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A cultura asiática tem uma lenda conhecida como o Fio Vermelho do Destino. Os deuses atam um fio vermelho invisível naqueles que estão destinados a encontrarem-se ou a ajudarem-se de uma maneira ou de outra. As duas pessoas são amantes incontestáveis; estão destinados independentemente do lugar, tempo ou circunstâncias. O fio pode esticar ou embaraçar, mas nunca rasga.
Acaba por ser o que é considerado uma alma gémea na parte ocidental. Não romanticamente, mas o tipo de alma gémea que acontece a um nível astral. O destino está escrito e pode-se mudar certas coisas, mas não todas. Há aquelas que são inquebráveis e não há forma alguma que as possa despedaçar – têm de acontecer porque há uma série de acontecimentos dependentes do primeiro, como o efeito borboleta. A única coisa que pode mudar é a maneira como reages a elas – isso depende totalmente de ti.
Eu era diferente em todos os aspetos: física e mentalmente. Todos somos diferentes, na verdade. A nossa identidade é única, assim como a nossa impressão digital. É o que nos distingue dos restantes. Coloca-se aqui a questão: somos assim tão especiais ao sermos diferentes se isso é aquilo que nos torna iguais? Sinto-me uma estranha no meio de seres humanos que parecem saber o que fazer da sua vida.
A minha altura colocava-me numa posição muito desconfortável, já que era maior do que o tamanho médio de uma rapariga; os olhos tingidos com o aborrecido verde-acastanhado; as pestanas que eram claras, dando o efeito de que eram quase inexistentes; as unhas roídas por causa dos esforços sociais aos quais sou exposta; as maçãs do rosto que são demasiado definidas para o tamanho da minha cara; a estrutura óssea que não me deixava ser perfeita; as rugas de expressão que, ao longo dos poucos anos de existência neste planeta, se desenvolveram e decidiram habitar na minha face – isto era uma das poucas coisas que até gostava de ter.
Os pensamentos que insistiam percorrer rápida e furiosamente na minha mente estavam constantemente a lembrar-me a estranheza que estava entranhada no meu ser e parecia permanecer até ao fim. Das poucas vezes que proferia a minha opinião, olhares eram-me lançados por ser tão divergente do comum, deixando-me desconfortável cada vez que olhavam para mim sequer.
Com estas conclusões, era algo óbvio que amigos eram algo de que a minha vida carecia. Apenas uma rapariga poderia ser rotulada de amiga – Stefanie Ryan. A típica adolescente americana com o seu cabelo clareado nas pontas; os seus olhos perfeitamente delineados com um caramelo dourado, quase cor de ouro; o seu corpo parecia ser moldado à imagem de Marilyn Monroe; os seus lábios eram carnudos e na perfeita cor de vermelho rosado; A sua pose, o seu estilo, a sua voz, a sua pele e até as suas unhas dos pés eram perfeitas.
A realidade é que eu não era uma pessoa interessante; nem a mais positiva. Nem a mais confiante em si ou nas suas decisões ou nos seus raciocínios. Estabilidade era algo que nunca foi presente na minha vida.
Os meus sentimentos e emoções eram escondidos ao máximo, tentando diminuir o estrago dentro de mim. Na minha mente, se eu não demonstrasse qualquer tipo de afeto ou confiança, ninguém me podia atingir.
A minha teoria estava a correr perfeitamente bem. Até que ele apareceu.



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            Está aqui o prólogo do meu bebé! Para quem já leu Evanescente no Wattpad, sim, mudei o prólogo e mais algumas coisitas. Foram três anos desde que acabei o livro até decidir mandar para as editoras, era óbvio que já não me identificava com certas coisas que foram escritas. Ainda assim, a enredo final continua o mesmo, só precisava de umas melhorias aqui e ali.
             Para quem não entende do que falo: Olá! Sou a Marta e publiquei um livro chamado Evanescente, um drama adolescente com um bocado de romance. É a história de um cliché (adoro pegar em clichés e desconstruí-los). Um rapaz popular chega atrasado a uma aula e senta-se no único lugar disponível: ao lado de uma rapariga que ninguém conhece e ninguém quer saber dela. Acabam por se conhecerem e o resto é história (literalmente).
             O que quis criar com este livro foi uma espécie de experiência social em que vão dar por vocês a criticar certas personagens pelas más escolhas, mas vão acabar por perceber o porquê de elas as fazerem em primeiro lugar. "Tu nunca sabes o que realmente se passa na vida das pessoas. Não sabes o que pensam, não sabes o seu passado, não sabes nada. Tu não sabes o que se alterou na vivência da pessoa para se transformar no que ela é hoje. Algo pode ter desaparecido, alguma coisa pode ter acontecido. Todos somos instáveis, tudo é passageiro, tudo pode disspar-se a qualquer momento. E quando tu achas que sabes algo, tu só sabes apenas o que vês ou ouves, não a realidade." Foi isto que escrevi na contra-capa do livro e acho que resume o enredo sem dar detalhes específicos.
             São 406 páginas escritas com amor, suor, lágrimas e muitas noites de inspiração. É o meu primeiro retrato como escritora e não mudava nada nele. Antes de o comprarem, considerem uma coisa primeiro, por favor: mantenham a vossa mente aberta. Tudo o que escrevi foi propositado, desde a escrita meio que infantil no início, até aos detalhes que parecem não bater certo ou meio hipócritas. Este é o primeiro livro de uma história de dois livros. A sequela vem em breve. Mantenham-se atentos.

