No outro dia recebi uma mensagem anónima a dizer e cito "Quanto ao teu aspeto físico, pára de dar tanta importância à forma material que te foi dada para transportar a alma, és tu quem apontas isso, mais ninguém se importa, és tu quem abre esse caminho, assim que parares de ter um problema com isso o problema acaba e a vida segue, o corpo é banal.". Que bonito de se dizer “para de dar importância a isso” como se os meus sentimentos não fossem válidos. É giro de se dizer que o meu aspeto físico não importa quando toda a minha vida me disseram que seria mais bonita se emagrecesse, que devia parar de comer isto ou aquilo porque ia ficar gorda, que devia fazer melhor, que devia ser mais bonita. Afinal sou eu quem aponta isso porque “mais ninguém se importa”. Claro que não. A sociedade passa esta imagem de um padrão de beleza que não varia mas “mais ninguém se importa”. A sociedade diz que as mulheres devem ser assim ou assado, mas “mais ninguém se importa”. Tens alguma ideia o quão lixado é ter dez anos e ouvir que devia preocupar-me com o meu corpo porque podem não gostar de mim? Tens alguma ideia o quão lixado é ouvir que as tuas amigas são bonitas mas ninguém te menciona?
As pessoas dizem que devia gostar de mim tal e qual como sou mas não ensinam como o fazer. Acham que são frases feitas do Tumblr ou do Pinterest que vai fazer uma grande revelação na minha mente, ou na mente de alguém. Quão triste é explicarem contas de matemática com números e letras, no entanto, não explicam como sentir-se bem nos nossos corpos.
É fácil dizer para ignorar os comentários maldosos, para bloquear quaisquer pensamentos negativos que tenha. Não é assim tão fácil realmente fazê-lo quando os comentários e os pensamentos preenchem todos os cantos livres da tua mente, assombrando uma e outra vez.
Não é uma escolha não gostar de mim. Não é como se eu pudesse estalar os dedos e o meu problema desaparece. E é difícil falar o que não gostamos de nós porque o julgamento das outras pessoas é tão duro que tu não queres que ninguém saiba pois essa fraqueza pode ser usada contra ti. 
Então não me venham com a história que eu devia gostar de mim. É claro que devia, isso é bastante óbvio. Porém, adicionem o facto de que vai levar tempo e que não vai ser fácil - é duro saber isso, mas ajuda mais do que falarem do que não sabem. É uma viagem intensa, cansativa, dolorosa; mas vale a pena.
21 - 28 Outubro 2017.
 
          No sábado acabei milk and honey - MELHOR LIVRO DE SEMPRE. Foi uma prenda de anos (e um livro que queria ler há imenso tempo) e foi, sem dúvida, uma das motivações e inspirações para continuar a escrever e editar o meu livro. Talvez faça uma review do livro (se bem que sou péssima a dar opiniões sobre algo, por muito que goste). Foi um misto de emoções a ler este livro porque o livro em si são muitas emoções juntas. 
       No domingo tive de trabalhar de tarde e recebi a notícia de que fui aumentada. Nem me importei de ter passado a tarde a limpar pó, basicamente. 

  
          Segunda, descobri que eu estava no futuro já que era dia 21 mas o relógio de um dos edifícios da minha universidade afirmava ser dia 9 de outubro. Não é só o Doctor Who que vai para o futuro. Tive positiva a alemão. Eu não sei como os testes me correm até ter a nota e saber que consegui o primeiro teste de alemão foi um bom momento para mim. 
          Terça percebi que o meu cão é um sapo. Ele deita-se para receber um ossinho, mas desta vez amuou por algum motivo e ficou assim. Talvez tenha deixado o passe em casa e tivesse de voltar para trás para o buscar (ups).
          Quarta feira foi basicamente correr para o autocarro de manhã (como todas as restantes manhãs) e chorar em alemão.
          Apresento-vos a demonstração das quintas-feiras: nada. A professora olha para o teto e o meu tempo de atenção é muito limitado. Esta jovem ruiva é o tipo de pessoa que me acompanha nas minhas faltas de atenção (também é um bocado tone, mas isso aguenta-se). Ela tem sido a minha rocha, honestamente. Não sei como conseguia sem ela.
Foi a aula que soube quem andava a ver porn, que descobri como meter o texto e os bonequinhos dos instastories a mexerem-se juntamente com a imagem e percebi que sou devia aplicar-me a estar atenta. 


          Sexta feira: greve. Não sei porque é que as greves têm de calhar sempre à sexta, mas como não sabia se tinha autocarro de ida e de volta, fiquei em casa. Soube-me pela vida ter este diazinho para mim. PELA VIDA. Apesar de me ter sentido mal por ter faltado a linguistica inglesa quando finalmente tinha preparado o estudo para a aula.
Admito que, por alguma razão, senti-me um pouco sozinha. Acho que ir à universidade é das poucas maneiras de sentir que o meu dia está completo, não sei explicar. Tenho andado sem vontade de estudar, falar com pessoas, socializar fora do meu grupo de amigos e, ainda assim, custa. Dá uma perguiça de ter qualquer interação humana além da ruiva e do pessoal da minha turma. Ando um pouco desconectada de tudo e não há motivação nenhuma para, realmente, esforçar-me a fazer algo minimamente produtivo para mim e para a minha alma.
Já à noite, The Good Doctor fez-me chorar, como sempre. É uma série que tem chamado imenso a minha atenção por terem juntado dois transtornos no mesmo personagem, a forma como os esteriotipos são subjugados e interpretados. Apenas maravilhoso.


