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                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.
              Ainda ontem falava com o meu namorado do quanto gostava de ser X pessoa, pessoa essa que já está adiantada no seu caminho e que trabalha todos os dias para chegar lá. Não é perfeita, óbvio que não, mas nem eu sou. Tem as mesmas horas no dia que eu, a não ser que more noutro planeta, o que não acho que seja o caso. Acabei por refletir e dizer-lhe, logo a seguir, que não importava o avanço dela, eu teria de me focar no meu projeto e no meu sucesso. Ele apoiou-me e disse-me "o teu projeto é que importa". E isto é um grande problema que tenho:
eu não consigo parar de me comparar. 
             É um ato tão inconsciente na minha mente já. O meu lado racional entra logo em ação a perguntar-me qual é o meu propósito ao estar a permitir que me igualar a uma pessoa que já está adiantada na sua rotina e no trabalho? É normal estar à minha frente: começou primeiro e tem conhecimentos que eu ainda não tenho; sabe o que funciona e o que não funciona; tem recursos que eu não tenho. Ou até mesmo se fulana entrou ontem para a comunidade e conseguiu atingir mais do que eu num ano? É frustrante, é irritante, chega até a ser triste e desmotivador. No entanto, vou ficar sentada a remoer sobre isso ou vou usar essa energia para continuar a melhorar o que é meu? O que importa é a minha jornada e o que faço para a enaltecer. Cada um tem o seu ritmo, a sua maneira de pensar, a sua forma de se comunicar.
                Outra coisa que me custa é falar de temas que já estão a ser debatidos. Ultimamente tenho tido esse medo de não querer falar de um determinado tema porque já há gente, que eu sigo, que o faz e não quero que pensem que estou a copiar ou algo parecido. Sinto uma pressão enorme de ser original mesmo quando a própria pessoa não o seja. Até falei com uma rapariga que sigo e gosto de a seguir e ela disse-me algo que eu já sabia, mas que soube bem ouvir "há espaço para todos".
Acho que muita gente não tenta seguir os seus sonhos porque são parecidos com os sonhos de alguém e acham que já há gente que faça primeiro e melhor. Sendo assim, os novos cantores já não deviam tentar sequer. Quero dizer, os The Beatles chegaram primeiro que os One Direction, porque raio eles acharam que conseguiam fazer sucesso quando uma banda famosa já existia? O importante não é se somos os primeiros ou os últimos, o importante é se quando chegamos, se fazemos algo de especial e diferente. Quero dizer, quem é que a J. K. Rowling pensa que é quando já havia Shakespeare? A audácia!
Não!
Haverá sempre inúmeras pessoas na área que tu queres e sonhas exercer. Faz o teu melhor para entrar nela e te destacares, ou, caso não querias destaque, faz o teu melhor para simplesmente entrar nela. Não precisas de mais, não precisas de menos, só o que achares suficiente para seres feliz.

Até já,

✿ o rumo, o verdadeiro.

by on outubro 10, 2019
                Qual é o rumo que quero tomar com isto tudo? Eu não sei.               Ainda ontem falava com o meu namorado do quan...
1. CADA UM TEM O SEU RITMO. Somos quase 8 mil milhões de pessoas num planeta só e estamos há espera, de alguma forma, que toda gente siga o mesmo rumo. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, morrer. É impossível e errado querer algo assim. Não somos robôs para seguirmos todos de forma automática e irracional e cada vez estamos a esquecer mais disso.
As comparações constantes com o vizinho do lado ou aquela menina da Internet que tem mais do que tu estão a criar inseguranças que provocam a estagnação ou a desistência de sonhos e objetivos. Eu fiquei muito triste por não ter entrado no mestrado que queria no ano passado e agora estou feliz por não ter entrado porque consegui fazer coisas diferentes e que me ajudaram a crescer. Ainda assim, senti-me muito mal por não ter entrado porque era o ritmo natural da vida, mas não queria dizer que fosse o ritmo natural para mim.

2. ACREDITA E VAI ACONTECER. Eu sei que isto é bastante estranho para alguns, mas é algo que eu acredito profundamente - a lei da atração. Essa lei consiste em basicamente conseguir tudo o que se quer com o poder da mente. Ainda pouco sei sobre isto, só vi o filme apenas (que recomendo imenso!). Não quero entrar em muitos detalhes para já, porque não sei muito sobre o assunto, mas acredito que se visualizar algo na minha cabeça, se imaginar como é ter já essa coisa, ela acaba por acontecer - seja algo bom ou mau. E isso aconteceu com muita coisa este último ano, tanto para o bom, como para o mau.

3. NÃO ÉS SUFICIENTE PORQUE NÃO QUEREM. Sempre ouvi dizer que só não se é suficiente para alguém que não sabe o que quer e todos os anos relembro-me disso constantemente. Ora, vou dar um exemplo: eu gostava de um rapaz e era capaz de fazer tudo por ele e ele dizia gostar de mim, mas nunca namoramos porque eu acabava por não ser suficiente para ele. Passado uns anos comecei a gostar do meu namorado e ele começou a gostar de mim da mesma maneira e nunca senti a necessidade de mostrar-me ser a melhor e foi uma incrível bênção que o Universo me deu porque soube realmente o que é ser amada e o que é amar. 

4. O TEMPO É ESSENCIAL. E com isto quero dizer duas coisas: o tempo cura tudo e o tempo é escasso. 2019 tem sido um turbilhão de emoções, acreditem. Muita dor à mistura, mas muito amor também. A dor acaba por passar, mesmo que não pareça no momento. E o amor faz com que os momentos bons sejam criados e passem tão depressa que uma pessoa nem consegue acompanhar.

