as minhas vivências podem e irão mudar, é a lei da vida. Erros serão cometidos, lágrimas irão cair pela tua cara, dores internas e externas irão existir - acontece. E está tudo bem com isso. É o que acontece quando se está a crescer e a perceber quem não se é.
Este vídeo deve ser visto por toda gente, desde pré-adolescentes a adultos. Foi o que me inspirou a escrever isto e, honestamente, era o que estava a precisar de ouvir e escrever para me relembrar todos os dias. 
           Para quem não sabe, eu tive um blog (muitos aliás) antes deste. Nele tinha feito uma coisa aleatória, que era bastante popular na altura, que era escolher 101 desejos para os realizar em 1001 dias. Ora, na altura, fiz a lista por fazer e, neste momento, já nem a tenho comigo. Lembro-me de nem sequer ter completado 101 itens porque, apesar de não parecer, é imensa coisa. 
            Contudo, recentemente vi um vídeo de uma youtuber brasileira que adoro ver, chamada Ana Arantes, em que fala de como não conseguiu fazer tudo e estava tudo bem. Era mais uma lista para nos lembrar de continuar a fazer aquilo que gostamos e do que fizemos. Então eu lembrei-me de como antes eu publicava coisas porque o blog era basicamente um diário da minha vida, invés de estar a pensar em coisas específicas para escrever - e sim, é por isso que tenho andado afastada. Tenho-me focado tanto em tentar criar conteúdo que vocês gostem que me esqueci que comecei isto porque é um diário e é um vlog em versão texto e fotografia. 

