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           Para quem não sabe, eu tive um blog (muitos aliás) antes deste. Nele tinha feito uma coisa aleatória, que era bastante popular na altura, que era escolher 101 desejos para os realizar em 1001 dias. Ora, na altura, fiz a lista por fazer e, neste momento, já nem a tenho comigo. Lembro-me de nem sequer ter completado 101 itens porque, apesar de não parecer, é imensa coisa. 
            Contudo, recentemente vi um vídeo de uma youtuber brasileira que adoro ver, chamada Ana Arantes, em que fala de como não conseguiu fazer tudo e estava tudo bem. Era mais uma lista para nos lembrar de continuar a fazer aquilo que gostamos e do que fizemos. Então eu lembrei-me de como antes eu publicava coisas porque o blog era basicamente um diário da minha vida, invés de estar a pensar em coisas específicas para escrever - e sim, é por isso que tenho andado afastada. Tenho-me focado tanto em tentar criar conteúdo que vocês gostem que me esqueci que comecei isto porque é um diário e é um vlog em versão texto e fotografia. 

Começo: 28-07-2018
Fim: 22-04-2021
Concluidas: 14 de 101

São 1001 dias, mais ou menos 143 semanas, mais ou menos 33 meses. Parece imenso tempo, eu bem sei. No entanto, veremos se realmente dá para realizar tudo. 
  1. Publicar Evanescente.  7 DE SETEMBRO DE 2019
  2. Publicar outros livros.
  3. Ter um encontro com quem me segue aqui e/ou no wattpad.
  4. Escrever mais.
  5. Ler, pelo menos, 50 livros.
  6. Conseguir ler um livro em alemão.
  7. Ler a saga Harry Potter em inglês.
  8. Ser mais saudável mental e fisicamente.
  9. Ver um concerto da Selena Gomez.
  10. Ver um concerto do Shawn Mendes.
  11. Ver um concerto da Sabrina Carpenter.
  12. Ver um concerto da Sia.
  13. Ver um concerto dos Thirty Seconds to Mars. 11 DE SETEMBRO DE 2018
  14. Conhecer a Selena Gomez.
  15. Ir a Edimburgo.
  16. Viajar até ao Canadá.
  17. Visitar Hollywood.
  18. Visitar Singapura.
  19. Visitar Paris. 
  20. Visitar Bordeaux pela segunda vez. 29 DE JUNHO A 4 DE JULHO 2019
  21. Visitar Sevilha pela segunda vez.
  22. Viajar por Portugal inteiro.
  23. Visitar as ilhas da Madeira.
  24. Visitar as ilhas dos Açores.
  25. Visitar Amesterdão.
  26. Visitar Budapeste.
  27. Ir à Disneyland.
  28. Ir à Inglaterra.
  29. Viver sozinha.
  30. Ficar num país diferente por, pelo menos, 1 semana. 14 A 21 SETEMBRO 2019
  31. Viajar pelo menos uma vez sozinha. 
  32. Viajar com amiga(s).
  33. Viajar com ele. AGOSTO 2018
  34. Fazer um curso de fotografia.
  35. Fazer um curso de design gráfico.
  36. Fazer um curso de marketing. MAIO E NOVEMBRO 2019
  37. Fazer um curso de escrita criativa.
  38. Ter patins de quatro rodas.
  39. Voar de avião pela segunda vez. JUNHO 2019
  40. Voar de balão quente.
  41. Patinar no gelo. (03-01-18)  
  42. Fazer voluntariado.
  43. Melhorar o alemão.
  44. Aprender francês.
  45. Aprender russo.
  46. Aprender italiano.
  47. Aprender a tricotar/croché.
  48. Aprender a desenhar e pintar.
  49. Aprender uma arte marcial.
  50. Aprender língua gestual.
  51. Pintar o cabelo de roxo. 2 DE DEZEMBRO DE 2019
  52. Fazer uma aula de boxe.
  53. Fazer aula de yoga.
  54. Aprender sobre mecânica de um carro.
  55. Conseguir fazer este blog crescer.
  56. Criar o meu podcast. 3 DE JANEIRO DE 2020
  57. Desenvolver um produto.
  58. Fazer operação à miopia e ao estigmatismo.
  59. Endireitar os dentes e branqueá-los.
  60. Fazer foto-depilação. MARÇO 2019
  61. Aprender a manusear um arco e uma flecha. 
  62. Ser espontânea pelo menos 1 vez.
  63. Produzir algo criativo. 
  64. Aprender a tocar piano.
  65. Aprender a tocar viola.
  66. Ter uma INSTAX. (22-09-18)
  67. Andar a cavalo.
  68. Passear pela praia à noite com ele.
  69. Ver o nascer do sol.
  70. Ser doadora de sangue.
  71. Doar o meu cabelo.
  72. Acampar.
  73. Nadar com golfinhos.
  74. Mergulhar numa cascata.
  75. Trocar cartas com alguém de outro país.
  76. Ver outra peça de teatro.
  77. Levar os pais ao cinema. (26-10-18)
  78. Ganhar o suficiente para ajudar os meus pais e para mim. 
  79. Ter o nosso próprio espaço. 
  80. Cozinhar para ele e ele para mim.
  81. Saltar de um avião e/ou andar de parapente. 
  82. Comprar uma lente e saber usá-la.
  83. Usar mais a máquina analógica da mãe.
  84. Organizar os meus documentos importantes.
  85. Organizar os ficheiros do computador e telemóvel.
  86. Fazer backup de tudo.
  87. Ser mais organizada com o meu tempo.
  88. Fazer a minha primeira tatuagem.
  89. Fazer um spa day.
  90. Fazer uma festa de pijama.
  91. Ter, finalmente, um bom aniversário. 20 SETEMBRO 2019
  92. Fazer o passaporte.
  93. Inspirar pessoas de alguma forma.
  94. Escrever uma carta para mim mesma para abrir daqui a 5 anos.
  95. Comprar jogos de tabuleiro e ter com quem jogar.
  96. Atingir 10.000 visualizações 2 meses seguidos.
  97. Fazer parceria no blog.
  98. Comprar uma liquidificadora (20-09-18), máquina de pipocas (30-06-19) e/ou máquina de algodão doce. 
  99. Visitar um parque aquático.
  100. Receber uma massagem profissinal.
  101. Levar o namorado ao museu de Salvador Dali. 
Espero que tenham gostado e que pensem em desejos que gostassem de realizar.