ONDE COMPRAR?
- Falando comigo se quiserem cópia assinada.
- Wook.
- Bertrand (online e física).
- Cordel D'Prata (site da editora que permite enviar para o estrangeiro).
- Livraria Bracara (BRAGA)
- 100ª Página - Livraria (BRAGA)

ONDE PODEM DAR A VOSSA OPINIÃO? 
- Nas minhas redes sociais.
- Em todos os sítios que mencionei acima.
- No GoodReads, que seria onde agradecia imenso se o fizessem.

O Até já que escrevo em quase todo o lado tem um significado especial que é revelado no livro, por isso que quando assino os livros o escrevo também.
Então,
Até já,



O meu rosto está molhado de todas as lágrimas que não param de cair. 
Qual é a sensação de estares aí em cima, nesse pedestal que criei para ti? Diz-me. Achas que consegues viver sem mim? Não te esqueças de quem te fez chegar onde estás. Fui eu, meu amor. Estás tão alto e olhas cá para baixo, só vês formiguinhas a andarem de um lado para o outro. Tem cuidado que a queda é demasiado grande, tão grande quanto a tua ignorância. Fui capaz de queimar -me para te aquecer, de esquecer-me para que pudesses lembrar-te de quem eras. Ingénua, eu sei. Eu não sabia melhor do que querer proteger-te de todo o mal. Tornei-me um escudo humano para uma rosa com espinhos: eras tão bonito, mas magoavas-me cada vez que me tocavas. Os teus demónios tornaram-se os meus, brincando com aqueles que já habitavam comigo. A tua opinião contava mais do que a minha, tudo o que eu dizia tu criticavas, esta relação era unilateral no que tocava ao apoio, as minhas iniciativas eram fracas e os meus projetos eram falhados. 
Vá, conta-me: como te sentes ao saber que fui eu que te pus aí em cima?
O teu orgulho é espada com duas pontas afiadas: magoa-me a mim, e a ti. Custa-te admitir que não conseguiste sozinho? Estou adorar saber que te sentes inseguro sem mim. Lembra-te de todas as vezes que me fizeste sentir da mesma maneira só porque querias ter controlo sobre mim. Lembra-te o quão irrelevante és sem mim, amor. Quem mais se importa contigo da maneira que eu me importo? Manipulavas-me da maneira que mais bem te entendia; criavas histórias em que eras o herói; embelezavas as minhas feridas, dizias tu, querendo apenas torná-las mais evidentes. Já percebi o teu jogo: perdeste. 
Uma relação de amigos com benéficos, exceto a parte de que eras meu amigo e que não tinha benefícios nenhuns. E desculpa se te tenho tratado no masculino, mas achei adequado, já que és o oposto de mim. Depressão, amiga, companheira, trai-me lá com a ansiedade, vocês merecem-se. Já eu, eu ganhei, mas acima de tudo, ganhei-me de volta de ti. São lágrimas que caem, mas são lágrimas de orgulho.
Somos seres de hábitos e de melhorias. Por muito pessimistas que alguns de nós sejam, eles querem melhorar e serem a melhor versão deles mesmos. Corre tudo mal, mas continuas a tentar - isso é o necessário para realmente conseguires chegar onde queres. 
Somos criaturas de comparações: ela é mais bonita que eu e ele conseguiu chegar primeiro onde eu queria e nem o mereceu. É impossível não comparar, nós queremos ser melhor, melhor que o vizinho e aquele ex-namorado que te fez mal, ou a bruxa da tua prima que tem a mania da superioridade.
Vamos então ser melhores, sim, mas melhores que o nosso eu de ontem, não com fulano ou fulana. A única comparação que deves fazer é apenas contigo mesm@. Olha para ti, lembra-te do que eras há seis meses, há um ano, há cinco anos atrás. O que mudou para pior? O que mudou para melhor? Inevitavelmente, algo mudou e pode mudar de novo porque a única constante da vida é a mudança.
De que adianta pensares que A conseguiu se não estás a fazer nada para tu conseguires? Valoriza-te. Aprende a dar-te valor e a tratar-te como se fosses o(a) teu(tua) melhor amigo(a). Tens objetivos? Boa, faz uma lista do que pretendes concluir e traça um plano de ação para chegar lá. Começa por algum lado. Faz uma pequena mudança na tua rotina. Não adianta ficares a lamentar-te quando podes fazer algo para ti, por ti.
Estás a sentir os teus pensamentos negativos aparecerem e aquela vozinha a dizer-te que não vais conseguir ou que o sobrinho da mulher do primo do teu tio conseguiu chegar lá rápido e é bem melhor do que tu. E daí? Qual é o problema? Só por haver alguém já no topo quer dizer que não possas estar também? Tu podes chegar lá, sim senhora.
Deixa a voz falar, não a ignores. Aliás, dá-lhe total atenção. Reconhece-a e dá-lhe o seu devido valor. Tudo bem, agora segue em frente. Essa voz é só a preparação daqueles que te querem bem, mas não melhores do que eles e tens de aprender a lidar com ela. As pessoas vão dizer-te que estás a seguir por caminhos incertos, que vai demorar, que devias ter outro plano, que devias ser mais como o Francisco. Deixa-as falar, a vida é tua, não do Francisco (a não ser que te chames Francisco).
O que tens a perder se seguires algo que gostas? Seguiste porque o teu coração te comandou - isso ninguém pode criticar. Além do mais, tens imenso tempo para mudar se não correr bem. A vida é cheia de tentativas erros até chegar à tentativa acertada e, ainda assim, pode ser a acertada, mas não para aquele momento da tua vida. Continua, persiste. O tempo que perdes é o teu, não é de mais ninguém. Tu vais conseguir. Eu acredito.