5. HÁ COISAS QUE NÃO IMPORTAM ASSIM TANTO. Eu tenho muito esta mania de me importar com tudo e todos, até ao mais ínfimo detalhe. Chega a ser um incomodo na minha vida porque ralo-me com coisas mesmo pequenas que não têm significado qualquer, mas com as quais devoto a minha atenção na mesma. Estou a ler um livro, You Are A Badass da Jen Sincero, que fala sobre libertar-me da preocupação de coisas que não consigo controlar. Já o A Arte Subtil de Dizer Que Se F*da explicava que não dá para controlar o que acontece, mas dá para controlar como reagimos ao que acontece e esses dois ensinamentos ficaram muito marcados em mim.

6. SE NÃO TE REALIZA, MUDA. Estava num trabalho que já não me acrescentava nada, muito honestamente. Decidi trocar e acabei por fazer o mesmo que fazia na empresa anterior, mas um pouco melhor. Ainda assim, não é ali que quero estar para sempre e não me vejo a subir naquela empresa, não dão oportunidades para tal. Tudo o que conseguia retirar de lá, já o fiz. Então, vou despedir-me. É uma decisão difícil porque, apesar de viver com os meus pais, tenho as minhas contas também. No entanto, não posso continuar num sítio onde tenho de estar oito horas do meu dia, cinco dias por semana, a fazer algo que já não me realiza ou me motiva. A minha mãe está sempre a comentar que posso mudar para pior, mas como é que saberei se não o tentar fazer?

7. VÃO RECLAMAR SÓ PORQUE SIM. Onde trabalho atualmente chega a ser saturante pela quantidade de reclamações que recebo constantemente - muitas delas sem qualquer fundamento.  As redes sociais estão constantemente cheias de hashtags de cancelamento a artistas que erram ou quando dizem algo sem pensar muito,  ou até quando vão a um país fazer um concerto num festival e não gostam da artista que vem. Não há por onde fugir - vão reclamar sempre só porque sim e não há como mudar porque as pessoas ganharam a mania de um intitulamento de que a verdade delas é que importa e é a legítima.

8. NÃO É DIFÍCIL, SÓ PRECISAS DE COMEÇAR. Ora, eu tirei uma grande pausa do blog porque queria construir uma plataforma melhor, com um layout melhor; queria fazê-lo de raiz, só que não sabia como e não começava a fazê-lo porque ia demorar muito e achava que era difícil. A verdade é que sim, era difícil e acabei por não fazê-lo do início, mas consegui arranjar uma forma de encontrar algo perto daquilo que queria e aqui está o novo layout! Outro exemplo: quero aprender francês para poder ir morar com o meu namorado para Bordéus e trabalhar lá. Ora, francês é muito complicado para a minha cabeça lógica - há junção de letras que não correspondem aos sons que estou habituada e há letras que não se lêem de todo e que raio, quem quer isso? No entanto, estou a tentar aprender com o Duolingo e através do Pinterest e, já das duas semanas de férias que fui lá conseguia perceber cada vez mais o que diziam porque comecei a empenhar-me em aprender. Uma ação levou ao início que levou à concretização de algo que eu achava difícil - só precisei de começar! Além disso, quanto mais cedo começar, mais cedo chego onde quero e melhor começar hoje do que daqui a um mês pensar que poderia ter começado há um mês atrás.

9. UMA PAUSA NÃO É MÁ IDEIA. Ora, uma coisa que eu sinto sempre que passo uma folga sem fazer nada é uma culpa imensa de que podia ser produtiva e não o estou a ser. Acho que hoje em dia tem havia uma grande normalização do cansaço e da produtividade excessiva, que passa a ser o contrário do que produtividade devia ser. Achamos que quando estamos ocupados é quando estamos a ser felizes e parar é morrer porque deixamos de trabalhar para os nossos objetivos. Não é bem assim e descobri quando passei semanas ou meses, sem ter vontade de criar conteúdo. O cansaço psicológico era tanto que não me apetecia aproximar-me do computador para escrever, nem de um caderno para rabiscar, nem de um livro para ler. A minha vontade era de acabar com tudo porque não tinha descanso e sentia-me abafada com tanta coisa ao mesmo tempo. É necessário uma pausa quando tiver de ser e quando o corpo pede.

10. FAZ POR TI. Acho que grande parte do sucesso de muitas coisas que fiz foi porque fí-las por mim, para mim. Com o blog sinto a tendência de querer fazer publicações que sei que as pessoas vão gostar e, não estou de todo a dizer que não devo fazer isso também, mas acabei por esquecer-me do que realmente gosto de partilhar. Esta recente pausa fez-me perceber que rumo quero que o blog tenha e esperem novidades em breve! Seja qualquer coisa que eu faça, desde ir ao ginásio, desde aprender coisas novas, desde escrever, desde a maneira como me visto, tento sempre fazer aquilo que que gosto e quero, invés de ligar aos comentários dos outros.

Espero que tenham gostado da publicação nova! Comentem que lemas vocês levam convosco para o caixão até!
Até já,

            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A minha sexualidade pode não ser só uma fase de revolta. O meu querer de passar de mulher a homem pode não ser só uma fase de moda. A minha vontade de ter uma carreira artística não é uma fase de sonhos. 
            As pessoas dizem que é uma fase porque acham que é algo mau, que afeta a sociedade inteira. E, em alguns casos, sim, afeta quem é próximo, mas se não te afeta a ti porque raio dizes que é só uma fase? Não sabes o que vai na mente das pessoas, não tens ideia o que elas sofrem, pensam, passam todos os dias. 
            O teu pensamento é a vida de alguém que apenas se quer libertar da prisão que é ser outra pessoa. Porque é que te achas no direito de falar sobre a vida de outra pessoa quando nem a conheces? A não ser que a pessoa em questão te peça opinião e apesar de haver a liberdade de dizeres o que queres, aquilo que tu dizes só é bem-vindo se não afetar a outra pessoa. 
            Para com esses mimimis de que vai dar a ideia errada a outras pessoas - ideia errada pensas tu, mas que pode inspirar gente a fazer aquilo que lhes vai no coração. És heterossexual, és médico(a) ou advogado(a), és saudável mental e fisicamente - parabéns, muitas felicidades para ti, genuinamente. Apenas não te aches no direito de falar da vida dos outros como se fosse a tua vida - segue aquilo que queres, deixa os outros fazer o mesmo.
            Cada um precisa de criar as suas próprias raízes para crescer, sendo a fazer coisas erradas ou certas, passando por momentos que são fases ou não. Se errar, tenta-se fazer melhor da próxima vez. Se mudar, muda-se de novo. Se se precisar de ajuda, não há mal nenhum. O importante é ter confiança nas suas escolhas, mesmo que passado uns tempos já não seja isso que se quer; explorar e tentar, não devia ser mau o fazer. Mesmo que seja só uma fase, é a MINHA fase, não a tua.