        Então, eis o que se passa: não entrei no mestrado. É difícil admitir isso. Muito, apesar de já se ter passado uns dias desde que soube da resposta. É chato porque era algo que eu realmente estava interessada e era o único curso que me chamava atenção. Era realmente aquilo que eu queria seguir e gostava de ter estudado como licenciatura se tivesse média para tal. E volto eu, ao mesmo problema quando acabei o secundário: e agora? A primeira fase não me aceitou, nem vale a pena seguir para segunda.
        As mudanças mudam e não há como prevê-las, todos sabemos disso. Por muito que te prepares para uma certa situação, não há como sabê-la antecipadamente. Algo tanto pode correr bem como mal, 50% de hipóteses cada, e achas que uma tem mais chances de acontecer do que outra, mas estás errada. Eu estava com esperanças de entrar, e correu mal. Havia um bichinho a dar-me incentivo, não me perguntem porquê e criou-me expectativas. Desiludi-me, sim, mas não foi o fim do mundo. Acontece. É triste? Sim, mas posso sempre voltar a tentar uma e outra vez, ou até entender se é realmente isso que quero.
        Não entrei no mestrado; e agora? Não sei. A verdade é que não sei mesmo. E pensava que estaria bem pior por não saber visto que andava preocupada com o facto de não entrar no mestrado. Pararei um ano para fazer (possivelmente) cadeiras do mestrado e melhorias, juntar dinheiro e trabalhar no meu livro/blog. Eu gostava de continuar a estudar alguma coisa e a continuar a tentar isto de "ser" criadora de conteúdo. Honestamente, é isto que me vejo a fazer no futuro, se me for possível. Acho que o facto de não estar muito mal por não ter entrado é exatamente porque estou a ver este ano como um ano de me melhorar e de encontrar uma maneira de seguir os meus sonhos por um caminho diferente.
          Vi um vídeo da Bumba na Fofinha a falar sobre a vida e o tempo que temos para tudo. Ela disse algo como "O que é um ano em tantos outros?" e isso deixou-me a pensar imenso. Realmente, o que é esperar um ano para alcançar algo - parece imenso tempo, mas acaba por ser pouco ao ver as coisas pela escala grande. Foi esta pequena frase que me pôs de consciência tranquila, por assim dizer. Se parar um ano para me dedicar a mim, não vai acontecer nada de mal. Aliás, apenas acrescenta coisas boas à minha vida porque tudo é uma experiência e serve para aprender.
            No final, ficará tudo bem, mesmo que demore um pouco mais a chegar aos meus objetivos.
           Acordar à hora que o meu cérebro decidiu. Não ter preocupações. Não ter de despachar-me para ir trabalhar ou para demorar uma hora de ida para a universidade. Poder ficar mais uns minutos na cama a imaginar coisas que a minha mente decidiu criar - aquilo que normalmente só faço enquanto tento dormir, mas que tive tempo de fazer de manhã. Poder respirar livremente sem que não sinta o ar a ficar preso na minha garganta ao lembrar-me de mil e uma obrigações que tenho listadas na minha agenda.
           Acabei a licenciatura. Definitivamente. Todas as cadeiras feitas, com muitas lágrimas e noites mal dormidas a pensar nas coisas que podia ter feito melhor. Parece que foi ontem que chorava por não ter entrado na primeira fase, nem na segunda, e hoje choro por ter acabado. Valeu a pena todas as lágrimas, todos os pensamentos de que não era boa o suficiente para estar na universidade, todos os quero-desistir, todos os de-que-adianta-todo-este-esforço. Literalmente, um peso saido dos ombros. Livre da pressão que sentia de ser boa todos os dias - por uns tempos, pelo menos.
           Foram três anos de misturas, de descobrimentos, de desilusões, de bons acontecimentos, de introspeção, de aventuras, de saídas da minha zona de conforto, de boas pessoas. Honestamente, não me arrependo de nada, nem evitava nada. Foram três LONGOS anos e sinto que perdi um pedaço porque, realmente, perdi. Era a realidade que eu conhecia e agora já não tenho essa constante na minha vida. E agora o medo volta por causa da incerteza, mas é um medo bom, é um medo de avanço,  um medo de esperança.
           Fui praxada e praxei (brincadeira, apareci a 10 praxes, se tanto), morri e ressuscitei, aprendi e ensinei e mais nada quero do que continuar então, mestrado, espero que me aceites porque eu já aceitei a ideia de te ter por mais dois anos. Cada fotografia abaixo representa uma parte, ainda que não se perceba bem qual. São pequenos pedaços que consegui imortalizar até certo ponto e que trarei comigo sempre.
           Obrigada. A tudo, a todos.