Começo: 28-07-2018
Fim: 22-04-2021
Concluidas: 14 de 101

São 1001 dias, mais ou menos 143 semanas, mais ou menos 33 meses. Parece imenso tempo, eu bem sei. No entanto, veremos se realmente dá para realizar tudo. 
  1. Publicar Evanescente.  7 DE SETEMBRO DE 2019
  2. Publicar outros livros.
  3. Ter um encontro com quem me segue aqui e/ou no wattpad.
  4. Escrever mais.
  5. Ler, pelo menos, 50 livros.
  6. Conseguir ler um livro em alemão.
  7. Ler a saga Harry Potter em inglês.
  8. Ser mais saudável mental e fisicamente.
  9. Ver um concerto da Selena Gomez.
  10. Ver um concerto do Shawn Mendes.
  11. Ver um concerto da Sabrina Carpenter.
  12. Ver um concerto da Sia.
  13. Ver um concerto dos Thirty Seconds to Mars. 11 DE SETEMBRO DE 2018
  14. Conhecer a Selena Gomez.
  15. Ir a Edimburgo.
  16. Viajar até ao Canadá.
  17. Visitar Hollywood.
  18. Visitar Singapura.
  19. Visitar Paris. 
  20. Visitar Bordeaux pela segunda vez. 29 DE JUNHO A 4 DE JULHO 2019
  21. Visitar Sevilha pela segunda vez.
  22. Viajar por Portugal inteiro.
  23. Visitar as ilhas da Madeira.
  24. Visitar as ilhas dos Açores.
  25. Visitar Amesterdão.
  26. Visitar Budapeste.
  27. Ir à Disneyland.
  28. Ir à Inglaterra.
  29. Viver sozinha.
  30. Ficar num país diferente por, pelo menos, 1 semana. 14 A 21 SETEMBRO 2019
  31. Viajar pelo menos uma vez sozinha. 
  32. Viajar com amiga(s).
  33. Viajar com ele. AGOSTO 2018
  34. Fazer um curso de fotografia.
  35. Fazer um curso de design gráfico.
  36. Fazer um curso de marketing. MAIO E NOVEMBRO 2019
  37. Fazer um curso de escrita criativa.
  38. Ter patins de quatro rodas.
  39. Voar de avião pela segunda vez. JUNHO 2019
  40. Voar de balão quente.
  41. Patinar no gelo. (03-01-18)  
  42. Fazer voluntariado.
  43. Melhorar o alemão.
  44. Aprender francês.
  45. Aprender russo.
  46. Aprender italiano.
  47. Aprender a tricotar/croché.
  48. Aprender a desenhar e pintar.
  49. Aprender uma arte marcial.
  50. Aprender língua gestual.
  51. Pintar o cabelo de roxo. 2 DE DEZEMBRO DE 2019
  52. Fazer uma aula de boxe.
  53. Fazer aula de yoga.
  54. Aprender sobre mecânica de um carro.
  55. Conseguir fazer este blog crescer.
  56. Criar o meu podcast. 3 DE JANEIRO DE 2020
  57. Desenvolver um produto.
  58. Fazer operação à miopia e ao estigmatismo.
  59. Endireitar os dentes e branqueá-los.
  60. Fazer foto-depilação. MARÇO 2019
  61. Aprender a manusear um arco e uma flecha. 
  62. Ser espontânea pelo menos 1 vez.
  63. Produzir algo criativo. 
  64. Aprender a tocar piano.
  65. Aprender a tocar viola.
  66. Ter uma INSTAX. (22-09-18)
  67. Andar a cavalo.
  68. Passear pela praia à noite com ele.
  69. Ver o nascer do sol.
  70. Ser doadora de sangue.
  71. Doar o meu cabelo.
  72. Acampar.
  73. Nadar com golfinhos.
  74. Mergulhar numa cascata.
  75. Trocar cartas com alguém de outro país.
  76. Ver outra peça de teatro.
  77. Levar os pais ao cinema. (26-10-18)
  78. Ganhar o suficiente para ajudar os meus pais e para mim. 
  79. Ter o nosso próprio espaço. 
  80. Cozinhar para ele e ele para mim.
  81. Saltar de um avião e/ou andar de parapente. 
  82. Comprar uma lente e saber usá-la.
  83. Usar mais a máquina analógica da mãe.
  84. Organizar os meus documentos importantes.
  85. Organizar os ficheiros do computador e telemóvel.
  86. Fazer backup de tudo.
  87. Ser mais organizada com o meu tempo.
  88. Fazer a minha primeira tatuagem.
  89. Fazer um spa day.
  90. Fazer uma festa de pijama.
  91. Ter, finalmente, um bom aniversário. 20 SETEMBRO 2019
  92. Fazer o passaporte.
  93. Inspirar pessoas de alguma forma.
  94. Escrever uma carta para mim mesma para abrir daqui a 5 anos.
  95. Comprar jogos de tabuleiro e ter com quem jogar.
  96. Atingir 10.000 visualizações 2 meses seguidos.
  97. Fazer parceria no blog.
  98. Comprar uma liquidificadora (20-09-18), máquina de pipocas (30-06-19) e/ou máquina de algodão doce. 
  99. Visitar um parque aquático.
  100. Receber uma massagem profissinal.
  101. Levar o namorado ao museu de Salvador Dali. 
Espero que tenham gostado e que pensem em desejos que gostassem de realizar.