Espero que tenham gostado do post! Na verdade, eu estava a escrever isto para mim, para me lembrar destas mesmas palavras quando pensei que não sou a única a estar nesta situação ou a precisar de uma motivação para continuar. Acredita, porque eu acredito. O post é muito aleatório, eu tenho noção disso, mas foi mesmo escrito para mim.
Não se esqueçam de partilhar o post se gostaram e mencionarem-me para conseguir ver. Se tiverem dicas para blog posts novos, deixem nos comentários! Podem seguir-me nas redes sociais (twitter e instagram: personificar) para receberem excertos dos meus futuros projetos, de posts ou da minha vida. Podem também inscreverem-se na newsletter para receberem e-mail mal eu publique um post! 
Obrigada pela vossa atenção, até já Rainers! 

(post publicado no meu antigo blog a 31 de Agosto de 2015. apenas irei modificar certas coisas, mas essencialmente é isto. coisas acrescentadas estão a itálico.).
            Eu sei que não vais querer saber, nem sequer vais ouvir ou ler o que tenho para te dizer. Sei que não vais procurar por mim e sei que não te importas se estou bem ou mal, nem me desejas o melhor, eu sei disso. Mas preciso que saibas, com a mesma intensidade que queres que eu saiba o que me queres dizer, que eu nunca te desejei mal. Eu nunca te odiei, muito pelo contrário, e talvez tenha sido esse o problema: gostar demasiado de ti. Eu amei-te. Doía fisicamente gostar de ti. E era uma coisa incontrolável visto que tentei deixar de nutrir sentimentos por ti, mas eles acabavam sempre por voltar inexplicavelmente. Eu sempre te pus em primeiro lugar e tu nunca me escolheste em primeiro. Eu tentei ajudar-te de todas as maneiras possíveis, da melhor forma como eu podia, mas tu não querias ajuda, só não querias era estar sozinho. E, ultimamente, tu não querias a minha ajuda e a minha presença, apenas querias alguém como plano B caso as tuas relações corressem mal. Deixavas isso bem claro com pequenas ações inocentes (achava eu), só que eu não o queria aceitar como a realidade.
            Quando me coloquei, pela primeira vez, em primeiro lugar e não a ti, tu começaste com os insultos e a dizer que fiz más escolhas quando a) tornar-me prioridade nem devia ser uma escolha e b) devias ficar feliz por me estar aceitar como alguém e não como algo. Deixaste de me falar, bloqueaste-me da tua vida como se eu fosse um acessório suplente. Tu esqueceste-te que eu não sou uma marioneta que pode ser usado e mal tratado em teu benefício. Por muito que não goste de falar sobre eles, eu tenho sentimentos e sinto! E, de tanto que os engulo, eles acabam por saltar com uma furiosidade que não dá para os manter quietos. Eu sou um ser humano, sou a rapariga que ficou ao teu lado depois de todas as asneiras que fizeste, todas as maneiras possíveis e imaginárias que me magoaste, depois de todas as tuas idas e voltas, depois de me tornares uma personagem secundária na tua história quando tu eras a principal na minha.