✿ é só uma fase.

by on julho 12, 2018
            E se for? Mas e se não for só uma fase? Qual é o problema? A minha doença mental pode não ser só a fase de ser adolescente. A...
           Acordar à hora que o meu cérebro decidiu. Não ter preocupações. Não ter de despachar-me para ir trabalhar ou para demorar uma hora de ida para a universidade. Poder ficar mais uns minutos na cama a imaginar coisas que a minha mente decidiu criar - aquilo que normalmente só faço enquanto tento dormir, mas que tive tempo de fazer de manhã. Poder respirar livremente sem que não sinta o ar a ficar preso na minha garganta ao lembrar-me de mil e uma obrigações que tenho listadas na minha agenda.
           Acabei a licenciatura. Definitivamente. Todas as cadeiras feitas, com muitas lágrimas e noites mal dormidas a pensar nas coisas que podia ter feito melhor. Parece que foi ontem que chorava por não ter entrado na primeira fase, nem na segunda, e hoje choro por ter acabado. Valeu a pena todas as lágrimas, todos os pensamentos de que não era boa o suficiente para estar na universidade, todos os quero-desistir, todos os de-que-adianta-todo-este-esforço. Literalmente, um peso saido dos ombros. Livre da pressão que sentia de ser boa todos os dias - por uns tempos, pelo menos.
           Foram três anos de misturas, de descobrimentos, de desilusões, de bons acontecimentos, de introspeção, de aventuras, de saídas da minha zona de conforto, de boas pessoas. Honestamente, não me arrependo de nada, nem evitava nada. Foram três LONGOS anos e sinto que perdi um pedaço porque, realmente, perdi. Era a realidade que eu conhecia e agora já não tenho essa constante na minha vida. E agora o medo volta por causa da incerteza, mas é um medo bom, é um medo de avanço,  um medo de esperança.
           Fui praxada e praxei (brincadeira, apareci a 10 praxes, se tanto), morri e ressuscitei, aprendi e ensinei e mais nada quero do que continuar então, mestrado, espero que me aceites porque eu já aceitei a ideia de te ter por mais dois anos. Cada fotografia abaixo representa uma parte, ainda que não se perceba bem qual. São pequenos pedaços que consegui imortalizar até certo ponto e que trarei comigo sempre.
           Obrigada. A tudo, a todos.

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3 anos.

☂ 3 anos.

by on junho 22, 2018
           Acordar à hora que o meu cérebro decidiu. Não ter preocupações. Não ter de despachar-me para ir trabalhar ou para demorar uma ...
É quase impossível não querer ser como o aqueles superheróis que aparecem na televisão. São heróis, têm poder e valentia, são admirados por muitos e fazem de tudo para proteger os que amam e as suas cidades. Eles têm imensos inimigos porque se tornaram alguém poderoso e enorme, é difícil superar alguém com este padrão e a maior parte dos vilões odeiam-nos só porque serem eles e pela sua imagem que boa pessoa.
No entanto, o maior inimigo de todos os heróis é sempre o mesmo: eles próprios. Todos os episódios que são mais intensos e que o protagonista tem de se superar é quando o faz a si próprio. E é meio que irónico dizer que nós somos os nossos próprios inimigos. Nós temos esse poder de nos derrotar, mesmo sem dar conta.
A felicidade parece ser algo tão frágil e facilmente perturbada. Só parece mesmo porque a realidade é que, muitas vezes, nós é que a fazemos desaparecer. A autosabotagem consegue ser tão poderosa ao ponto de nem sequer notar que o estamos a fazer. Por vezes, parece automático essa desvalorização.  Estamos tão habituados que algo de mal sempre aconteça que a nossa mente nem reage a algo positivo, apenas fica à espera que a parte má se apresente como o faz continuamente.
A tua zona de conforto vai entrar em alerta vermelho a partir do momento que sais dela e é aí que o pânico é ativado. Vencer os nossos maus hábitos, vencer a nossa própria mente, vencer a tendência da destruição: aí sim está o verdadeiro desafio do ser humano. Esquecemo-nos que o mau só nos afeta se nós deixar-mos visto que somos nós que lhe damos o poder de nos contagiar. É normal ter medo, o medo alerta-nos para o perigo. E é exatamente por isso que a coragem não existe por não haver medo, muito pelo contrário - a coragem existe porque se domina o medo e se age mesmo com a voz a dizer "não o faças".
Fá-lo.
Faz aquilo que não consegues fazer por causa dessa voz. O que tens a perder? Apenas tens a ganhar: se correr bem, ótimo; se correr mal, é uma lição do que não fazer para a próxima vez que tentares.
Isto porque tens de continuar a tentar, uma e outra vez, até conseguires aquilo que queres. Se a J. K. Rowling teve o seu livro rejeitado imensas vezes e continuou (que acabou por se tornar um mundo para as pessoas), eu acho que também consegues!