        Então, eis o que se passa: não entrei no mestrado. É difícil admitir isso. Muito, apesar de já se ter passado uns dias desde que soube da resposta. É chato porque era algo que eu realmente estava interessada e era o único curso que me chamava atenção. Era realmente aquilo que eu queria seguir e gostava de ter estudado como licenciatura se tivesse média para tal. E volto eu, ao mesmo problema quando acabei o secundário: e agora? A primeira fase não me aceitou, nem vale a pena seguir para segunda.
        As mudanças mudam e não há como prevê-las, todos sabemos disso. Por muito que te prepares para uma certa situação, não há como sabê-la antecipadamente. Algo tanto pode correr bem como mal, 50% de hipóteses cada, e achas que uma tem mais chances de acontecer do que outra, mas estás errada. Eu estava com esperanças de entrar, e correu mal. Havia um bichinho a dar-me incentivo, não me perguntem porquê e criou-me expectativas. Desiludi-me, sim, mas não foi o fim do mundo. Acontece. É triste? Sim, mas posso sempre voltar a tentar uma e outra vez, ou até entender se é realmente isso que quero.
        Não entrei no mestrado; e agora? Não sei. A verdade é que não sei mesmo. E pensava que estaria bem pior por não saber visto que andava preocupada com o facto de não entrar no mestrado. Pararei um ano para fazer (possivelmente) cadeiras do mestrado e melhorias, juntar dinheiro e trabalhar no meu livro/blog. Eu gostava de continuar a estudar alguma coisa e a continuar a tentar isto de "ser" criadora de conteúdo. Honestamente, é isto que me vejo a fazer no futuro, se me for possível. Acho que o facto de não estar muito mal por não ter entrado é exatamente porque estou a ver este ano como um ano de me melhorar e de encontrar uma maneira de seguir os meus sonhos por um caminho diferente.
          Vi um vídeo da Bumba na Fofinha a falar sobre a vida e o tempo que temos para tudo. Ela disse algo como "O que é um ano em tantos outros?" e isso deixou-me a pensar imenso. Realmente, o que é esperar um ano para alcançar algo - parece imenso tempo, mas acaba por ser pouco ao ver as coisas pela escala grande. Foi esta pequena frase que me pôs de consciência tranquila, por assim dizer. Se parar um ano para me dedicar a mim, não vai acontecer nada de mal. Aliás, apenas acrescenta coisas boas à minha vida porque tudo é uma experiência e serve para aprender.
            No final, ficará tudo bem, mesmo que demore um pouco mais a chegar aos meus objetivos.
            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A minha sexualidade pode não ser só uma fase de revolta. O meu querer de passar de mulher a homem pode não ser só uma fase de moda. A minha vontade de ter uma carreira artística não é uma fase de sonhos. 
            As pessoas dizem que é uma fase porque acham que é algo mau, que afeta a sociedade inteira. E, em alguns casos, sim, afeta quem é próximo, mas se não te afeta a ti porque raio dizes que é só uma fase? Não sabes o que vai na mente das pessoas, não tens ideia o que elas sofrem, pensam, passam todos os dias. 
            O teu pensamento é a vida de alguém que apenas se quer libertar da prisão que é ser outra pessoa. Porque é que te achas no direito de falar sobre a vida de outra pessoa quando nem a conheces? A não ser que a pessoa em questão te peça opinião e apesar de haver a liberdade de dizeres o que queres, aquilo que tu dizes só é bem-vindo se não afetar a outra pessoa. 
            Para com esses mimimis de que vai dar a ideia errada a outras pessoas - ideia errada pensas tu, mas que pode inspirar gente a fazer aquilo que lhes vai no coração. És heterossexual, és médico(a) ou advogado(a), és saudável mental e fisicamente - parabéns, muitas felicidades para ti, genuinamente. Apenas não te aches no direito de falar da vida dos outros como se fosse a tua vida - segue aquilo que queres, deixa os outros fazer o mesmo.
            Cada um precisa de criar as suas próprias raízes para crescer, sendo a fazer coisas erradas ou certas, passando por momentos que são fases ou não. Se errar, tenta-se fazer melhor da próxima vez. Se mudar, muda-se de novo. Se se precisar de ajuda, não há mal nenhum. O importante é ter confiança nas suas escolhas, mesmo que passado uns tempos já não seja isso que se quer; explorar e tentar, não devia ser mau o fazer. Mesmo que seja só uma fase, é a MINHA fase, não a tua.

✿ é só uma fase.