          Tenho reservado os sábados para coisas calmas, relaxantes, criativas. De manhã estive a atualizar-me numa novela que me tem chamado atenção: A Herdeira. Não sou muito de novelas porque certas reações das personagens são demasiado falsas e exageradas para eu ter paciência para ver isso. No entanto, esta novela é uma das poucas que eu gosto. Tem falado de assuntos como xenofobia, racismo, o poder dos ricos, a maneira como se é manipulado pelos quarteis de drogas (ou outra coisa qualquer). As personagens tem as suas diferentes camadas de personalidade, não sendo personagens planas (só boas ou só más). Numa história interessa-me como a representação de alguém é feita porque há muito a mania de criar uma ideia apenas numa só personagem e isso não acontece na vida real. 
           De tarde tentei adiantar algum estudo, nomeadamente acabar de ler uma peça de teatro alemão: Emilia Galotti. Não sei se foram as novelas mexicanas que se inspiraram no teatro alemão ou vice-versa, mas são bastante estranhos. Fiz uma pergunta de sim ou não sobre o teatro ao meu professor e ele respondeu-me com spoilers. Chorei? Chorei. O importante é que respondeu ao email.
Fiz panquecas de chocolate - souberam-me pela vida.
              A noite deixei para me atualizar em Supergirl, uma das minhas séries favoritas. A Kara é tão fofinha que me faz querer abraça-la e protegê-la do mundo.

Espero que tenhas tido um boa semana, 
rainofwords.

Estava a ver a youtuber Lavendaire quando me deparei com um vídeo diferente. A criadora falava de cinco vidas imaginárias, como se fossem cinco universos paralelos que ela gostava que existissem. Decidi, então, imaginar a minha própria vida além de ser uma estudante de línguas e literaturas. O que seria eu se não fosse eu?

1. Médica (Legista)
Não me perguntem porquê mas as ciências sempre me fascinaram. Eu era bastante má na escola, mas adorava ver documentários e pesquisar um pouco mais sobre certos assuntos. Devo admitir que no verão estava com o meu namorado no carro a ir para casa e dei por mim a procurar as leis de Newton - fiquei a perceber melhor do que quando as aprendi em aulas. Além disso, sempre tive uma tendência natural e inconsciente de querer ajudar as pessoas. Ser médica permitia-me fazer exatamente isso de uma maneira imediata. Ser médica legista deixa-me dar a paz de quem partiu para poder dizer exatamente como partiram. Talvez possa culpar Ghost Whisperer e Body of Proof. 

2. Psicóloga Criminal/Psiquiatra
Isto vem por causa do meu interesse constante da mente humana. Não me chamem maluquinha mas a mente de um psicopata, de um doente mental é tão interessante! Perceber o porquê de serem diferentes, o porquê de serem como são. Tive uma cadeira chamada Personalidade e Crime e só aguçou o meu interesse por estas carreiras.

3. Cientista de Linguagem Corporal
Isto ainda se enquadra, mais ou menos, na vida anterior: a minha curiosidade pelo ser humano não acaba. Aquela famosa série Lie to Me inspirou-me para querer saber mais dos porquês de alguém mentir, de como mentem. Não só: a maneira como reagem a certos estímulos, como conseguem manipular as pessoas. É um outro mundo, na minha opinião.

4. Astrónomo
Quem não quer viver para falar sobre as estrelas, os planetas, a vida além do nosso planeta? Acho tão fascinante o pensamento de não estarmos sozinhos neste mundo. Além de que os planetas e as estrelas parecem-se como pessoas à espera que as convidem para entrar no jogo, ali a chamar por nós, para conhecê-los verdadeiramente. Eu não sei, sempre achei intrigante.

5. Atriz/Diretora/Música/Escritora
Isto é o óbvio, claro. O meu lado "criativo" espera sempre que uma destas carreiras sejam reais pois apenas quer existir para sempre. Sempre achei desafiador e divertido usar a criatividade como forma de viver ainda que o medo se apodere de mim. Atriz porque podia ser milhares de personagens, encarnar personalidades distintas e complexas. Diretora porque podia criar obras de arte visuais, transmitir emoções através de imagens. Música porque podia inspirar as pessoas com as minhas obras. Escritora porque podia meio que juntar todas as razões anteriores numa só. Devo admitir que, de todas as opções, esta parece a que tem a minima chance de acontecer. Veremos.

Imagina-te a viajar pelos diversos universos paralelos, quem querias ser?

✿ vidas imaginárias.

by on outubro 25, 2017
Estava a ver a youtuber Lavendaire quando me deparei com um vídeo diferente. A criadora falava de cinco vidas imaginárias, como se foss...
(poema do livro milk and honey de rupi kaur)

É incrível como uma frase pode fazer-te sentir tantas coisas ao mesmo tempo. É incrível como algo pode mudar o teu humor de forma tão repentina que achas ser um pouco doida. A verdade é que estas palavras sábias chamaram as minhas memórias de pessoas. 
Não estou a querer falar no presente, felizmente. Acabei com a toxicidade que me havia rodeado e penetrado nos poros, como um veneno constante. Lembro-me de me sentir emocionalmente esgotada por cada momento que alguém usava a sua manipulação para cima de mim. A minha alma parecia desvanecer um pouco mais quando os seus poderes faziam efeito. Era como se me sugasse a determinação, a pouca determinação que restava em mim. Não adiantava se eu tentasse lutar para contrariar, era um quero-não-quero, um ciclo vicioso e doentio. Doentio mas bom. Tornava-se delicioso quando, por vezes, a sua magia funcionava ao contrário e eles é que precisavam de mim. Era eu quem era precisa e não eu a precisar. Sentia um cómico gosto na minha boca, com um sorriso malandro que aparecia mesmo não o querendo.
No entanto, eu sabia que era perigoso continuar assim. A minha sanidade estava a falhar nas horas H, querendo virar-se contra mim. Talvez eu merecesse por adorar quando precisavam de mim, talvez não merecesse. Eu não sabia bem o porquê mas sentia que não podia continuar com aquela rotina de mágoa e tortura. Chegava a preferir estar cansada fisicamente do que emocionalmente. A minha mente perdia-se por entre memórias inventadas e sentimentos ilusórios criados por mentiras ditas. O amor desamado, as histórias elaboradas, a manipulação ativa e os jogos psicológicos perfeitos: como tudo batia tão certo mas não batia com o coração. 
Então disse adeus. Demorou, demorou bastante. Adeus. Até um dia. Não quero saber mais de ti, ainda que seja para dizeres que pedes desculpa. Aconteceu, já não há desculpas a ser dadas. Guarda-as para ti, para o futuro que te espera. Não te quero mal, de todo. Ensinaste-me imenso com o teu manuseamento da verdade (ou devo dizer da irrealidade?). 
Irás acabar por descobrir que mereces mais e a culpa não é tua se a pessoa não vê que és arte. Podias até ser uma noite de estrelas cintilantes com todas as constelações possíveis mas se ela não te quiser ver, ela irá ignorar. Espero que um dia entendas que o teu amor não precisa de ser maior quando uma pessoa quer ser cega. 