W3.CSS

3 anos.

☂ 3 anos.

by on junho 22, 2018
           Acordar à hora que o meu cérebro decidiu. Não ter preocupações. Não ter de despachar-me para ir trabalhar ou para demorar uma ...
Apesar de me terem dado a ideia no CC, eu já tinha criado uma lista com pessoas fofinhas e puras que eu achava bom partilhar.  No entanto, a pessoa do CC disse que poderia incluir amigos próximos e realmente achei uma boa ideia - não irei partilhar nomes porque a) eles sabem como me inspiram e b) dá sempre asneira. Há várias coisas que me inspiram nos meus amigos e muitos deles têm a mesma característica. Sendo assim, irei dizer só aquelas que são diferentes de um para o outro, além de que houve alguns que escrevi a pensar em mais do que uma pessoa. Muito honestamente, sobre as celebridades só sei daquilo que vejo no instagram ou no twitter deles, (exceto a Selena) e do que vejo, estes humanozinhos são o mais puro que eu conheço e espero que vos consiga dar a conhecê-los a todos. E vamos começar pela musa do meu coração:

1. Selena Gomez
Não há como ela não ser incluída neste post. Toda gente sabe a minhas fascinação por ela, desde o tempo da Disney Channel. Eu sei que ninguém é perfeito, e ela é o exemplo disso e admite-o: ela tem essa noção e faz com que toda gente o entenda também. Ela sabe que tem momentos baixos e altos, que vai haver vezes que vai errar porque ela é humana, como todos nós. Eu não sei dizer todas as razões pelas quais me fez ser fã dela e segui-la há tantos anos, é todo o seu percurso que tem sido gracioso e incrivelmente inspirador. Tenta ser o mais transparente e real para os seus fãs, mostrar-lhes que têm de ser eles mesmos, têm de ser melhores do que o antes deles e não melhores do que outra pessoa. Honestamente, quando me perguntam o meu modelo a seguir, ela é sempre quem me vem à mente. 

2. Zendaya
Outra estrela da Disney, eu sei! É que tem havido tão boas personalidades saídas daquele canal! A Zendaya é o tipo de famosa que é mesmo incrível de ver: a sua boa disposição, a sua transparência, a sua luta pelos direitos de igualdade, as suas afirmações enquanto ser humano e tudo aquilo que defende sempre me impressionou. Sigo-a desde o Shake It Up, e agora adoro a sua nova série chamada K.C - Agente Secreta. Ela tem uma energia natural de querer proteger todos, não é forçado como alguns se nota que é e mostra ser uma jovem adulta como todos nós, o que é mesmo bom! 

3. James Corden
Este pedaço de céu, lufada de ar fresco, pessoa tão pura e simples! Conheci-o através do Doctor Who e quando vi que ele ia ter o seu próprio show fiquei feliz por ele porque realmente merece tudo de bom. Nota-se mesmo que é uma pessoa muito humilde e tenta sempre divertir os outros, adoro como consegue ser sassy mas correto ao mesmo tempo, não sei. É incrível mesmo. 

4. Lilly Singh
A minha youtuber favorita! A Lilly é uma mistura de Zendaya, Selena e James numa só pessoa, com um toquezinho especial dela mesma! Tenta sempre transmitir boas energias, faz o melhor que consegue, tenta ser o mais real para todos e defende sempre os direitos de todos os seres vivos. É incrível o que ela conseguiu e dois vídeos que realmente recomendo dela são: Draw My Life, onde explica o seu percurso de vida e Honest Q&A, onde dá para ver o quão autentica e direta ela consegue ser. 

5. Rowan Blanchard
Este pedacinho de anjo saiu, também, da Disney. A série onde participava chama-se "Girl Meets World" e é a continuação de "Boy Meets World". A série em si já é um espetáculo, especialmente para os jovens dos tempos de hoje com assuntos tão atuais e verdadeiramente explicados em várias versões e o cast é simplesmente perfeito mesmo. A Rowan continua a ser uma ativista fora da série (assim como se tornou dentro da série) e tenta mostrar a quem a segue que ser quem nós somos é o melhor e não há nada de errado com isso. 

7. Melissa Benoist & Chris Wood
Admiro-os imenso porque não só são um casal muito fofinho, mas também pela sua imensa intervenção pelas doenças mentais. Eles tentam alertar para algo que não tem tanta visibilidade como deveria ter, o que é bom a todos os níveis e faz-me mesmo acreditar os seres puros que são. 

8. Amigo A
Não sei o que dizer propriamente além de que inspira-me a ter orgulho em quem sou e que não devia ter medo de arriscar um certo estilo ou algo com medo do que irão pensar de mim. Ela rege-se muito pela sua opinião apenas e realmente isso é algo que tenho tentado fazer e tem ajudado imenso com a minha mente de pensadora nata.