✒ heróis com medo.

by on maio 05, 2018
É quase impossível não querer ser como o aqueles superheróis que aparecem na televisão. São heróis, têm poder e valentia, são admirados...
      Isto ainda é um tópico sensível para mim pois é algo que, se for dito em voz alta, as pessoas sentem pena instantaneamente. Não me interpretem mal, não estou a querer falar mal de quem faz isso, não é nada disso. É que sentirem pena de mim, ou de qualquer outra pessoa que passa pelo mesmo, não é o melhor, eu acho. 
      Sempre fui uma miúda muito calada e fechada. Tive vergonha de falar com as pessoas, era muito tímida. Lembro-me de os mais velhos falarem para mim e eu esconder-me para não ter de responder. Não conseguia fazer amigos facilmente como as outras crianças, responder às perguntas da professora era-me difícil. Só conseguia falar com quem já tinha confiança, e, ainda assim, era um pouco difícil. 
       Era e ainda sou introvertida, como disse no último post. Eu preciso de estar sozinha para recarregar baterias, não há outra maneira de o conseguir fazer. Passar muito tempo com um grupo de pessoas esgota-me facilmente; começo a ficar cansada mentalmente porque é demasiada interação pessoal ao mesmo tempo. 
        Assim, não era fácil ter amigos. Nunca foi fácil. Sempre sentia que incomodava se falasse com alguém que não conhecesse. Sentia-me a mais ao falar num grupo de pessoas. O meu coração batia muito forte, o meu corpo chegava a tremer. Ainda me acontece, por vezes. 
       Tudo começou no oitavo ano. Não entrando em muitos detalhes, vi-me sem amigos (ou achava eu que eram amigos). Na minha cabeça, eu estava sozinha. E, num momento em que estás a desenvolver, a criar ideias sobre o mundo, a perceber como tudo funciona, é complicado estar sozinha. Em casa, as coisas também não eram fácies. A diretora de turma obrigou-me a ir à psicóloga, o que ajudou bastante. Ainda assim, as coisas voltaram ao mesmo quando saí do básico e, por sua vez, saí do aconselhamento psicológico.
       As coisas continuaram turbulentas no secundário, ainda que tenha melhorado imenso. Comecei numa turma nova e percebi que EU tinha o poder de controlar se me afetavam ou não, de alguma forma. Ora, o facto de alguém me achar algo só me afeta se eu deixar. Vamos pensar no dia-a-dia: essa pessoa que disse isso conhece-me? Não. Então porque é que devo estar preocupada com o que Y disse sobre mim se não me conhece? Se fosse algum dos meus amigos a dizer isso aí sim, devia preocupar-me. Os de fora falam por falar e tendo a minha consciência tranquila, não me podem afetar.
       Foi na altura do secundário que também percebi, realmente, o que são relações tóxicas. Eu tinha uma pequena noção do que eram por causa dos filmes e assim, mas só por volta do 11º ano que percebi o que realmente era passar por uma coisa dessas. É desgastante, esgota qualquer energia que se tenha, qualquer sentimento positivo que se tenha, mexe-nos com a cabeça de tal forma que não nos apetece falar com mais ninguém, manipula ao ponto de achar que tenho culpa por algo que nem sequer fiz. Então piorou, tudo piorou nessa altura. A minha ansiedade e depressão chegaram a níveis que não tinham chegado antes: não conseguir estudar, sentimentos de culpa, cortar-me, desejar não ter nascido, foi um período intenso de emoções. Tudo isto porque queria ajudar alguém que não queria ajuda e não se importava comigo. Felizmente, percebi a tempo o que era e comecei a deixar a pessoa ir porque, como aquela frase cliché diz, "Às vezes aguentar dói mais do que deixar ir."
       O décimo segundo e o primeiro ano de universidade foram os que me mudaram imenso em termos de comportamento para com a vida. Comecei a sentir-me melhor comigo mesma, aceitar quem sou, aceitar que demoro mais do que os outros mas chego lá. As crises começaram a ser menos frequentes, apesar de serem mais intensas. A pressão de escolher o que queria seguir, ter notas suficientes para entrar na universidade, não entrar na primeira fase de candidaturas, não entrar na segunda, entrar na terceira e sentir-me um alien na turma porque já todos se conheciam, tirar a carta, perder o telemóvel, ir ao meu primeiro exame de recurso. Muitas coisas parecem pequenas em termos de significado e podem não parecer importantes, mas para mim foi tudo muito marcante e stressante.
       Agora é mais do mesmo, sinceramente. As crises são mais espaçadas mas intensas, ou há vezes que passo semanas a ser a pessoa que era antes, sem motivação, a querer acabar com tudo, a remoer sobre coisas que já nem posso mudar. Há dias que os ataques de ansiedade pioram e não sei explicar o porquê de isso acontecer. Há dias que está a correr tudo bem e apenas vou abaixo. Há dias que estou super bem e, no dia seguinte, acordo com o peso do mundo nos meus ombros. Há semanas produtivas, há semanas que quero desistir. Continua a ser uma mistura de emoções e sentimentos.
       Eu tentei medicação. Não funcionou comigo. Sinceramente, nem tentei trocar para outra porque eu não dou com medicação. Tinha medo de ficar dependente e não gosto de tomar comprimidos. Então tentei melhorar por mim mesma. Foi algo que precisava de fazer sem ajudas de terceiros, entendem? Foi necessário para mim mudar a minha perspetiva das coisas. E, desde então, muitas coisas boas aconteceram e é a isso a que me agarro quando estou desmotivada, ou até a coisas que fiz quando estava muito mal: tenho um grupo de amigos bons, escrevi um livro inteiro, fui a Sevilha, Bordeaux com o meu dinheiro, estou num part-time que requere falar com pessoas a todo o momento, consegui comprar roupa com o meu dinheiro, consegui comprar uma máquina fotográfica, estou a conseguir continuar com o blog, cheguei ao terceiro ano sem cadeiras para trás (esperemos que continue assim), tenho um namorado maravilhoso e compreensivo, tenho mais auto-confiança (ainda não estou totalmente no topo, mas vou chegar lá), estou a saber lidar melhor com as pessoas, tirei a carta, passei de caloira a doutora, tento ver a vida de uma forma mais positiva.
       Acho que depressão e ansiedade nunca passam por completo. Vão estar sempre pedaços disso dentro de nós. Eu pensava que tinha melhorado e afinal há dias que sinto-me como antes. Vai estar sempre presente, entendem? Não te definem mas acabam por fazer parte de nós, de uma maneira ou outra. O melhor é mesmo aprender a viver com isso e esperar que boas pessoas apareçam no teu caminho porque, honestamente, isso foi muito importante para mim. Não há nenhum truque secreto para lidar com isto. Então, respondendo ao título: não há uma maneira precisa de como lidar. Ou talvez haja e eu não a descobri ainda. A verdade é que o maior esforço tem de vir de ti porque não importa quantos psicólogos visites ou quanta medicação tomes, nada adianta se tu não quiseres. E não o digo da maneira mesquinha de "a culpa é tu", digo-o como "tu controlas porque o corpo e a mente são teus, só tens de aprender a fazê-lo, demore o tempo que demorar."