✒ t-ó-x-i-c-o.

by on outubro 19, 2017
(poema do livro milk and honey de rupi kaur) É incrível como uma frase pode fazer-te sentir tantas coisas ao mesmo tempo. É incrível ...

Ao fim de vinte anos pensa-se que não há muito para aprender porque somos novos e não temos experiencia suficiente de vida para saber do que falamos. Errado. A cada ano acrescenta-se umas coisinhas a mais à nossa sabedoria, sabendo como absorver cada ponta de informação útil que a vida descarrega em nós. É diferente porque há aquela responsabilidade de ser adulto mas não ser demasiado adulto. Cresce uma vontade de ser livre mas não muito livre visto que com a liberdade vem responsabilidades pesadas. É um misto de sentimentos e não sei lidar com isso além de viver cada dia com intensidade e inspiração. E, então, juntei uma pequena lista de 20 coisas que aprendi nos últimos 20 anos. 
  1. Não tens de te justificar sempre, podes apagar a necessidade de dar sempre uma resposta por tudo o que fazes.
  2. O karma é real. Vai acabar por apanhar toda gente que faz mal, de uma maneira ou de outra.
  3. As coisas que ficam para ti ninguém pode arruinar porque, muitas das vezes, ficam sem efeito porque alguém disse algo prejudicial sobre isso.
  4. Faz as coisas por ti. Vais acabar por perder a motivação se fizeres as coisas pelos outros.
  5. Respira. Para por um pouco e inspira o ar que te rodeia. Saboreia o facto de ainda estares vivo(a) e poderes controlar o teu futuro.
  6. Compara-te apenas a quem foste. De nada adianta a comparação constante a quem vês nas redes sociais ou a passar pela rua, a vida de ninguém é perfeita.
  7. Aprecia as mais pequenas coisas. É desta maneira que te tornas mais feliz.
  8. Orgulha-te dos mais pequenos sucessos e dos maiores falhanços. Aceita o que fazes de errado porque é sempre uma maneira de aprenderes mais e melhor.
  9. Sê sempre sincero(a). Independentemente se magoa ou não, sinceridade é o melhor caminho a seguir.
  10. O tempo passa depressa, então aproveita enquanto há tempo para viver.
  11. Afasta-te do que é tóxico. Pessoas, fases da vida, tudo. Nada nem ninguém merece o teu tempo se te faz infeliz.
  12. Vive consoante as tuas expectativas, não as dos outros. Não importa se o outro começou ao mesmo tempo que tu e está mais avançado. O que importa é que não desististe.
  13. Sai da tua zona de conforto. É uma das melhores maneira de te acontecer as melhores coisas. 
  14. Sentir é uma benção. Não te massacres por ser demasiado sentimental, isso significa que vives.
  15. As pessoas vão embora e está tudo bem. Há pessoas que são só uma ajuda para chegar a outra fase da tua vida ou a outras pessoas.
  16. Tem coragem. Deixa-te sentir mesmo que doa, deixa-me levar mesmo que te percas. Corre mesmo que caias. Ter demasiada percausão não te deixa viver a vida no seu pleno.
  17. Amanhã é um novo dia. Todos os dias podes começar algo novo, de uma maneira nova. Não precisas de estar constantemente agarrado(a) a algo pois amanhã podes mudá-lo.
  18. Sê gentil. Sempre, com toda gente, mesmo que te magoem. 
  19. As redes sociais não definem relações. Não preciso de estar sempre a publicar fotografias com o meu namorado ou amigos para dizer que ainda me dou com eles. Não preciso de fazer discursos longos para mostrar que me importo. São as pequenas coisas que fazem que realmente importa.
  20. Esforça-te, mas não forces. Aprende a saber quando é suficiente. Não adianta estares a forçar algo que simplesmente não é para acontecer naquele momento da tua vida. É preciso saber deixar ir para poder voltar.
O material escolar acaba por se tornar muito básico na universidade já que grande parte das vezes os alunos preferem utilizar computador invés de outro método. Acaba por depender de como cada pessoa aprende e quais as suas preferências.
Tenho duas capas de argolas: uma de lombada grande para colocar todas as folhas que deixo de precisar ao longo do semestre (e, também, coloco todas as folhas lá quando passo para o semestre seguinte) e uma mais pequena para poder carregar para a universidade e onde coloco as folhas que possa vir a precisar durante as aulas.


Nas aulas em que era permitido computadores, como por exemplo, numa aula em que se baseava em história dos alemães comecei por colocar o título a itálico, o subtitulo a negrito e a data no canto superior direito, com uma linha divisória abaixo. Escrevia toda a informação que achava relevante, assim como traduções de documentos que o professor fornecia, palavras chaves alemãs que era necessário sabermos o que significavam, etapas de determinados eventos, entre outras coisas. 