9. Amigo B
A sua calma pode ser tanto uma qualidade como um defeito, e tanto me irrita como me faz adorar isso. Sabem aquela pessoa que é uma paz de espírito e nunca se chateia com nada? Este serzinho é assim e isso é admirável porque eu sou uma pessoa nervosa e ansiosa por natureza, ter alguém assim ao meu lado faz-me acalmar profundamente e ajuda-me a ter mais calma em como reajo ou respondo. Além disso, ela consegue ser compreensível a um outro nível sinceramente: eu pensava que era impossível encontrar alguém assim porque eu sou muito assim e, finalmente, encontrar alguém que encontra o meu nível nestes termos é incrível e deixa-me feliz por isso. 

10. Amigo C
A maneira como começou a confiar e abrir-se com as pessoas é algo que me deixou mesmo orgulhosa dela porque sei o quanto lhe custou e o quão bem lhe fez. A sua coragem de sair da sua zona de conforto é incrível porque apesar de ter medo, continua a forçar-se a ser melhor do que a sua versão anterior e é louvável, sinceramente. É mesmo bonito ver as pessoas crescerem e tornarem-se no melhor que conseguem!

11. Amigo D
A sua determinação e auto-confiança deixa-me sempre motivada para algo mais. É incrível como o ser humano consegue ter este poder de lutar por mais mesmo estando no fundo, e esta pessoa realmente consegue fazê-lo e tenta aguentar por muito que doa. Acho isso muito bom nela. 

Espero que tenham gostado, 

Sendo sincera, estava sem ideias para o post de hoje. Então, decidi dar-me a conhecer um bocado mais com uma tag que encontrei na internet. Andei à procura de tantas, mas eu sou tão básica que só respondia com uma palavra ou nem sabia como responder. Queria só dizer que isto parece fácil... Só parece mesmo porque demorei 20 minutos a responder a tudo. Espero que se sintam o quão básica eu sou porque, realmente, a minha vida é triste e não fiz muito. Sintam-se à vontade para responder a alguma das perguntas! 

1: Você dorme com as portas do seu armário aberta ou fechada?
Fechadas, sem dúvida. Faz-me impressão ter as portas abertas.

2: Você leva embora os shampoos e condicionadores dos hotéis?
Não, porque nunca estive num.

3: Você dorme com seu edredom dobrado pra dentro ou pra fora?
Para fora.

4: Você já roubou uma placa de rua?
Não.

5: Você gosta de usar post-it?
SIM! AMO!

6: Você corta cupons, mas depois nunca usa?
Obviamente. Sou esquecida.

7: Você prefere ser atacado por um urso ou um enxame de abelhas?
Urso.

8: Você tem sardas?
Não, só recentemente parece que ganhei porque a gata me arranhou.

9: Você sempre sorri para fotos?
Esconder-me é o mais provável.

10: Qual é a sua maior neura?
Pessoas sem senso comum.

11: Você já contou seus passos enquanto você andava?
Sim. Sou maluquinha assim.

12: Você já fez xixi na floresta?
Sim.

13: E quanto fazer coco na floresta?
Sim.

14: Você dança, mesmo se não tiver música?
Sim, porque imagino a música na minha cabeça então acaba por não ser música real.

15: Você mastiga suas canetas e lápis?
Sim.

16: Com quantas pessoas você já dormiu essa semana?
Zerinho.

17: Qual é o tamanho da sua cama?
Casal.

18: Qual é a música da semana?
The Wolf - The Spencer Lee Band

19: O que você acha de homens que usam rosa?
É o mesmo que usar preto.

20: Você ainda assiste desenhos animados?
CLARAMENTE, ainda sou criança e tenho orgulho nisso.

21: Qual é o filme que você menos gosta?
Clueless, provavelmente.

22: Onde você enterraria um tesouro escondido, se você teve algum?
No meu coração, #poético.

23: O que você bebe com o jantar?
Água, básica assim.

24: No que você mergulha um nugget de frango?
Na minha boca.

25: Qual é a sua comida favorita?
Arroz de marisco.

26: Quais filmes você poderia assistir várias vezes e continuar amando?
10 Things I Hate About You.

27: Última pessoa que você beijou/beijou você?
No último dia que o meu namorado esteve aqui.

28: Alguma vez você já foi escoteiro(a)?
Não.

29: Você posararia nua em uma revista?
Não sei.

30: Quando foi a última vez que você escreveu uma carta para alguém no papel?
30 de julho de 2017.

31: Você pode trocar o óleo de um carro?
Não.

32: Já obteve uma multa?
Não.

33: Alguma vez ficou sem gasolina?
Não.

34: Tipo favorito de sanduíche?
Todas porque sou básica assim.

35: A melhor coisa para comer no café da manhã?
Granola.

36: Qual é a sua hora de dormir?
Entre as 11 e a 1 da manhã.

37: Você é preguiçoso?
MUITO.

38: Quando você era criança, o que você vestia para o Dia das Bruxas?
Coisas assustadoras que a minha mãe me punha.

39: Qual é o seu signo astrológico chinês?
Boi.

40: Quantos idiomas você fala?
Português, Inglês e a tentar Alemão.

41: Você tem alguma assinatura de revista?
Não.