          Sempre me impressionou como eu consigo ser tão fechada e o meu irmão tão aberto com as pessoas. Ele é muito conversador, consegue fazer amigos facilmente; por outro lado, eu só falo quando sou puxada para a conversa e/ou se conheço bem a pessoa. A minha mãe sempre comentava "porque não és mais igual ao teu irmão?" porque eu nem bom dia dizia às pessoas porque era envergonhada. Eu não gostava e, muitas vezes, nem conseguia falar com as pessoas, mesmo que fosse só cumprimentar. Quando cresci percebi que as pessoas têm vários tipos de personalidade, e que não devia ter vergonha de ser como sou, porque é algo que me faz única.
           A grande diferença entre introvertid@s e extrovertid@s é que os primeiros não precisam de ter grande estimulação para se sentirem bem, enquanto que os últimos precisam de estar em contacto com as pessoas para se sentirem motivados e felizes.
          Ser introvertid@ não é odiar pessoas, é simplesmente precisar de estar mais sozinho do que rodeado. Sou introvertida, mas isso não significa que não goste de estar com pessoas - só que invés de ser sempre, prefiro de vez enquanto e, de preferência, com as pessoas com quem me dou.
É uma das razões de não sair muito à noite, canso-me de estar fora porque o ambiente não é o mais apropriado para mim, ainda que às vezes precise. Isso não quer dizer que eu não queira ser convidada para coisas e que não aceite sair - nada disso. Apenas significa que, por vezes, vou a eventos, mas saio mais cedo ou precise de me retrair um bocado daquele ambiente.
          Ser introvertid@ não significa odiar falar, apenas não se gosta de conversa fiada. "Então como estás?" O que é suposto dizer se não nos vimos à meio ano e és o vizinho da minha avó? Esta pergunta não faz sentido nenhum se não é para pessoas próximas porque acaba-se sempre por não dizer a verdade toda. "Estou bem." É a resposta automática, estando-se ou não bem. "Como está o teu irmão?" "Bem." E a pessoa fica a olhar para mim à espera que eu desenvolva a conversa quando só me fizeram essa pergunta. Que é suposto dizer? Fazer um relatório sobre os últimos 5 anos dele?
          Ser introvertid@ não é querer estar sozinho, é precisar, em certos momentos, de estar sozinho. As pessoas simplesmente não entendem a diferença entre querer e precisar. Independentemente de tudo, o ser humano sempre precisa de contacto pessoal, um dia ou outro. É claro que há dias que preciso de estar com os meus amigos e conviver com pessoas. Contudo, há outros que preciso de ficar dentro da minha cabeça para organizar as minhas ideias e para recarregar as energias.
           Ser introvertid@ não é ser antissocial, é ser seletivamente social. Este trocadilho encontrei por aqui na internet e gostei imenso. A minha mãe estava sempre a chamar-me de antissocial porque não saia de casa (agora quando saio reclama, enfim. mães). A questão é que antes não tinha pessoas a quem podia chamar realmente de amigos. Foi apenas a partir do secundário que eles apareceram. Pessoas que eram iguais a mim em vários aspetos, não sendo necessariamente introvertidos também. Aliás, pessoas que eu achava introvertidas são, na verdade, extrovertidas. E visse versa. Ser tímid@ não significa ser introvertid@, da mesma maneira que ser social não significa ser extrovertid@. É uma associação errada que a sociedade tem.
          Ser introvertid@ não é ser rude, é ser-se reservado e não confiar demasiado. Na praxe, só porque eu não falava muito, achavam que eu era rude e me achava melhor que os outros. Não. De todo. Eu apenas não tinha confiança suficiente para falar com as pessoas. Eu tinha medo de incomodar com os meus pensamentos aleatórios, tinha medo de dizer a coisa errada, tinha medo de causar uma má impressão. Acabei por causar na mesma.
          Ser introvertid@ não é ignorar as pessoas, é distrair-se facilmente porque estamos a pensar para nós próprios. De todo ignoro as pessoas. (Só às vezes, talvez.) O meu problema é estar muito no meu mundo a pensar em coisas e esqueço-me que estou em público e qualquer pessoa pode se dirigir a mim. Não tenho nenhum letreiro a dizer "Não incomodar." (Se bem que era melhor comprar um). Uso fones para dar a entender que estou a refletir e preciso de estar calada, mas há pessoas que não entendem isso e teimam em falar comigo na mesma e interromper o meu momento de introspeção.
          Ser introvertid@ não é ser passivo e não se impor, é pensar antes de falar. Além de que há pessoas que se expressam muito facilmente através da escrita, mas falham redondamente falar em pessoa. Uma dessas pessoas sou eu. Não consigo falar em pessoa porque me distraio com o nervosismo, com as palavras certas a dizer, com emoções. Cresce um nó na minha garganta que me trava a voz.
          Ser introvertid@ não é implicativo, é mais... um bom julgador de carácter. Isto não é de todo para bagar, por favor, entendam. Às vezes é um pouco incomodativo, para ser sincera. Ora, sendo que obvervamos muito e notamos em pequenos pormenores, aqueles bastante pequenos, torna-se um bocado fácil de perceber as pessoas. Não estou a dizer que os extrovertidos não o façam igualmente, mas demoram um pouco mais de tempo. E tudo bem nisso!
           Percebi imenso sobre mim depois de fazer um teste de personalidade. Teoricamente, há 16 personalidades que abrangem todas as características possíveis. Há os analistas, diplomatas, sentinelas e exploradores. Dentro desses 4, há mais 4 subpersonalidades, devidamente descritas. A minha é o Advogado, dentro dos diplomatas, ou seja, INFJ-T. Isso significa que sou introvertida, intuitiva, sentimentalista, judging (isto é, não se refere a julgar os outros mas sim ao facto de ser organizada, planear com antecedência), e turbulent (sensível ao stress e autoconsciente).
           Também podem fazer o vosso teste aqui. Este site é muito bom porque dá-vos uma boa visão de que personalidade são e, também, mostra-vos que outras celebridades têm o mesmo tipo de personalidade que vocês. Sou basicamente o Jon Snow e o Mandela.