Quando se tratava de comparar entre uma época e outra, fazia uma tabela com 3 colunas. Dos lados laterais colocava a informação da comparação e no meio escrevia tema que estava a comparar.


Como era uma disciplina que requeria saber datas e conceitos, criei uma cronologia separando as diferentes épocas e os seus respetivos nomes, em conjunto com uma lista de conceitos que achava importante saber. 


Após imprimir as páginas, usava os sublinhadores para destacar ainda mais as coisas importantes já que o uso de cores ajuda-me a lembrar melhor.
Quando precisava de usar papel e caneta para escrever, tentava usar a forma mais criativa e divertida de fazer os resumos. Juntava banners e diferentes linhas de separação entre os títulos e o resto da informação como tracejado ou ondulado, diferentes cores, setas ou esquemas. Usava post-its para colocar informação que lia nos artigos recomendados pelos professores ou informação extra que me tinha esquecido de por enquanto estava a escrever. 


Para escrever, estes são os materiais que utilizo. Os sublinhadores são em formato caneta da marca Staples, assim como as canetas de gel pretas. As canetas azuis são da BIC. O pack de 30 canetas de cor é da marca Staedtler triplus fineliner (já as comprei no inicio do ano passado e continuam boas já que por vezes me esquecia de colocar a tampa no sítio, o que não as fez secar).


Em termos de essenciais, o mais importante de todos é levar sempre uma pen para a universidade pois ou os professores passam ficheiros que não são permitidos colocar na plataforma da universidade ou acabam por ir para os computadores da universidade e é mais fácil colocar o trabalho que estavam a fazer numa pen do que enviar para o e-mail.
Um outro essencial é ter um agrafador em casa ou um pequeno na mochila porque muitas vezes é necessário entregar trabalhos em papel aos professores e já me aconteceu não ter como juntar os papéis.
Um furador também é bom ter pois, como é o meu caso, uso uma capa de argolas e é necessário furar as folhas que imprimo ou que os professores dão.
Uma agenda vai fazer toda a diferença na vossa organização durante o ano letivo para apontar o que precisam de fazer, quando são os testes e a entrega dos trabalhos. Não acrescentei fotografia da minha agenda porque, de momento, estou a fazer um bullet journal o que é-me mais fácil e divertido de fazer.


Com isto, desejo-vos um bom ano letivo e acreditem em vocês!

1. Carga horária
A carga horária é um pouco mais pequena do que no secundário MAS vais reparar que vais ter de estudar muito mais do que no secundário. Há cerca de 2 a 4 horas por cada cadeira, apenas 6 cadeiras. Não parece muito vai acabar por compensar no estudo extra que se tem de fazer.

2. Estudo
Como disse, o estudo é muito mais intenso do que no secundário. Eu notei uma leve diferença entre o secundário e a universidade (a minha escola já era exigente). Eu tenho dificuldades de concentração o que me obriga a ter de estudar sempre mais do que os outros. Por exemplo, o que estudo em 5 horas há quem consiga estudar numa hora. Então, para mim, já é natural ter de estudar. Tenho melhores notas agora porque, também, uma coisa ainda mais especificada de que gosto, o que ajuda bastante para estudar porque não trocaria o curso onde estou por outro. Preparem-se para passar meses sem nada e no final do semestre ter tudo junto.

2. Professores
Na minha opinião, não há muita diferença entre os professores em termos de distanciamento. Já tive uma aula em que eramos 100 e tal alunos e o professor nunca teve uma atitude de se afastar dos alunos para apenas lecionar e não tirar dúvidas. A verdade é que eles estão lá para ensinar as bases e, em casa, os alunos é que têm de aprofundar o estudo para, também, perceber onde tem dúvidas. No entanto eles oferecem sempre disponibilidade e o seu contacto de email, dão horas de atendimento ao aluno, o que é bom para tirar as dúvidas em tudo.

3. Trabalhos
Não basta apenas copiar e colar num powerpoint, cheio de links da wikipedia - a isso chama-se plágio, coisa que os professores estão sempre atentos, acreditem. Os ensaios (essays) têm de ser feitos com estrutura, formais, com o teu próprio ponto de vista, usar referência caso se use citações ou o trabalho de alguém. Tem de ter bibliografia de uma certa maneira, as citações são de uma certa maneira, usar livros invés de páginas da internet (alguns professores até dizem que só aceitam informação de livros). Usar a tua opinião é bastante importante porque é um ensaio sobre um tema em que tens de desintegrar a pesquisa que fizeste.

4. Manuais
Não existe manuais na universidade, apenas fotocópias (no meu caso, pelo menos). Em direito, pelo pouco que sei, necessita-se de comprar livros mas que acabam por ser utilizados pela licenciatura ou mestrado.

5. Intervalo
Não há intervalos. Não existe um toque que te ajuda a identificar quando a aula acaba. São os professores que te dizem quando a aula acaba e, normalmente, dão 10 minutos para sair mais cedo para que possas ir à casa de banho, comer qualquer coisa, mudar de sala. No caso de aulas com mais de duas aulas, como disse no post anterior, há sim um intervalo de 10 a 20 minutos. 

6. Permissões
Igualmente, depende dos professores, mas a maioria deixa o aluno sair da sala para ir à casa de banho sem ter de levantar o dedo no ar. Também podes comer nas aulas ou beber café porque há aulas que começam muito cedo e os professores não se importam. É claro que ir comer frango assado para a aula é um pouco exagerado mas bolachas e coisas simples é permitido.

7. Material Escolar
Eu vou fazer um post sobre o material escolar que eu tenho. Não é preciso muito mas depende de como vocês estudam. Eu sou uma aprendiz visual e usando a escrita/audição. Isso significa que usando cores, efeitos, desenhos, uma letra bonita e repetindo verbalmente o que escrevo me ajuda a aprender melhor. Assim, usar canetas de diferentes cores e post-its é algo necessário para mim. Para outras pessoas basta uma caneta azul, uma preta e uma vermelha. Vai variar bastante de pessoa para pessoa (ainda que ache que não é a mesma despesa que é no secundário ou básico).