            A minha sinceridade foi algo que sempre te deixou encantado e irritado porque sabias que o que eu tinha a dizer, dí-lo-ia. Antes de partires disse-te que me deixavas vulnerável e levaste isso como algo negativo. Era suposto ser um elogio, na verdade. Tornar-me vulnerável é algo que eu sempre detestei porque significava que teria algo a perder: neste caso, tu. Para mim, ficar vulnerável significa ter sentimentos e emoções por alguém, significa gostar tanto de alguém que já nem importa se te magoas ou não, o que importa era mostrar esse amor. E eu tinha-os por ti, mas tu não compreendias o meu lado. Nunca compreendeste. Tudo bem, eu compreendo. O erro foi apenas e unicamente meu.
             Eu confiei o meu coração em ti. Ele já era frágil e tu sabias disso, mas deixaste-o cair e ainda o pisaste. Tu gostavas de brincar com os corações partidos só para ver o quão danificado ele podia ficar mais. Eu realmente não te desejo mal nenhum, independentemente de me odiares ou de quereres a minha morte. Eu espero, do fundo do meu coração, que sejas realmente feliz e que encontres alguém que cuide de ti da maneira que não soubeste cuidar de mim. E, quando encontrares, por favor, não faças nada de mal. Ama-a da maneira que dizias amar-me, protege-a da maneira que dizias querer proteger-me. Eu vou ficar bem sozinha porque apesar de tudo, ainda consigo pegar no meu coração despedaçado e voltar a coloca-lo no sítio.
            E obrigada por me teres ensinado tudo aquilo que não devo aceitar numa relação de amizade ou de amor. Graças a ti aprendi que eu tenho direito a mais quando se gosta de alguém e que, apesar de tudo o que estou disposta a fazer pela pessoa, devo estar igualmente disposta a fazê-lo por mim. Tenho de tratar de mim da mesma forma que se trata de um dente-de-leão. Ele é frágil, não pode ser abanado com força porque se desfaz. Tem de ser cuidado e delicadeza para que ele continue a ser quem é. 

✒ amei-te.

by on outubro 10, 2018
(post publicado no meu antigo blog a 31 de Agosto de 2015. apenas irei modificar certas coisas, mas essencialmente é isto. coisas acresce...
Usar o processo de eliminação para descobrir quem sou. Aquilo que eu não sou é o que me vai ajudar a descobri o que sou, quem sou, o que quero, o que preciso. Será isto verdade? Talvez seja, talvez não seja. A verdade é que é difícil saber quem se é. É difícil conseguir definirmo-nos através de palavras sem parecer egocêntrico ou convencido - confunde-se, muitas vezes, confiança naquilo que não somos com estas qualidades. Há aquela pressão de saberes imediatamente aquilo que és, tens de saber aquilo que gostas sem antes teres experimentado suficientemente bem, tens de escolher o teu futuro com apenas 16 anos. Dizem que mudamos de 7 em 7 anos, eu acho que se muda todos os dias, ainda que pouquinho. Não se sabe o dia de amanhã, não sei o que vem no próximo ano. As minhas ideias, as minhas crenças, as minhas vivências podem e irão mudar, é a lei da vida. Erros serão cometidos, lágrimas irão cair pela tua cara, dores internas e externas irão existir - acontece. E está tudo bem com isso. É o que acontece quando se está a crescer e a perceber quem não se é.
Este vídeo deve ser visto por toda gente, desde pré-adolescentes a adultos. Foi o que me inspirou a escrever isto e, honestamente, era o que estava a precisar de ouvir e escrever para me relembrar todos os dias.