E finge tão bem, que chega a fingir que é dor.
E a dor dói por ser sentida e por ser pensada,
dói a alma, doi o coração.
O que é da vida sem um pedaço de alegria
ou um pedaço de tristeza?
Simples seria se estável fosse.
Que piada tinha se não fosse uma montanha russa?
Não é viver se não existe ambos lados,
o bom e o mau, o pior e o melhor.
Da mesma maneira que um
não dura para sempre,
o outro também não.
Demora a entender, demora a processar.
É normal, porque o tempo demora a passar.
Uns dias vão parecer longos,
de tanta dor acumulada.
Outros vão parecer curtos,
de tanta alegria passada.
E assim a vida se estica
com caminhos de pedras
ou daqueles com pétalas de girassol.
Não se pode controlar um,
nem o outro.
É uma coisa que se aprende a lidar,
ou talvez não.
Porque a vida é mesmo assim,
uma mistura de talvez(es) e porquês,
um tirbulhão de sins e nãos,
é uma confusão confusa,
uma forma de aprender.
Não há nada a fazer,
a não ser ir com o mar e flutuar
ou deixar afogar depois de tanto lutar.
O importante é
não desistir mesmo que seja melhor,
não fugir mesmo que seja fácil.
O importante é 
continuar e tentar, 
porque basta um tentar para conseguir.

Um conceito: está a chover lá fora, estou a beber um chocolate quente e a ler um livro interessante, o meu coração bate ao seu ritmo normal, a minha cabeça apenas pensa no que irá acontecer a seguir na história - não estou stressada. Seria bom que assim fosse.
Vi um pequeno desabafo de alguém no tumblr que dizia o seguinte, traduzido "Porque estar no início dos 20 parece tanto que apenas restam 5 anos de vida para alcançar o máximo que se pode? porque é que sinto que me aproximo de um prazo para o sucesso?"
Talvez o problema seja mesmo nós, como pessoas. Vê-mos outros a conseguir o que nós queremos, a avançar tão rapidamente no seu caminho que nos esquecemos do nosso. Estagnamos. Ficamos parados a ver os outros a viver, e nós continuamos apenas a... sobreviver. É complicado ver alguém a conseguir o nosso sonho, a conseguir quase de imediato (ou assim pensamos) aquilo que tanto esforço requer de nós. Dói no nosso ser, como se não fossemos suficiente. É aquela dor amarga que parece não sair, por muita água que se beba.
A verdade é que iremos sempre percorrer o mesmo caminho em ritmos diferentes. Já o disse antes, e vale sempre a pena relembrar. Eu preciso de relembrar. Está tudo bem se não chegar lá primeiro, desde que chegue. O importante é continuar, mesmo que seja devagar, muito devagarinho.
Estava a ter uma conversa com uma amiga minha e contei-lhe sobre uns planos que tenho para o blog. Ela começou a dizer-me que estava orgulhosa de mim por estar a seguir o meu objetivo e eu disse que também estava orgulhosa dela. A resposta da minha amiga foi "Eu realmente não fiz nada, mas obrigada." Um pouco mais à frente disse "Well mas respirar não é grande feito ahaha". E foi aí que se enganou.
Já disse há uns posts atrás que é preciso mudar-se de atitude. Não basta desejar querer algo que irá aparecer no nosso colo. Obviamente que a vida não funciona assim. É necessário mudar o que está de errado na nossa vida. Acredito no destino e que está tudo planeado de uma certa maneira, no entanto, tu tens o poder de o mudar se assim o desejares.
Contudo, é preciso valorizar-se as pequenas vitórias de maneira a valorizar as grandes e de haver motivação para conseguir seguir em frente. O quão difícil é, por vezes, sair da cama porque parece que o mundo caiu sobre os ombros? Até respirar acaba por se tornar um grande feito, sim. 
Esta fome por se ser um génio e o primogénito de algo incrível acaba por consumir o nosso bem estar e a nossa razão de querer ser e conseguir mais. Admito: dá vontade de desistir quando um certo post não tem visualizações e esforcei-me imenso para o escrever, ou quando estudo imenso para um teste e não tenho a nota esperada. É aquela dor que não dá para descrever concretamente. Apenas sabes que é algo que devias fazer bem mas, mesmo sendo aquilo que é suposto ser, não consegues fazer. E a vergonha cresce ainda mais que a dor porque falhaste.
Ainda assim, não é isso que nos ajuda a melhorar? Não é com os erros que aprendemos? E se correr mal? Tens outra tentativa, certo? Podes tentar de novo, mas de uma forma melhor. Se for feito com o coração e erraste, ao menos foi feito com o teu interior, e isso ninguém te pode tirar. 