8. Amigos
Na minha opinião, acaba-se por conhecer aqueles amigos para a vida porque são ainda mais parecidos com vocês. As mentalidades são mais evoluídas (algumas, vá) e há mais maturidade (alguma, pronto), resultando em menos drama (quem quero eu enganar, continua a haver drama, demasiado para quem já é um jovem adulto). Novamente, não é necessário ir para a praxe para fazerem amigos, tirem essa ideia da cabeça. Podem fazer amigos com pessoas fora da praxe, não há nada de errado nisso.

9. Apontamentos
Os professores fornecem slides e certas informações mas os verdadeiros apontamentos e aquilo que realmente importa é, muitas das vezes, o que eles falam. Há sempre dicas que os professores dão sobre coisas que sai nos testes ou sobre o que é importante. A maior parte das vezes os slides apenas contém pontos da informação importante em que, caso não estejas atento, não vais perceber o contexto dos pontos. O contrário acontecia no secundário em que tudo estava no livro e nos documentos que os professores davam.

10. Faltas
As faltas importam sim. Esqueçam isso de faltar sempre porque quem falta a 2/3 das aulas vai a exame. No entanto, pode-se dar mais faltas do que no secundário e não há necessidade de justificar porque, além de não adiantar de nada, ninguém vos pede justificação. 


Entrei na universidade, como faço a matrícula?
Após saberem que entram no curso que se candidataram, têm de fazer a matrícula/inscrição. 
No meu caso, eu fui à própria universidade já que vivo na mesma cidade que a mesma. Os documentos necessários são o documento de identificação civil e fiscal, o boletim individual de saúde, comprovativo de ter válida a vacina antitetânica e o comprovativo de realização dos pré-requisitos, se aplicável Se forem ao site da universidade que entrarem têm lá todas as informações sobre o que precisam e como fazer, onde se dirigir, tudo. 

Como funciona o ano letivo na universidade?
Há dois semestres: o primeiro é desde setembro a janeiro, o segundo desde fevereiro a julho. As "férias" de Natal e da Páscoa resumem-se a uma semana (mais dia menos dia). Entre janeiro e fevereiro há um intervalo de 3 semanas em que (pelo menos na minha universidade) acontece os exames para quem não passou à disciplina.

Cadeiras e métodos de avaliação?
Têm cerca de 5 a 6 cadeiras (disciplinas) por semestre, muitas delas sendo a continuação do que deram no semestre anterior. Cada cadeira tem cerca de 3 a 4 horas de duração por semana (parece muito mas acaba por haver muito tempo livre). Têm direito a 15 minutos de intervalo nas cadeiras que são três horas seguidas e, às vezes, o professor até deixa sair mais cedo invés de dar o intervalo.
Em termos de métodos de avaliação difere muito de universidade para universidade e de disciplina para disciplina. No caso da minha universidade é tudo por avaliação contínua - isso quer dizer que é-se avaliado durante o semestre inteiro e só se não passarem é que vão a exame. Há universidades em que a avaliação é feita somente por frequências. Em relação à avaliação contínua pode ser por testes, trabalhos, portfolios, mini-testes, fichas de consulta, avaliações orais, há professores que dão valor extra se forem a dois terços das aulas, depende muito.

O que são ECT's?
Cada cadeira vale x ECT's. Com o novo Acordo de Bolonha permite-se que o trabalho do aluno fora das aulas seja contabilizado também. Isto é avaliado perante os inquéritos que se tem de responder no final de cada semestre. Mais informações pode-se carregar aqui.

O que esperar dos primeiros dias e integração?
Bom, eu entrei na terceira fase (ou seja, só entrei em outubro) então não sei bem como são os momentos de integração da primeira e segunda fase. No entanto, a primeira semana serve para irem à universidade fazer a inscrição e decidem se querem ir para a praxe ou não. As aulas tendem a ser leves porque os professores entendem que é uma transição enorme do secundário para a universidade. No meu caso, a integração foi um pouco complicada porque além de já haver pessoas que se conheciam e eu só conhecia uma pessoa que, inclusive, já tinha o seu grupinho e sentia-me sempre mal por estar ali no meio só porque sim. Acabei por entrar na praxe e lembro-me de acharem que me achava melhor do que os outros porque era calada. Só no segundo semestre é que comecei a soltar-me e a falar melhor com as pessoas. Contudo, a minha dica é para se lembrarem que vocês estão todos na mesma situação em que o mundo da universidade é totalmente novo, ninguém se conhece, alguns tiveram até de mudar de cidade, é uma oportunidade para fazerem amizades boas.

O que esperar do resto do ano?
Para alguém que entrou depois de as pessoas já se conhecerem e de já haver matéria para estudar, eu acho que o primeiro ano, principalmente o primeiro semestre, é o mais básico visto que estão a dar a introduções sobre as cadeiras do curso. Os restantes semestres são mais intensos e, apesar de as aulas serem longas, muito do trabalho de aprendizagem é feito em casa por ti mesmo. Irão precisar de ler imensa coisa, especialmente para fazer os ensaios (trabalhos de opinião em que não podem copiar e colar como se fazia no secundário). É preciso outro esforço por parte dos alunos porque são imensos estudantes numa só sala.