42: Quais são melhores, Lego ou Logs Lincoln?
Lego.

43: Você é teimoso(a)?
Imenso.

44: Quem é melhor … Faustão ou Silvio Santos?
Nenhum.

45: Já assistiu alguma novela?
Sim.

46: Você tem medo de altura?
Um bocado, eu acho.

47: Você canta no carro?
Todas as vezes.

48: Você canta no chuveiro?
Absolutamente.

49: Você dança no carro?
Sim!

50: Alguma vez usou uma arma?
Nunca.

51: A última vez que você teve um retrato tirado por um fotógrafo?
As fotografias para o passe contam?

52: Você acha que os musicais são legais?
Depende.

53: Natal é estressante?
Sempre.

54: Nunca comeu um Pierogi?
Não.

55: Tipo favorito de torta?
Cheesecake de morango, <3.

56: O que você queria ser quando era criança?
Professora, bombeira, médica.

57: Você acredita em fantasmas?
Um bocadinho

58: Já teve um sentimento de Deja-vu?
Imensos.

59: Toma uma vitamina diária?
Não.

60: Usa chinelos?
Sim, três pares para cada ocasião: um par de sandálias para os dias que está calor, um chinelos fechados para depois do banho, outros para usar quando descalço o calçado.

61: Usa um roupão de banho?
Não.

62: O que você usa para a cama?
Pijama.

63: Primeiro show?
Nenhum.

64: Wal-Mart, Target e Kmart?
Continente.

65: Nike ou Adidas?
Adidas.

66: Cheetos ou Fritos?
Cheetos.

67: Os amendoins ou sementes de girassol?
Amendoins.

68: Já ouviu falar do grupo de Tres Bien?
Não.

69: Já teve aulas de dança?
Não.

70: Existe uma profissão que você imagine fazer no seu futuro?
Escritora ou editora ou criadora de conteúdo.

71: Você consegue enrolar sua língua?
Não.

72: Já ganhou um concurso de soletração?
Não.

73: Você já chorou porque você estava feliz?
Tantas vezes!

74: Possui algum disco de vinil?
São dos meus pais.

75: E uma vitrola?
Novamente, são dos meus pais.

76: Você utiliza incenso regularmente?
Não.

77: Já se apaixonou?
Sim, todos os dias.

78: Quem você gostaria de ver em um show?
Selena Gomez e Shaw Mendes, <3

79: Qual foi o último show que você viu?
Nenhum.

80: chá quente ou chá frio?
Chá quente.

81: Chá ou café?
Chá.

82: Açúcar ou adoçante?
Açúcar.

83: Você sabe nadar bem?
E afundar que nem um prego.

84: Você consegue prender a respiração sem segurar seu nariz?
Sim.

85: Você é paciente?
Muito.

86: DJ ou banda, em um casamento?
Eu a pôr música porque os meus gostos músicais são variados.

87: Já ganhou um concurso?
Sim, uma camisola da Miley Cyrus e um bilhete para ver a Selena Gomez mas não pude ir ver.

88: Já fez alguma cirurgia plástica?
Não.

89: Quais são as melhores azeitonas, pretas ou verdes?
Pretas.

90: Você faz tricô ou crochê?
Não, mas gostava.

91: O melhor lugar para uma lareira?
Sala.

92: Você já viajou pra fora do seu país?
Sim, duas vezes: Sevilha em Espanha, Bordeaux em França.

93: Que lugares pretende conhecer?
Amesterdão, Itália, Estambul, Noruega, USA, Canadá, Sidney, Lisboa, Algarve, Madrid, Berlim, Paris.

94: Qual era a sua matéria preferida no Ensino Básico?
Inglês e as disciplinas de informática e arte.

95: Você esperneia até conseguir as coisas do seu jeito?
Depende do que é e se realmente vale a pena.

96: Você tem filhos?
Não.

97: Você quer ter filhos?
Demasiado cedo para o dizer.

98: Qual é sua cor favorita?
Preto.

99: Você sente falta de alguma coisa da sua infância?
Não, continuo a ser criança na mesma.

100: Você inventa..
histórias na minha cabeça sem fim.


Esta foto foi tirada quando eu estava despercebida, mas para este post até dá jeito. No curiouscat deram-me a ideia de fazer um post sobre coisas que eu gosto, mas que sejam consideradas porcarias por outras pessoas e, sinceramente, achei muito interessante, obrigada anónimo que atende o meu desespero por ideias! Sei que já passou imenso tempo desde a sugestão, porém estava a tentar encontrar mais coisas... Só que não consegui além destes três:

1. soy luna.
Okay, este percebo que seja julgado só por ser mexicano e da Disney - drama adolescente, eu percebo! No entanto, na minha opinião, esta novela mexicana não é tão dramática como as outras, o que me deixa logo empulgada. Acontece vários plot twists e a personagem está quase a descobrir a sua identidade, mas há sempre pequenos contratempos que acontecem e há ali uma parte na segunda temporada que começa aborrecer... MAS o drama é doseado com música e outras coisas. Além de que incluiram um tema que não me lembro de ver em mais nenhuma série: patins. Devo admitir que me deixou com vontade de comprar uns; o problema é que depois tinha de fazer seguro de vida e não convém gastar muito dinheiro.