by on julho 12, 2018
            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A...
“Vocês parecem ter sido feitos um para o outro.” Lembro-me perfeitamente da minha mãe o dizer. Ela fazia questão de me lembrar disso porque realmente nos encaixávamos um no outro. Não sei explicar, é uma coisa estranha, mas a verdade é que as nossas metades acabavam por se unir. Que cliché. Reviro os olhos por ser cliché e o meu coração revira-se por ter sido verdade. O que aconteceu? Eu não sei bem. Os nossos caminhos já não eram paralelos, havia poucos cruzamentos e interseções. O nosso GPS não estava sincronizado; acontece, eu acho. São coisas que acontecem, mas não deviam. Se eramos assim tão feitos um para o outro, como diziam, como é que estamos separados? Parece que é verdade aquilo que dizem, a pessoa pode ser a certa, mas o momento pode ser o errado. Crescemos e não foi ao mesmo ritmo. Talvez numa outra vida tivesse dado certo. Ou talvez nem sequer nos conhecêssemos e estaríamos com outras pessoas. Talvez a culpa tenha sido minha, ou talvez tenha sido dele. Ou talvez não seja de ninguém. As coisas acontecem e não se sabem muito bem porquê. É a vida. A vida é estranha e prega partidas que acabam por ser histórias para serem contadas. “Então, lembraste daquele teu namorado que achavas que ias casar? Ele está com aquela fulana, sabes?” E então sorris porque não sabes o que é suposto dizer. Afinal de contas, vocês eram feitos um para o outro e ele já tem outra metade; consequentemente, a tua metade desapareceu. Talvez seja a altura ideal para renovar a tua outra metade, mas contigo. Ou talvez ele volte para ti. Ou talvez não. A vida dá voltas inexplicáveis, por vezes. Só tens de aguentar. 
Vou ser honesta, eu realmente não sei o que fazer com este post, tal como não sabia o que escrever no anterior. Tenho ideias para publicar aqui no blog mas parece sair tudo mal, como se as ideias não fossem boas. O pior de tudo é que deixa a vontade de lado que tenho de evoluir este meu cantinho. Deixa a vontade de lado sobre tudo, para ser sincera. Sinto que não estou pronta para o último semestre de licenciatura, porque é mesmo o último. É a última vez de dar o meu melhor, é a última vez que tenho paz porque tenho de decidir o que quero a seguir. Já escrevi sobre isto milhares de vezes, eu sei, e parece tão estúpido como da primeira vez. Estou confusa. E há dias que tenho a certeza do que quero fazer mas há outros que fico confusa de novo. É um ciclo vicioso que desperta frustração em mim, a mesma frustração que me impede de fazer algo produtivo. Há um pequeno vazio dentro de mim que está a crescer e não sei mesmo como o impedir. Não consigo evitar o pensamento de que o meu futuro está totalmente nas minhas mãos e se o estragar a culpa é apenas minha. E este sentimento de inutilidade não desaparece, não há maneira de o mandar embora. Honestamente, há dias que parece que até as coisas em que era relativamente boa ou que gostava comecei a desaprender. Escrever? Não sei o que é isso, soa tudo tão parvo. Fotografia? Fica tudo mal. O meu coração aperta de tanto pensar e de tanto imaginar o quão mau tudo pode correr. Nunca fui uma seguidora, mas também nunca fui uma líder. Ando sempre entre o meio de tudo, não consigo ter uma certeza de nada. O que é que eu sou? Pensava que as crises existências apareciam aos 50 anos, quando já se viveu quase uma vida e se pensa se realmente foi viver. Aqui estou eu, com 20 anos de idade, a tentar decifrar o que raio quero fazer, com meias-certezas e total mixórdia de pensamentos e sentimentos. Acho que, de qualquer maneira, a única solução é esperar. 
Ou talvez não.
Porque nem para isso tenho convicção.
No outro dia recebi uma mensagem anónima a dizer e cito "Quanto ao teu aspeto físico, pára de dar tanta importância à forma material que te foi dada para transportar a alma, és tu quem apontas isso, mais ninguém se importa, és tu quem abre esse caminho, assim que parares de ter um problema com isso o problema acaba e a vida segue, o corpo é banal.". Que bonito de se dizer “para de dar importância a isso” como se os meus sentimentos não fossem válidos. É giro de se dizer que o meu aspeto físico não importa quando toda a minha vida me disseram que seria mais bonita se emagrecesse, que devia parar de comer isto ou aquilo porque ia ficar gorda, que devia fazer melhor, que devia ser mais bonita. Afinal sou eu quem aponta isso porque “mais ninguém se importa”. Claro que não. A sociedade passa esta imagem de um padrão de beleza que não varia mas “mais ninguém se importa”. A sociedade diz que as mulheres devem ser assim ou assado, mas “mais ninguém se importa”. Tens alguma ideia o quão lixado é ter dez anos e ouvir que devia preocupar-me com o meu corpo porque podem não gostar de mim? Tens alguma ideia o quão lixado é ouvir que as tuas amigas são bonitas mas ninguém te menciona?
As pessoas dizem que devia gostar de mim tal e qual como sou mas não ensinam como o fazer. Acham que são frases feitas do Tumblr ou do Pinterest que vai fazer uma grande revelação na minha mente, ou na mente de alguém. Quão triste é explicarem contas de matemática com números e letras, no entanto, não explicam como sentir-se bem nos nossos corpos.
É fácil dizer para ignorar os comentários maldosos, para bloquear quaisquer pensamentos negativos que tenha. Não é assim tão fácil realmente fazê-lo quando os comentários e os pensamentos preenchem todos os cantos livres da tua mente, assombrando uma e outra vez.
Não é uma escolha não gostar de mim. Não é como se eu pudesse estalar os dedos e o meu problema desaparece. E é difícil falar o que não gostamos de nós porque o julgamento das outras pessoas é tão duro que tu não queres que ninguém saiba pois essa fraqueza pode ser usada contra ti. 
Então não me venham com a história que eu devia gostar de mim. É claro que devia, isso é bastante óbvio. Porém, adicionem o facto de que vai levar tempo e que não vai ser fácil - é duro saber isso, mas ajuda mais do que falarem do que não sabem. É uma viagem intensa, cansativa, dolorosa; mas vale a pena.