Praxe: sim ou não?
Há muitas reportagens e notícias daquilo que dizem que a praxe é. Sinceramente, se há algo de mal acontecer na praxe então não é praxe. A praxe é suposto ser outra maneira de integrar os alunos, não de os castigar e humilhar como se tivessem feito algo de mal.
Eu sempre disse que não iria participar nestas atividades exatamente pelo que via na televisão mas decidi ir de mente aberta para a nova fase da minha vida e não me arrependo. Como é óbvio, sim, vocês vão se sujar, vão rebolar no chão, vão encher (fazer flexões ou agachamentos), vão gritar com vocês, mas nada que atinja a vossa integridade física ou psicologia. Podem negar algo que vos mandem fazer se acharem excessivo e podem nem sequer participar nas praxes de todo. Ninguém vos obriga a ir para lá.
Caso a preocupação seja o facto de achar que não vão fazer amigos se não forem para as praxes, estão errados - duas das minhas melhores amigas não foram parte da praxe e não foi por isso que não as conheci.

Vou ter de gastar muito dinheiro em livros?
Isto vai depender muito do curso porque, por exemplo, em Direito sei que é necessário comprar os livros porque vão utilizar durante a licenciatura toda e, quem sabe, o mestrado e doutoramento. No meu caso, os únicos livros que comprei foram livros de histórias (os clássicos que se tem de ler em literatura e até esses consegui emprestados ou na internet). Muitos dos professores deixam packs de fotocópias na papelaria da universidade para tirarem cópias o que facilita bastante a carteira.

Erasmus: sim ou não?
Absolutamente - sim. Eu não pude participar em Erasmus porque não tive possibilidades mas aconselho vivamente quem possa porque é sempre outra experiência adicionar à vossa vida e aos vossos conhecimentos. Como estudo línguas e culturas, seria uma boa oportunidade para por em prática as línguas que estudo e aprender ainda mais sobre as culturas que também estudo.
O diretor do vosso curso depois informar-vos-á mas a candidatura terá de ser feita cedo porque o prazo é até fevereiro ou março, não tenho a certeza. Há também uma bolsa adicional que podem obter para pagar as despesas que irão ter no país para onde vão, sendo que as propinas que têm de pagar são as da universidade onde entraram e não a universidade para onde vão fazer erasmus.

Há outras formas de conhecer pessoas na universidade?
Para quem não sabe, existe jantares de curso organizados pelos restantes membros do curso. Os jantares é uma forma de reunir todos os anos do curso onde ingressam para se conhecerem.
Há também clubes e associações dentro da universidade onde podem entrar, assim como participar em conferências onde normalmente há sempre vaga para ajudar a organizá-las.

E sobre as residências?
As residências, para quem não sabe, são quartos que a universidade disponibiliza para os alunos que são de fora da cidade da universidade. Normalmente basta pesquisar no site da universidade que aparece informação sobre o valor, o que compõe cada quarto, como se inscrever para ter um quarto, perguntas assim. Pode-se escolher quarto duplo, quarto individual, quarto suíte e os preços variam bastante de universidade para universidade. (Pelo que li, há um suplemento para quem tem bolsa para pagar a residência, ou seja, acaba por ajudar a pagar as despesas.)
Perguntei a duas amigas minhas se gostava de estar na residência e aqui estão as respostas: "Sim!! É uma maneira de ter independência sem gastar muito dinheiro num quarto. Além disso há regras para o barulho durante a noite, o que para mim é uma mais valia. E como normalmente a localização é boa e perto da universidade/bares podes na mesma ir festejar sempre que quiseres."
"Sim, acho que nos faz ver as coisas de uma forma diferente. Apreciamos mais a nossa privacidade mas também apreciando alguma convivência com outras pessoas que não são propriamente nossas amigas. Às vezes um bom dia ou uma pequena troca de palavras bastava para tornar o facto de não gostar tanto de estar com tantas pessoas em algo melhor. No entanto, acho que acontece o mesmo em apartamentos, se nos dermos bem com as pessoas claro."

E as Bolsas?
A candidatura à bolsa é feita assim que se sabe em que universidade se entra. É feito no site da DGES, tendo de preencher um formulário detalhado e entregar documentos que permitem mostrar toda a tua situação financeira. A bolsa é dividida em escalões, havendo, por exemplo, uma bolsa parcial que só paga metade das propinas, uma bolsa que paga apenas as propinas, bolsas com valores muito superiores para também poder ajudar os custos adicionais.
Há também a bolsa Superior+ em que é dada a quem se descola para uma cidade do interior.
Do meu conhecimento, existe ainda mais uma bolsa, a bolsa de mérito, dada a alunos com média superior a 16.
Podem carregar aqui para aceder a um post relacionado com este assunto.

Trabalhar e estudar?
Depende. Há pessoas que não conseguem gerir o seu tempo para arranjar tempo para ir às aulas, trabalhar e estudar. Há outras que conseguem fazer tudo ao mesmo tempo e ainda para algo mais. Vai depender sempre do tipo de pessoa e da vontade de cada um. Conheço gente que consegue e outras pessoas que simplesmente não querem conseguir.
No entanto, existe o estatuto trabalhador-estudante que permite ao aluno que trabalha faltar às aulas sem penalização (já que um aluno normal que falta dois terços das aulas chumba por faltas) e tem acesso à época especial de exames.