2. taylor swift. 
OKAY, ela namora com muitos rapazes, meio que fala de certas coisas más que houve na relação deles, MAS não nos podemos esquecer que todos os artistas usam a sua vida como inspiração. Ela também escreve músicas sobre as partes boas da relação, sobre amor. Falo por mim que falar sobre algo que me deixa triste é-me muito mais fácil do que escrever sobre felicidade, quando se trata sobre relações. Realmente não sei explicar o porquê, apenas acontece. Acho as músicas dela boas, Red é o meu álbum favorito porque é aquele som intermédio entre pop e country. 

3. after/fifty shades of grey.
Meti estes dois juntos porque acabaram por ter o mesmo efeito: ajudaram-me a aceitar, de certa forma, a minha sexualidade? Eu não sei explicar bem, sinceramente. Ajudaram-me a perceber que para além de ser virgem numa idade mais avançada que a maioria, estava tudo bem em querer explorar a nossa sexualidade. Eu era muito tímida e tinha medo sequer de falar sobre sexo porque ficava vermelha e achava que ia ser julgada por ser virgem. Depois de ler estas duas histórias fiquei muito "dane-se" para o que os outros pensam sobre a minha vida sexual, o que foi ótimo!
After foi uma das primeiras fanfics que li e a sua escrita é boa, já Fifty Shades of Grey tem uma escrita meia banal e simples. Na minha opinião, último livro e filme são os melhores porque o enredo em si se tornou melhor, o primeiro foi só para chocar com todo o BDSM - o que não entendi porquê, sinceramente, sendo que houve mais livros a falar do mesmo.

Não pensei em mais nenhuma coisa que pudesse acrescentar, sou má com listas! Espero que tenham gostado!


         Honestamente, ainda que se passe anos com depressão e/ou ansiedade, é difícil não continuar com certos traços que ganhamos com estas doenças. Isso acontece com tudo, na verdade. Cada coisa que nos marca, acaba por criar uma nova característica em nós, algo de diferente. Há dias que são melhores do que os outros, quando se fala disto. Há uns em que aceitas quem és e há outros que só queres desaparecer, os problemas nunca acabam, só atenuam um bocado. Ou talvez não:
         O problema da depressão nem é o facto de chorar sem razão: estou sempre a chorar, de felicidade ou tristeza, sou chorona, está no meu sangue - até ajuda a limpar os olhos e a alma. O problema é que eu nunca sei quando vou ter uma crise porque não me dá um aviso prévio para me poder preparar: apenas acontece. E acontece quando estou sozinha, ou quando estou com amigos, ou quando estou com o namorado. E aqui entra o problema a seguir.
O problema da ansiedade nem é a dor que se sente do coração a fechar e a esmagar-se contra as próprias costelas - tenho uma boa tolerância à dor. Há dias que consigo simplesmente deixar a dor de lado e focar-me em algo mais, há outros que a dor se torna o meu principal foco e não há como apagá-la. Ainda assim, aguenta-se. O pior é mesmo ter um ataque de ansiedade em frente a pessoas, familiares e/ou amigos, em que te fazem mil e uma perguntas na tentativa de ajudar, mas realmente só pioram. Consequentemente, tanto tu como eles se sentem impotentes por não poder confortar um ao outro. Tu estás habituado a que isso aconteça e tentas acalmar-te a ti mesmo, além de que tens de tentar acalmar a pessoa também porque te quer ajudar.
         O problema da ansiedade não acaba por ser o facto de ficar com as mãos suadas ou bater o pé, ou outros tiques nervosos. Com isso lido bem, tenho uma paciência grande, demasiado grande, por vezes. O pior é quando sentes que algo de mal vai acontecer a qualquer momento, ou que está já acontecer. Aquele pressentimento que não te deixa, mesmo depois de olhares à tua volta e veres as pessoas com quem te importas bem; aquela angústia que não dá para explicar porque, realmente, não tem explicação possível. 
         O problema da depressão nem é o facto de o vazio tomar conta de ti, acabaste por habituar ao facto de não sentires nada - incomoda às vezes porque a tua reação é inexistente, mas também ajuda em algumas situações sinceramente. O problema é quando estás num momento baixo, num possível início de uma possível crise, e tentas contrariar o teu depressivo cérebro para não criar mau ambiente, fazendo piadas sobre ti e sobre os teus problemas, e respondem-te "és tão depressiva" porque sabem que realmente és e começam a ter pena de mim.
         O problema da depressão nem é o facto de não conseguir fazer amigos. Pode ser um estorvo, em algumas situações. Contudo, eu sou um bocado seletiva com os meus amigos. Demoro a realmente confiar neles. O pior é quando tenho uma crise de depressão e ansiedade juntas, e me faz pensar que ninguém gosta de mim porque sou um fardo na vida deles e estou sempre cheia de problemas e a queixar-me de ter problemas.
         Sendo brutalmente honesta, às vezes, muito raramente, nem me incomoda o facto de ter as crises. A sensação do meu corpo e mente a desligarem-se já começou a ser algo que parece precisar para reabastecer as energias. É um breakdown necessário para o funcionamento normal do meu sistema. (Ou é assim que tento pensar, que depois da crise fica tudo melhor). O problema é quando as pessoas pensam que é só fita e estou apenas a exagerar, que o coração não dói e que devia ser menos dramática. 