✿ o prazo do sucesso.

by on março 24, 2018
Um conceito: está a chover lá fora, estou a beber um chocolate quente e a ler um livro interessante, o meu coração bate ao seu ritmo norma...

           Este post até vem de encontro com um que fiz em Dezembro e eu sei que devia tê-lo publicado logo a seguir a esse. Contudo, e não sei porquê, o momento não me pareceu adequado. Um pouco estúpido, eu sei.
          Já passaram dois meses desde o início do ano e honestamente, não sei por onde ando porque este ano vai ser e está a ser confuso. Não consigo encontrar motivação nem para escrever (como se tem notado com a falta de publicações no blog). Não consigo concentrar-me para estudar ou para fazer algo produtivo. Tem sido exaustivo tentar e não conseguir. Parece que esta é a altura certa porque este post não é apenas para quem o lê, mas para mim também, para me lembrar do que quero.
        Como tinha escrito, as pessoas não conseguem parar de reclamar com o ano inteiro porque simplesmente não fazem nada para o melhorar. Não é suposto ser generalista, okay? Eu bem sei que há gente que tenta e não consegue, eu compreendo. No entanto, após o post que fiz percebi que não sou a única a pensar da mesma maneira. Temos de mudar de atitude se querermos ser melhores. E acabei por me esquecer disso. Viver do pessimismo apenas traz exatamente isso: pessimismo. Então decidi juntar um pequena lista sobre pequenas coisas que podes fazer para melhorar o teu ano. Não são coisas propriamente extravagantes, eu sei. Também não queria fazer nada disso porque o melhor está no simples. São pequenas ações que se pode ter todos os dias e ajudam bastante - ou, pelo menos, a mim ajudaram.

1. Sorri.
Cliché, como sempre. No entanto, não pude não acrescentar aqui e fazê-la a primeira da lista. Sorrir pode trazer rugas ao teu rosto mas traz bem estar também. Custa rir quando só te apetece chorar, obviamente. Não me interpretem mal, chorar é ótimo; limpa a alma e as impurezas dos olhos (pessoas que usam maquilhagem percebem-me nisto). Mas sabe tão bem quando consegues converter a tristeza em tranquilidade. Reparo que tantas vezes que acabava por desabar com pequenas coisas, agora consigo acalmar-me e usar a razão para me trazer sossego para a minha mente e o meu coração, que tanto precisam. Além de que sorrir pode fazer outras pessoas sorrirem também. 

2. Pensa positivo.
É bastante óbvio e parece fácil, mas não é. Leva imenso tempo de prática, há imensos pensamentos negativos antes de conseguir chegar aos positivos. Agradecer todos os dias. Novamente, parece fácil, mas às vezes é bastante difícil ter algo para agradecer todos os dias. A partir do momento que optei por agradecer e trocar os meus pensamentos para uma atitude mais leve e otimista, um peso levantou-se das minhas costas. Ainda custa alguns dias, como é óbvio. Há dias que a minha mente ainda brinca comigo e não me deixa trocar de comportamento, mas melhorou bastante. 

3. Tem objetivos (reais) - e luta por eles. 
Com o virar do ano, as pessoas tendem a criar objetivos e metas bastante... irrealistas, por vezes. Tanto que nem sequer chegam a trabalhar para as atingir. Muda isso. Foca-te naquilo que consegues fazer e consegues trabalhar e esforça-te para realizar o que sonhas. Faz um dream board se te ajudar a lembrar-te do que tens de fazer para chegar ao que queres.

4. Dá mais passeios.
Isto é algo que também tenho de melhorar e parece bastante simples mas, não é. Ora, há sempre aquelas semanas que só há vontade de ir para debaixo dos lençóis ou estás num nível de stress tão alto que não há tempo nem para respirar. E é aí onde os passeios entram: eles acabam por nos acalmar porque estás focado(a) noutra ação e ajuda na concentração e procrastinação. Vai até ao parque mais próximo, leva o teu animal de estimação, um livro para ler. Sai de casa.

5. Sai do normal. 
Uma coisa que me fez bem apesar de me fazer sentir mal ao início foi sair da minha zona de conforto. Foi difícil porque ter de sair da minha bolinha podia correr mal. Tentar coisas novas é complicado porque podem não dar certo. Contudo, está tudo bem se correr mal! Ser humano é errar, errar até tentar porque basta um tentar para conseguir.

6. Aprende algo novo.
Uma nova língua, um facto aleatório, como pintar com aguarelas, como desenhar, como escrever um livro. Há mil e uma coisas que estão ao nosso alcance para aprender e saborear o processo. Há imensas plataformas para nos ajudarem a aprender, tal como Duolingo (línguas) ou Skillshare (desenvolvimento pessoal, arte, tecnologia, tudo). Ajuda a sair um pouco da rotina de trabalho e/ou da escola e ajuda a tua mente a continuar aguçada.

7. Foca-te no presente.
Não consigo sublinhar o suficiente o quão este ponto é importante. Não me interpretem errado: tanto o passado como o futuro são importantes, um porque te faz corrigir os erros do outro. O passado serve só para isso: aprenderes com ele. De que vale estar a lamentar com o que se passou antes se já não o podes mudar? Dói, claro que dói. Mas irá doer mais se te focares tanto no passado que acabas por perder o presente todo. Foca-te no que podes mudar, no presente. É a única coisa que tens garantida.