Uma das coisas que sempre me deixou assustada foi o tempo. Parece paranóico e meio estúpido ficar assustado por causa do tempo, eu sei. Tenho perfeita noção que os meus medos são um tanto irracionais e, muitas vezes, nem fazem sentido - isso não os torna menos importantes, no entanto.
O tempo é algo bastante abstrato e concreto ao mesmo tempo, torna-se difícil defini-lo. O homem criou o conceito de tempo e agora depende dele para tudo, não é estranho? Há este ritmo necessário de se manter devido ao tempo se acabar, este objetivo de fazer tudo de incrível (ou que se acha incrível) em menos tempo possível para poder ser um prodígio, em fazer o mais extraordinário e incrível porque só assim é possível dizer que se fez algo verdadeiramente importante na vida. 
Criou-se este ideal de metas quase irreais e uma obsessão nociva nasceu para as atingir, como se a vida dependesse dessas metas. Não me interpretem mal, sou a favor de criar sonhos e lutarem por eles - é o melhor que se pode fazer. No entanto, é preciso lembrar que leva tempo para chegar a eles, vai demorar e vais cair e vais errar e vais aprender e vais voltar a tentar.
Não é preciso comparar o teu percurso a alguém que já o fez porque nós todos andamos a ritmos diferentes e está tudo bem em que isso aconteça. Com a era da internet cresceu o comparar quem somos com alguém em circunstâncias diferentes das nossas. Eu tinha muito a ideia que "se não publicar o meu livro até aos 18 anos não vai valer a pena" e não podia estar mais errada. Na minah cabeça, eu precisava de fazer as coisas enquanto era adolescente para poder ser considerada um fenómeno incrível.
Há sempre a mania de correr ao mesmo ritmo que o nosso vizinho que nos esquecemos que ele é um indivíduo totalmente diferente de nós, é normal que ele consiga algo que eu não consiga e vice-versa. Se não aconteceu até agora, é porque não é para acontecer já - mas isso não quer dizer que nunca aconteça. Não tenhas presa de crescer e de fazer tudo de uma vez para sentires que fizeste algo. Olha para ti, olha para bem dentro de ti e vê o que conseguiste até agora: superar aqueles obstáculos que te fizeram avançar ainda mais. 
Tem calma. 

✿ ritmo, que ritmo?

by on agosto 30, 2017
Uma das coisas que sempre me deixou assustada foi o tempo. Parece paranóico e meio estúpido ficar assustado por causa do tempo, eu sei....

Querido sejas quem fores, 
Queria pedir-te para não te deixares ir abaixo porque não estás a fazer o que é suposto pessoas da tua idade fazerem.
É pedido que saibas o que fazer com a tua vida porque já tens idade suficiente para isso (mas não tens idade suficiente para outras coisas, lembra-te disso). É pedido que pares de sonhar com essas tuas fantasias utópicas e que comeces a ter os pés bem assentes na terra porque não são os sonhos que dão dinheiro. É pedido estudes muito, mesmo que isso te crie noite mal dormidas, stress, ansiedade, noites a chorar por te sentires inútil porque nem aquilo que é suposto fazeres consegues fazer. É pedido que entendas o que te ensinem sem questionares e sem encontrares outra forma de solucionar o mesmo problema porque não há cá ideias diferentes. É pedido que tenhas uma opinião formado sobre um assunto mas nunca a podes dar ou, se a dás, nunca poderá ir contra a opinião de uma pessoa mais velha que tu. É pedido que saibas já como fazer um trabalho laboral corretamente porque já devias nascer ensinado, obviamente. É pedido que nunca cometas erros mas é preciso saberes tudo sobre a vida porque é claro que há um manual sobre a vida escrito por uma pessoa que nunca cometeu erros (ela simplesmente aprendeu a viver por uma iluminação de uma figura desconhecida). É pedido que estudes por 12 anos mais licenciatura, mestrado e doutoramento para que possas casar, ter filhos e morrer - outra coisa além disto é totalmente impensável e não serás bem-sucedido. É pedido que sejas médico, advogado ou juiz porque todas as outras profissões estão ocupadas e são de nível baixo. É pedido que tenhas sempre um pensamento feliz porque tu não tens preocupações, não tens idade para isso (além de ter boas notas, de ter relações interpessoais, de te descobrires, de saber lidar com o falhanço, desilusão, rejeição e a todos os sentimentos e emoções negativas que te podem levar a sérios problemas). É pedido que sejas de uma determinada maneira mesmo que não te identifiques com essa maneira de estar (não és tu que decides, lembra-te). 
Peço-te, querida geração e qualquer outra pessoa, não pares de seguir aquilo que realmente te faz feliz por causa dos caprichos de outro ser humano - no final do dia, a vida é tua, não é o outro ser humano que a vai viver por ti. Espero que tenhas a coragem de por o pé firme no chão sim, mas para fazer frente aos obstáculos que te irão aparecer porque, acredita, ainda nem encontraste metade deles. Por fim, já agora, não te esqueças de acreditar - acredita em ti, acredita na tua mente e no teu coração, acredita no teu futuro, acredita nos teus sonhos e decisões. 
Com amor, 
Alguém que está no teu lugar.
Fonte: x
Oh, eu sei que as pessoas vão falar. De novo. E de novo. E de novo. O que importa o que elas dizem se só nós sabemos o que fizemos? De qualquer maneira, porque não fazer o que elas dizem que fizemos? Os nossos corpos juntaram-se e partilharam suor, os nossos lábios tocaram-se para falar segredos ardentes, as nossas mãos fizeram danças na nossa pele. De novo. E de novo. E de novo. Admite, soube bem. Admite que queres mais mesmo que pareça proíbido, porque a adrenalida sabe bem atravessar as veias. Anda mergulhar em mim como fizeste tantas outras vezes. Quero ver sorrir quando chegares ao climax. Quero ver aquela tua suave agressividade a subir por queres satisfazer-me. Quero ver assumires controlo como se soubesses como atingir aquele meu ponto certo. De novo. E de novo. E de novo. Eu sei que queres ver o meu corpo exposto à vulnerabilidade, ao teu toque. Eu sei que queres ver como reajo a ti ou como me sinto só de imaginar o que possas fazer. Sabes que a minha imaginação pode ser a pior e a melhor arma contra mim e admiro-te por saber como a usar com o melhor proveito. Deixa-me mostrar-te o meu orgulho em ser tua. Deixa-me provar cada centimetro do teu corpo. Deixa-me sentir-te debaixo de mim, indefeso e sem possibilidade de te mexeres.  Eu sei que consigo fazer-te chegar lá, deixa-me mostrar-te do que sou capaz. Pressiona-me até eu gritar. De novo. E de novo. E de novo. Diz-me o que gostas, o que queres, se é errado ou certo, eu realmente não quero saber desde que possamos fazê-lo juntos. 