Uma das coisas que sempre me deixou assustada foi o tempo. Parece paranóico e meio estúpido ficar assustado por causa do tempo, eu sei. Tenho perfeita noção que os meus medos são um tanto irracionais e, muitas vezes, nem fazem sentido - isso não os torna menos importantes, no entanto.
O tempo é algo bastante abstrato e concreto ao mesmo tempo, torna-se difícil defini-lo. O homem criou o conceito de tempo e agora depende dele para tudo, não é estranho? Há este ritmo necessário de se manter devido ao tempo se acabar, este objetivo de fazer tudo de incrível (ou que se acha incrível) em menos tempo possível para poder ser um prodígio, em fazer o mais extraordinário e incrível porque só assim é possível dizer que se fez algo verdadeiramente importante na vida. 
Criou-se este ideal de metas quase irreais e uma obsessão nociva nasceu para as atingir, como se a vida dependesse dessas metas. Não me interpretem mal, sou a favor de criar sonhos e lutarem por eles - é o melhor que se pode fazer. No entanto, é preciso lembrar que leva tempo para chegar a eles, vai demorar e vais cair e vais errar e vais aprender e vais voltar a tentar.
Não é preciso comparar o teu percurso a alguém que já o fez porque nós todos andamos a ritmos diferentes e está tudo bem em que isso aconteça. Com a era da internet cresceu o comparar quem somos com alguém em circunstâncias diferentes das nossas. Eu tinha muito a ideia que "se não publicar o meu livro até aos 18 anos não vai valer a pena" e não podia estar mais errada. Na minah cabeça, eu precisava de fazer as coisas enquanto era adolescente para poder ser considerada um fenómeno incrível.
Há sempre a mania de correr ao mesmo ritmo que o nosso vizinho que nos esquecemos que ele é um indivíduo totalmente diferente de nós, é normal que ele consiga algo que eu não consiga e vice-versa. Se não aconteceu até agora, é porque não é para acontecer já - mas isso não quer dizer que nunca aconteça. Não tenhas presa de crescer e de fazer tudo de uma vez para sentires que fizeste algo. Olha para ti, olha para bem dentro de ti e vê o que conseguiste até agora: superar aqueles obstáculos que te fizeram avançar ainda mais. 
Tem calma. 

✿ ritmo, que ritmo?

by on agosto 30, 2017
Uma das coisas que sempre me deixou assustada foi o tempo. Parece paranóico e meio estúpido ficar assustado por causa do tempo, eu sei....