      Isto ainda é um tópico sensível para mim pois é algo que, se for dito em voz alta, as pessoas sentem pena instantaneamente. Não me interpretem mal, não estou a querer falar mal de quem faz isso, não é nada disso. É que sentirem pena de mim, ou de qualquer outra pessoa que passa pelo mesmo, não é o melhor, eu acho. 
      Sempre fui uma miúda muito calada e fechada. Tive vergonha de falar com as pessoas, era muito tímida. Lembro-me de os mais velhos falarem para mim e eu esconder-me para não ter de responder. Não conseguia fazer amigos facilmente como as outras crianças, responder às perguntas da professora era-me difícil. Só conseguia falar com quem já tinha confiança, e, ainda assim, era um pouco difícil. 
       Era e ainda sou introvertida, como disse no último post. Eu preciso de estar sozinha para recarregar baterias, não há outra maneira de o conseguir fazer. Passar muito tempo com um grupo de pessoas esgota-me facilmente; começo a ficar cansada mentalmente porque é demasiada interação pessoal ao mesmo tempo. 
        Assim, não era fácil ter amigos. Nunca foi fácil. Sempre sentia que incomodava se falasse com alguém que não conhecesse. Sentia-me a mais ao falar num grupo de pessoas. O meu coração batia muito forte, o meu corpo chegava a tremer. Ainda me acontece, por vezes. 
       Tudo começou no oitavo ano. Não entrando em muitos detalhes, vi-me sem amigos (ou achava eu que eram amigos). Na minha cabeça, eu estava sozinha. E, num momento em que estás a desenvolver, a criar ideias sobre o mundo, a perceber como tudo funciona, é complicado estar sozinha. Em casa, as coisas também não eram fácies. A diretora de turma obrigou-me a ir à psicóloga, o que ajudou bastante. Ainda assim, as coisas voltaram ao mesmo quando saí do básico e, por sua vez, saí do aconselhamento psicológico.
       As coisas continuaram turbulentas no secundário, ainda que tenha melhorado imenso. Comecei numa turma nova e percebi que EU tinha o poder de controlar se me afetavam ou não, de alguma forma. Ora, o facto de alguém me achar algo só me afeta se eu deixar. Vamos pensar no dia-a-dia: essa pessoa que disse isso conhece-me? Não. Então porque é que devo estar preocupada com o que Y disse sobre mim se não me conhece? Se fosse algum dos meus amigos a dizer isso aí sim, devia preocupar-me. Os de fora falam por falar e tendo a minha consciência tranquila, não me podem afetar.
       Foi na altura do secundário que também percebi, realmente, o que são relações tóxicas. Eu tinha uma pequena noção do que eram por causa dos filmes e assim, mas só por volta do 11º ano que percebi o que realmente era passar por uma coisa dessas. É desgastante, esgota qualquer energia que se tenha, qualquer sentimento positivo que se tenha, mexe-nos com a cabeça de tal forma que não nos apetece falar com mais ninguém, manipula ao ponto de achar que tenho culpa por algo que nem sequer fiz. Então piorou, tudo piorou nessa altura. A minha ansiedade e depressão chegaram a níveis que não tinham chegado antes: não conseguir estudar, sentimentos de culpa, cortar-me, desejar não ter nascido, foi um período intenso de emoções. Tudo isto porque queria ajudar alguém que não queria ajuda e não se importava comigo. Felizmente, percebi a tempo o que era e comecei a deixar a pessoa ir porque, como aquela frase cliché diz, "Às vezes aguentar dói mais do que deixar ir."
       O décimo segundo e o primeiro ano de universidade foram os que me mudaram imenso em termos de comportamento para com a vida. Comecei a sentir-me melhor comigo mesma, aceitar quem sou, aceitar que demoro mais do que os outros mas chego lá. As crises começaram a ser menos frequentes, apesar de serem mais intensas. A pressão de escolher o que queria seguir, ter notas suficientes para entrar na universidade, não entrar na primeira fase de candidaturas, não entrar na segunda, entrar na terceira e sentir-me um alien na turma porque já todos se conheciam, tirar a carta, perder o telemóvel, ir ao meu primeiro exame de recurso. Muitas coisas parecem pequenas em termos de significado e podem não parecer importantes, mas para mim foi tudo muito marcante e stressante.
       Agora é mais do mesmo, sinceramente. As crises são mais espaçadas mas intensas, ou há vezes que passo semanas a ser a pessoa que era antes, sem motivação, a querer acabar com tudo, a remoer sobre coisas que já nem posso mudar. Há dias que os ataques de ansiedade pioram e não sei explicar o porquê de isso acontecer. Há dias que está a correr tudo bem e apenas vou abaixo. Há dias que estou super bem e, no dia seguinte, acordo com o peso do mundo nos meus ombros. Há semanas produtivas, há semanas que quero desistir. Continua a ser uma mistura de emoções e sentimentos.
       Eu tentei medicação. Não funcionou comigo. Sinceramente, nem tentei trocar para outra porque eu não dou com medicação. Tinha medo de ficar dependente e não gosto de tomar comprimidos. Então tentei melhorar por mim mesma. Foi algo que precisava de fazer sem ajudas de terceiros, entendem? Foi necessário para mim mudar a minha perspetiva das coisas. E, desde então, muitas coisas boas aconteceram e é a isso a que me agarro quando estou desmotivada, ou até a coisas que fiz quando estava muito mal: tenho um grupo de amigos bons, escrevi um livro inteiro, fui a Sevilha, Bordeaux com o meu dinheiro, estou num part-time que requere falar com pessoas a todo o momento, consegui comprar roupa com o meu dinheiro, consegui comprar uma máquina fotográfica, estou a conseguir continuar com o blog, cheguei ao terceiro ano sem cadeiras para trás (esperemos que continue assim), tenho um namorado maravilhoso e compreensivo, tenho mais auto-confiança (ainda não estou totalmente no topo, mas vou chegar lá), estou a saber lidar melhor com as pessoas, tirei a carta, passei de caloira a doutora, tento ver a vida de uma forma mais positiva.
       Acho que depressão e ansiedade nunca passam por completo. Vão estar sempre pedaços disso dentro de nós. Eu pensava que tinha melhorado e afinal há dias que sinto-me como antes. Vai estar sempre presente, entendem? Não te definem mas acabam por fazer parte de nós, de uma maneira ou outra. O melhor é mesmo aprender a viver com isso e esperar que boas pessoas apareçam no teu caminho porque, honestamente, isso foi muito importante para mim. Não há nenhum truque secreto para lidar com isto. Então, respondendo ao título: não há uma maneira precisa de como lidar. Ou talvez haja e eu não a descobri ainda. A verdade é que o maior esforço tem de vir de ti porque não importa quantos psicólogos visites ou quanta medicação tomes, nada adianta se tu não quiseres. E não o digo da maneira mesquinha de "a culpa é tu", digo-o como "tu controlas porque o corpo e a mente são teus, só tens de aprender a fazê-lo, demore o tempo que demorar."