✒ De Novo VI

by on agosto 08, 2017
Fonte: x Oh, eu sei que as pessoas vão falar. De novo. E de novo. E de novo. O que importa o que elas dizem se só nós sabemos o que fiz...

Quero fazer tudo e quero fazer nada. Quero criar mundos e viver nos mundos criados. Quero explorar vidas e ser explorada. Quero ser inspirada e inspirar. Quero dar e receber. Quero diferentes caminhos e quero só um. Quero marcar e ser marcada. Quero mil e uma coisas e sinto que não quero nenhuma. É uma mistura de sentimentos, pensamentos, emoções, pesadelos. Há tantas maneiras de fazer algo correto e há tantas maneiras de fazer algo errado. Não há como saber o que vai dar certo ou errado porque tudo é incerto. Eu sei que tudo o que eu planeei até agora podia dar errado, há sempre essa possibilidade. No entanto era outro tipo de errado porque era feito com o coração. Segui o meu coração e estava pronta para lidar com as consequências porque não havia como seguir outro rumo. Agora sigo à deriva e sem ideias concretas sobre o que fazer e o meu coração está calado, esgotado. Sempre foi fácil até agora saber o que tinha de fazer porque estava sempre de cabeça baixada. Olhava para o chão à medida que andava já que não valia a pena repensar algo a que a minha alma já se tinha entregado. De repente sou obrigada a olhar em frente e o horizonte cega-me com o seu brilho. É demasiado brilhante para conseguir manter os olhos abertos então fecho-os. O problema é que não é possível parar o tempo e a caminhada para eu pensar. Os meus pés andam automaticamente porque é esse o curso natural da vida. A minha mente está perdida porque esse é o curso natural de mim.

✿ quero e não quero.

by on agosto 02, 2017
Quero fazer tudo e quero fazer nada. Quero criar mundos e viver nos mundos criados. Quero explorar vidas e ser explorada. Quero ser ins...

O novo videoclipe de Selena Gomez do seu último single "Fetish" já saiu. Muita gente acha esta nova fase da cantora um pouco estranha, comparando-a a Miley Cyrus ou a Melanie Martinez por ambas terem vídeos controversos. Isto porque não entendem o que ela quer transmitir.
Começando pela diretora do videoclipe, Selena afirmou muitas vezes que Petra Collins era uma inspiração para si por causa da maneira que a artista demonstra a sua perspetiva do que vê. 
Aquilo que percebo através do visual e da música é que há várias maneiras de interpretar. 
A letra transmite uma sensualidade e uma confiança que não se torna arrogante. É uma letra que te faz sentir sexy tanto pela batida como pelo que é cantado. 
O videoclipe, por outro lado, pode ser percebido de uma maneira mais dolorosa e escura, virando o tema para uma obsessão doentia por alguém. Há especulações de que seja a continuação de Bad Liar, e a casa seja da professora dela, já que tinha uma paixão pela mesma. 
Começa logo com a personagem a andar por uma rua que parece normal, exceto que no fundo existe um carro avariado. Depois aparece uma cena em que ela olha para o sol que quase a cega, fazendo-a colocar a mão por cima dos seus olhos - ela continua a olhar para o brilho mesmo que lhe magoe os olhos.
Ela começa a comer o vidro partido do copo de vinho. Não é só esta estranha coisa que ela come, a lista continua com o sabão, com um batom. Ela chega a usar o enrolador de pestanas para remover a sua língua. Tudo isto indicações de que ela precisa de mudar para satisfazer quem ela fantasia como se não fosse boa o suficiente. Entretanto, ela começa a entrar em stress, rasgando as suas meias, destruindo coisas, "Reaching your limit/Say you're reaching your limit/Going over your limit".
Água começa a cair durante as cenas na sala de jantar, possivelmente indicando a sua tristeza do facto de fazer de tudo para ser notada por quem gosta mas só ter desprezo por ela, como a própria letra indica "I push you out and you come right back".
A parte do congelador, a meu ver, é o coração da pessoa que ela gosta já que é comparado a gelo e é frio mas ela continua a gostar dele, sendo visível a vício mórbido que ela tem. Também pode ser visto como o seu coração sendo delicado já que o gelo transformou-se em quase neve, um item suave. Esta última parte pode ser confirmada porque é quando Guicci Mane começa a cantar "I blame you ‘cause it’s all your fault/Ya playin’ hard, don’t turn me off/Ya acting hard, but I know you soft"-
Todavia, já vi várias interpretações do videoclipe e todas parecem justificáveis. Uma nova era da cantora traz um lado que nunca vimos antes pois está mais confiante e livre. Já vimos isso com o seu primeiro albúm com a nova editora, Revival, mas este promete ainda mais transparência e criatividade.

É apenas a segunda vez que vou à Shairart, em Braga. No entanto, foi a melhor exposição que vi. Não quero estar a retirar o mérito da exposição anterior mas, desta vez, os quadros chamaram-me muito mais à atenção pela maneira que foram capturados. Sem dúvida que não percebo muito de arte - na verdade, quando tinha de dar história de arte na escola eu chorava internamente - exceto quando eram obras do expressionismo e surrealismo. 
Esta exposição conta com obras de Ana Monteiro, Gustavo Fernandes, Manuel Rodrigues Almeida, Alejandro Casanova, Jaume Mora, Jose Higuera, Giorgos Kapsalakis e Juan Domingues.
Estas obras encontram-se disponiveis para visitar até dia 2 de Setembro, quaisquer informações sobre preços ou mais podem carregar aqui para se dirigem ao site.















◍ from the south.

by on julho 25, 2017
É apenas a segunda vez que vou à Shairart, em Braga. No entanto, foi a melhor exposição que vi. Não quero estar a retirar o mérito da expos...