Querido sejas quem fores, 
Queria pedir-te para não te deixares ir abaixo porque não estás a fazer o que é suposto pessoas da tua idade fazerem.
É pedido que saibas o que fazer com a tua vida porque já tens idade suficiente para isso (mas não tens idade suficiente para outras coisas, lembra-te disso). É pedido que pares de sonhar com essas tuas fantasias utópicas e que comeces a ter os pés bem assentes na terra porque não são os sonhos que dão dinheiro. É pedido estudes muito, mesmo que isso te crie noite mal dormidas, stress, ansiedade, noites a chorar por te sentires inútil porque nem aquilo que é suposto fazeres consegues fazer. É pedido que entendas o que te ensinem sem questionares e sem encontrares outra forma de solucionar o mesmo problema porque não há cá ideias diferentes. É pedido que tenhas uma opinião formado sobre um assunto mas nunca a podes dar ou, se a dás, nunca poderá ir contra a opinião de uma pessoa mais velha que tu. É pedido que saibas já como fazer um trabalho laboral corretamente porque já devias nascer ensinado, obviamente. É pedido que nunca cometas erros mas é preciso saberes tudo sobre a vida porque é claro que há um manual sobre a vida escrito por uma pessoa que nunca cometeu erros (ela simplesmente aprendeu a viver por uma iluminação de uma figura desconhecida). É pedido que estudes por 12 anos mais licenciatura, mestrado e doutoramento para que possas casar, ter filhos e morrer - outra coisa além disto é totalmente impensável e não serás bem-sucedido. É pedido que sejas médico, advogado ou juiz porque todas as outras profissões estão ocupadas e são de nível baixo. É pedido que tenhas sempre um pensamento feliz porque tu não tens preocupações, não tens idade para isso (além de ter boas notas, de ter relações interpessoais, de te descobrires, de saber lidar com o falhanço, desilusão, rejeição e a todos os sentimentos e emoções negativas que te podem levar a sérios problemas). É pedido que sejas de uma determinada maneira mesmo que não te identifiques com essa maneira de estar (não és tu que decides, lembra-te). 
Peço-te, querida geração e qualquer outra pessoa, não pares de seguir aquilo que realmente te faz feliz por causa dos caprichos de outro ser humano - no final do dia, a vida é tua, não é o outro ser humano que a vai viver por ti. Espero que tenhas a coragem de por o pé firme no chão sim, mas para fazer frente aos obstáculos que te irão aparecer porque, acredita, ainda nem encontraste metade deles. Por fim, já agora, não te esqueças de acreditar - acredita em ti, acredita na tua mente e no teu coração, acredita no teu futuro, acredita nos teus sonhos e decisões. 
Com amor, 
Alguém que está no teu lugar.

Quero fazer tudo e quero fazer nada. Quero criar mundos e viver nos mundos criados. Quero explorar vidas e ser explorada. Quero ser inspirada e inspirar. Quero dar e receber. Quero diferentes caminhos e quero só um. Quero marcar e ser marcada. Quero mil e uma coisas e sinto que não quero nenhuma. É uma mistura de sentimentos, pensamentos, emoções, pesadelos. Há tantas maneiras de fazer algo correto e há tantas maneiras de fazer algo errado. Não há como saber o que vai dar certo ou errado porque tudo é incerto. Eu sei que tudo o que eu planeei até agora podia dar errado, há sempre essa possibilidade. No entanto era outro tipo de errado porque era feito com o coração. Segui o meu coração e estava pronta para lidar com as consequências porque não havia como seguir outro rumo. Agora sigo à deriva e sem ideias concretas sobre o que fazer e o meu coração está calado, esgotado. Sempre foi fácil até agora saber o que tinha de fazer porque estava sempre de cabeça baixada. Olhava para o chão à medida que andava já que não valia a pena repensar algo a que a minha alma já se tinha entregado. De repente sou obrigada a olhar em frente e o horizonte cega-me com o seu brilho. É demasiado brilhante para conseguir manter os olhos abertos então fecho-os. O problema é que não é possível parar o tempo e a caminhada para eu pensar. Os meus pés andam automaticamente porque é esse o curso natural da vida. A minha mente está perdida porque esse é o curso natural de mim.

✿ quero e não quero.

by on agosto 02, 2017
Quero fazer tudo e quero fazer nada. Quero criar mundos e viver nos mundos criados. Quero explorar vidas e ser explorada. Quero ser ins...