8. Dia Especial do Eu.
Ainda estou a tentar trabalhar nisto, também. Aliás, tudo o que refiro aqui continuo a tentar porque, obviamente, não se consegue aplicar todas estas pequenas ações de um dia para outro. Ando a tentar reservar um dia da semana só para me cuidar, isto porque é necessário cuidarmos de nós mesmos para também poder ter uma vida equilibrada. Num dia da semana, arranjo um tempinho para fazer uma máscara facial, colocar óleo de coco no cabelo para o hidratar, tomar um banho longo e relaxante, esfoliar, colocar hidratante no corpo e cara, todas essas leves atitudes que me ajudam a preparar para a semana seguinte e a parar para ter um tempinho só para mim.

9. Bullet Journal.
Devo dizer que eu não sou de todo artística e nem tenho jeito para desenhar. Ainda assim, o bullet journal (ou journal em geral) é bastante bom para me melhorar. Em breve farei um post mais detalhado o conceito é basicamente uma agenda personalizada a teu gosto. Podes fazer o que quiseres, literalmente. Basta ter um caderno e uma caneta. Acabei por aderir a este pequeno projeto pois, a início, usava-o não só para me organizar, mas também tinha uma pequena sessão ao fim de todas as semanas para escrever uma pequena nota. Essa nota variava entre o que houve de bom e o que poderia fazer para melhorar. Era bom porque tinha um feedback de mim mesma e analisava aquilo que podia fazer a mais.

10. Inspira-te.
Isto acaba por acontecer quando aprendes algo novo e sais fora da tua zona de conforto. Há sempre algo que te vai inspirar, talvez o quão bem te faz sentir o facto de ultrapassar um medo ou fazer exercício físico, até. Faz um vision board, isso é, um quadro onde colocas fotografias dos teus objetivos ou fotografias que te inspirem. No meu caso coloquei, adicionalmente, fotografias de coisas que consegui para mostrar a mim mesma que se consegui X, posso continuar e conseguir Y. 
               Não tenho feito o post semanal de 168h porque realmente não tenho feito nada de interessante além de ir ao cinema, estar com o meu namorado e estudar. Numa das minhas pausas de estudo estava a passar pelo meu feed do twitter e vi imensos posts sobre a mesma coisa.
Estamos prestes a entrar num novo ano e há esta expectativa de que vai tudo mudar, vai tudo ser melhor, todos os objetivos estabelecidos para os conquistar. A questão é que um novo ano não vai trazer absolutamente nada de bom para a tua vida se não lutares por isso. Não quero parecer negativa, mas vejo muita gente dizer que quer x e y e, no entanto, não faz nada para ter isso. Toda gente está pronta para mudar de ano mas nunca prontos para mudar de atitude. Atrai-se o que se pensa.
                       Desde 2016 que vejo por toda a internet, twitter, tumblr, facebook, youtube, as pessoas a queixarem-se que o ano delas foi bastante mau e, no ano seguinte, continuam com a mesma história.
É fácil ficar sentado no sofá à espera que algo de bom aconteça, eu sei disso. Já fui assim. Estava tão farta de tentar fazer algo de diferente e não resultar que deixei de tentar. Ficava apenas à espera que o destino fizesse algo de bom por mim como se me devesse algo. Até que me fartei de esperar. O destino não me deve nada se eu não fizer nada para o merecer. Tentei novamente. Tentei sempre. E deu resultados. 
                       Então, hoje é o penúltimo dia do ano de 2017 e sinto-me feliz com quem sou. Mudei imenso, mudei mesmo muito. Posso dizer que a mudança começou no secundário, mas a mais extrema tem sido desde que entrei na universidade. Sinto uma confiança em mim que não achava ser possível. Entrei em paz comigo mesma durante estes últimos anos. Percebi que posso amar e não ser amada, que nem toda gente vai gostar de mim e não há nada que possa fazer, que no final sou eu que vou lá estar para mim então DEVO tratar-me bem. Há muitas outras coisas que aprendi e pelas quais estou extremamente grata. 
                       Ontem decidi arriscar com um novo corte de cabelo. Há um ano que dizia que queria cortar o cabelo para doar, há um ano que dizia que ia pintar de roxo. O roxo ainda não é possível, talvez para a próxima semana. No entanto, o corte está presente, assim como o loiro. Não sei porquê exatamente, mas eu precisava de uma mudança. Não por ser final do ano, isto era algo que eu já queria fazer há muito tempo. Eu precisava de algo de diferente, estava cansada do mesmo cabelo comprido (apesar de o adorar). Recebi imediatamente imenso comentários positivos a dizer que me ficava mesmo bem e que escolhi bem o que fiz com o cabelo. Recebi um comentário mau, de uma pessoa que me é próxima sobre o meu novo estilo. Eu sabia que ia reagir mal ao corte, mas não esperava o que me disse. Deitou-me muito abaixo, não vou mentir. Não pela sua opinião, pela maneira como o disse e por ser quem é. Bastou um comentário negativo para me deitar abaixo. Enfim. 
                       Eu percebi que não posso controlar a forma como falam, mas posso controlar a forma como reajo. Foi isso que fiz. Ainda dói um bocadinho, não vou mentir. No entanto, eu adorei como o cabelo ficou e o que importa é se eu gosto porque o cabelo é meu. Da mesma maneira que não gostava da cor do meu cabelo antes, e nos últimos anos adorava. Da mesma maneira que não gostava de ser tão emotiva, mas comecei aceitar que o sou. Da mesma maneira que não gostava das rugas que apareciam na minha cara quando sorria e agora adoro. Mudei de atitude. 

Espero que tenham um bom ano. Sejam felizes, sejam vocês. 

✿ mudar de atitude.

by on dezembro 30, 2017
               Não tenho feito o post semanal de 168h porque realmente não tenho feito nada de interessante além de ir ao cinema, estar c...