Este post é demasiado baseado na minha vida e talvez seja porque é muito monótoma. Desde pequena que tenho medo de andar de carro por causa de acidentes que já tive com os meus pais e de ver tantos malucos na estrada. Então, tirar a carta foi uma coisa esquisita para mim porque não me sentia pronta mas, ao mesmo tempo, estava descontraída. Já fez 2 anos que tirei a carta e devido ao vasto conhecimento adquirido, decidi partilhar 6 coisas que não me disseram antes de tirar a carta e que me fazia jeito saber.

1. Não vai fazer diferença nenhuma.
Sempre me disseram que quando tivesse a carta que ia querer sair imenso e que não ia parar em casa. Ora, isso até poderia ser verdade, mas visto que não tenho carro próprio, tanto me dá. Não me senti mais adulta por ter a carta, para ser sincera - exatamente porque poucas vezes podia conduzir. Os meus pais quiseram dar-me a carta para não ter de lhes pedir para me levarem a X lugar, no entanto, não tendo carro estou dependente deles na mesma. Senti ainda mais responsabilidades, o que pode ser bom e mau ao mesmo tempo. 

2. Tens de estar atent@ a ti e aos outros.
Quantas vezes ia bater se não tivesse a ver o que os outros "condutores" estavam a fazer... É realmente incrível o que acontece quando as pessoas tiram a carta no Chocapic.  É bastante irritante quando as pessoas não dão pisca a indicarem para onde vão ou quando fazem a rotunda por fora para ir para a segunda ou terceira saída. A melhor, mesmo, é quando ultrapassam ou querem mudar para outra faixa de rodagem e não avisam com antecedência, ou seja, tenho de travar rápido para não causar acidente. E quando não ligam os médios com mau tempo? Ou quando não sabem conduzir com mau tempo? A-d-o-r-o.

3. É IMPORTANTE saber mudar um pneu e outros tipos de manutenção.
Não consigo sublinhar isto o suficiente: é importante SIM saber mudar um pneu ou preencher uma declaração amigável. Caso algo vos aconteça, não têm de andar a pedir ajuda aos vossos pais - o que iria deixá-los preocupados.

4. Passas a ser motorista e moç@ de recados.
Não é preciso dizer muito. Agora sirvo de moça de recados, ter de ir buscar X ou Y porque a minha mãe se esqueceu ou buscar o R porque não tem carta e não tem como ir para o mesmo sítio que eu. (Também tenho de pedir boleia às vezes porque não tenho carro próprio...)

5. Não é o fim do mundo se reprovar.
Falo isto porque em ambos dias que fiz o exame de condução e exame escrito correram-me mal. Contudo, passei nos exames. Mesmo que não passasse, é claro que iria ser mau e chato para mim e para os meus pais mas há sempre a possibilidade de voltar a tentar e melhorar naquilo que erraste. Se eu consegui, vocês também conseguem!

6. És automaticamente ric@.
Basta tirares a carta que já te consideram rica, se tens carro próprio ainda mais rica és. Tantas vezes que assumiram logo que tenho carro só porque tenho carta e isso deixa-me muito confusa porque um não equivale a outro mas as pessoas teimam em mantê-los de mãos dadas. Depois vêm dizer-me "Então? Tens carta e andas de autocarro?"...  ...   ....    ......    ....  Talvez seja porque não tenho carro? E se tivesse? Não tens nada a ver com isso?

Se gostarem deste post talvez consiga fazer um dedicado a dicas para conseguirem passar no código? Não tenho muito a dizer mas talvez ajude alguns de vocês.